Witchburner: o negócio aqui é Thrash Metal alemão 'Old School'
Resenha - Bloodthirsty Eyes - Witchburner
Por Christiano K.O.D.A.
Postado em 08 de maio de 2013
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Se você julgar pela capa (e pelo encarte), certamente vai achar que se trata de um grupo de Death ou Black Metal, uma impressão que ganha força pelo próprio nome do conjunto. No entanto, o negócio aqui é Thrash Metal alemão 'old school'. Precisa dizer mais? Talvez um pouco. A Witchburner já conta com mais de duas décadas de vida, e com uma discografia sólida. Sim, é um grupo calejado e que, portanto, sabe como funciona o estilo. O trabalho saiu aqui no Brasil pelas mãos da Kill Again Records, em outro investimento certeiro do selo.
O som da banda é influenciado por seus compatriotas da Destruction, ainda que os timbres vocais de Pino Hecker e Schmier sejam consideravelmente diferentes. O primeiro conta com algo mais áspero e agressivo, enquanto o segundo... bom... nem precisa dizer, né?
No geral, a sonoridade de "Bloodthirsty Eyes" conta com aquela coisa veloz e encorpada que, em algumas músicas, trazem algo levemente mais trabalhado. É o caso de "Never Surrender" ou "The Bringer of Disease", menos velozes, mas tão intensas quanto as demais.
O guitarrista Michael "Mächel" Frank mostra competência nos solos bem encaixados em faixas como "Sermon of Profanity", e principalmente em "Path of the Sinner", entre outras. Um destaque inclusive do disco é o "encaixe" dos solos: parece que eles sempre entram na hora certa, e de maneira muito vigorosa. Incrível como dão um ganho poderoso às composições!
E já que "Path of the Sinner" foi mencionada, é preciso dizer: que pancada essa faixa! Mas ainda mais violenta, "Spirit of the Dead" devasta tudo ao redor. Uma porrada sem limites!
A parte gráfica, embora também já citada, também deve ser lembrada por sua beleza (para padrões de uma banda de música extrema). Ilustrações cheias de detalhes e cores interessantes permeiam essa pequena obra de encarte.
A gravação está à altura do som do quinteto: sujona, crua e pesada.
O álbum certamente chama a atenção no mundo do Thrash Metal e merece não só uma conferida, mas uma boa deleitada em todos os momentos de deliciosa podridão sonora oferecidos pelo registro. Continuem queimando as bruxas!
Witchburner - Bloodthirsty Eyes
High Roller Records/Kill Again Records – 2013 – Alemanha
http://www.facebook.com/Witchburner
http://www.myspace.com/witchburner
http://www.witchburner.de/
Tracklist:
1. Sermon of Profanity 05:55
2. Possession 02:47
3. Master and Slave 03:39
4. Path of the Sinner 03:30
5. Apocalyptic Visions 04:01
6. Bloodthirsty Eyes 03:38
7. Never Surrender 03:26
8. Spirit of the Dead 04:23
9. The Bringer of Disease 04:10
Total: 35:29
Outras resenhas de Bloodthirsty Eyes - Witchburner
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Quando Brian May mandou uma mensagem para o Metallica; "Isso aquece meu coração"
Último álbum do Black Sabbath não rolou por conta de Bill Ward, diz produtor
Os três álbuns do Pink Floyd que Roger Waters não consegue engolir
Aerosmith anuncia dois shows em Hollywood com uma série de convidados
A banda que a polícia chamava de "inimiga número um da família brasileira"
Iron Maiden e Megadeth juntos na América do Sul? Eis o que Dave Mustaine diz
Flotsam and Jetsam entrega fúria e maturação em "Rats in the Temple"
Trivium anuncia novo álbum de estúdio, "Crown in the Grave"
Os seis países onde o Iron Maiden fez apenas um show durante toda a carreira
Use sua ilusão: o pseudo disco perfeito do Guns N' Roses
Quando Keith Richards se apaixonou por uma música - e pela vocalista que a cantava
O clássico do U2 que foi criado a partir do riff de outra banda
Para quem foi escrita "Your Song", um dos maiores clássicos de Elton John
Quase vinte anos do seu lançamento, "Over The Under" ainda soa vigoroso
A banda que Steve Harris aprendeu a gostar, mas quando conheceu achou que era "uma cópia"
Steve Harris: A lenda do Rock que ele tem medo de encontrar e agir como um fã bobão


30 anos de "A Tempestade" - o álbum que se tornou a despedida de Renato Russo
Os 40 anos de "Reign in Blood", obra-prima do Slayer e um dos maiores clássicos do thrash metal
Carach Angren - O preço de brincar com a morte em "Franckensteina Strataemontanus"
O Julgamento do Metal Clássico: Rock Justice impressiona na estreia com "You've Been Served"
Animals (1977) - quando o Pink FLoyd resolveu chamar todo mundo de bicho
Moonspell - A grandiosidade do Heavy Metal e da música erudita em "Opus Diabolicum"
O melhor disco ao vivo de rock de todos os tempos



