Paulo Ricardo lembra os dois primeiros nomes do RPM: "Decidimos usar esse número antes"
Por Gustavo Maiato
Postado em 11 de outubro de 2024
O icônico cantor e compositor Paulo Ricardo, ex-vocalista do RPM, compartilhou em uma entrevista exclusiva ao MPB Bossa detalhes sobre a origem do nome da banda que conquistou o Brasil nos anos 80. Segundo ele, o RPM surgiu de uma lista que ele ainda guarda com carinho. "Eu sempre tenho listas de nomes de bandas. Claro que a chance de eu ter uma banda atualmente é zero. Mas, às vezes, ao conversar com alguém ou ao ler algo, penso: 'Esse seria um bom nome para uma banda'", revelou.
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Dentre os nomes listados, um deles era "45 RPM", uma referência aos discos compactos que precederam os clássicos de 33 e 1/3. Paulo Ricardo, que não viveu a época dos singles, explicou que esses discos antigos desapareceram nos anos 60 e tinham buracos maiores, que exigiam o uso de um adaptador plástico para serem tocados. "Pensamos que o '45' remetia a um tipo de som antigo. Decidimos tirar esse número, mas 'RPM' é legal. É uma sigla internacional que aparece em tudo, de motores a carros. Optamos por 'rotações por minuto'", disse.
O nome da banda ganhou forma após uma conversa com o jornalista do Estadão, Vladimir Soares. "Eu comentei que tínhamos chegado à conclusão de que o nome seria RPM. Ele sugeriu 'revoluções por minuto', que é um sinônimo, mas traz um duplo sentido. Falei: 'Genial!'", lembrou o artista.
RPM e "Rádio Pirata"
Paulo também refletiu sobre como certas palavras, como "pirata", mudaram de significado ao longo dos anos. O vocábulo batiza o hit "Rádio Pirata", da banda. "Hoje é difícil dissociar 'pirata' da ideia de produtos chineses falsificados. Naquela época, uma rádio pirata tinha uma conotação romântica, representava o desejo de transmitir coisas que gostávamos. Um disco pirata era um registro clandestino feito por fãs que gravaram um show e prensaram esse material em vinil. Com o tempo, essa ideia de revolução adquiriu um significado diferente, especialmente no meio dos anos 80", concluiu Paulo Ricardo.
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