Avantasia: menos ambicioso que seus predecessores
Resenha - Mystery of Time - Avantasia
Por Victor de Andrade Lopes
Fonte: Sinfonia de Ideias
Postado em 17 de abril de 2013
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
De volta após três anos, a metal opera AVANTASIA, uma das mais bem sucedidas da história, lança seu sexto trabalho: The Mystery of Time. Assim como The Scarecrow, é um trabalho bem compacto, de apenas dez faixas (mais duas bônus) e "solteiro", ou seja, desacompanhado de uma parte II (como nos Metal Opera) ou de um disco-gêmeo, como no caso de The Wicked Symphony e Angel of Babylon. Mas isto é totalmente compensado pela presença de uma orquestra. Pela primeira vez, o vocalista, baixista e mentor do projeto TOBIAS SAMMET convida um exército de músicos eruditos para acompanhá-lo na execução das peças avantasianas. No caso, são os membros da Deutsches Filmorchester Babelsberg (algo como "Orquestra de Filmes Alemã de Babelsberg"), a mesma que atuou em Hellfire Club, do Edguy.
A abertura "Spectres" lembra "The Wicked Symphony", que também serviu de abertura, no caso, para o álbum homônimo, de 2010: orquestrada e marcada por um belo trabalho no vocal de TOBIAS, que divide espaço com o estadunidense JOE LYNN TURNER. Logo em seguida, "The Watchmaker's Dream" repete a fórmula TOBIAS+TURNER, mas sem a orquestra. Aqui, o ponto alto fica nos solos: primeiro, a única e breve participação de ARJEN ANTHONY LUCASSEN, multi-instrumentista holandês e líder do AYREON, que traz um solo inspirado e com toques de LORI LINSTRUTH, seguido por outro solo, agora de órgão, por MIRO, tecladista que acompanha o projeto desde o terceiro disco.
Em "Black Orchid", a orquestra volta, e TOBIAS canta com BIFF BYFORD, do SAXON - desnecessário dizer que o resultado foi bom. Em "Where Clock Hands Freeze", o inconfundível MICHAEL KISKE, que marcou presença em todos os discos do projeto, faz uma de suas melhores performances num CD do AVANTASIA.
"Sleepwalking", lançada previamente como single, marca a única participação feminina do disco, na qual TOBIAS faz um dueto com CLOUDY YANG. A balada, que ganhou um clipe ambientado numa bela floresta nevada, quebra um pouco o clima metal do disco e traz algo com um apelo mais hard rock, estilo com o qual TOBIAS gosta de flertar. Esta não é a única balada do disco: "What's Left of Me" é mais pesada, mas ainda tem os toques emotivos, reforçados pelo trabalho da orquestra. Aqui, TOBIAS canta com nítida emoção, talvez para fazer jus à presença de ERIC MARTIN, vocalista do MR. BIG, que faz aqui sua participação no disco.
O respiro de "Sleepwalking" logo dá lugar a "Savior in the Clockrwork", a mais longa do disco, que combina os vocais de TURNER, BYFORD, KISKE e TOBIAS, produzindo uma poderosa faixa. "Invoke the Machine" e "Dweller in a Dream", separadas pela já mencionada "What's Left of me", são como "The Watchmaker's Dream": rápidas e cruas. A primeira já era conhecida dos fãs, por ter sido liberada previamente, e traz a participação de RONNIE ATKINS, do grupo holandês PRETTY MAIDS.
Fechando o álbum, "The Great Mystery", com TOBIAS, TURNER, BYFORD e BOB CATLEY, fazendo aqui sua única participação no disco. Como que sintetizando o disco, a faixa combina o peso das faixas mais power metal com a orquestração das mais sinfônicas e a emoção das baladas.
Não há muito o que reclamar do disco, mesmo sendo uma proposta nitidamente menos ambiciosa que os trabalhos anteriores. Destaque para "Spectres", "The Watchmaker's Dream", "Black Orchid" e "What's Left of Me". Vale lembrar os outros músicos que participaram do disco: além dos veteranos SASCHA PAETH (guitarra base e produção), OLIVER HARTMANN (guitarra solo) e MIRO (teclados); TOBIAS também convidou RUSSELL GILBROOK, do URIAH HEEP, para assumir as baquetas; e o guitarrista BRUCE KULICK, do GRAND FUNK RAILROAD, para alguns solos.
Como dito anteriormente, o disco é menos ambicioso que seus predecessores. Contudo, dentro das possibilidades (10 faixas, a maioria curta, preenchidas pelo trabalho de menos músicos convidados que o usual), TOBIAS conseguiu fazer mais um bom trabalho, mostrando que o AVANTASIA ainda tem fôlego para mais discos.
Abaixo, o vídeo de "Sleepwalking":
Track-list
1 Spectres
2 The Watchmaker's Dream
3 Black Orchid
4 Where Clock Hands Freeze
5 Sleepwalking
6 Savior in the Clockwork
7 Invoke the Machine
8 What's Left of Me
9 Dweller in a Dream
10 The Great Mystery
Outras resenhas de Mystery of Time - Avantasia
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Akira Takasaki (Loudness) sobe ao palco com o Angra para tocar clássico do Deep Purple
A banda que Dave Grohl chamou de circo e comparou a cerveja velha e sem graça
Bono e The Edge explicam o que mantém o U2 unido há 50 anos
O disco mais odiado do Metallica que Jimmy Page e Jack White adoraram
A pergunta estranha que Clive Burr teria feito a Nicko McBrain
A canção de dois adolescentes que impediu "Bohemian Rhapsody" de chegar ao topo das paradas
O pior disco do Kiss: Paul Stanley escolhe dois, e Marty Friedman discorda
Nicko McBrain reconhece que Iron Maiden foi injusto com Blaze Bayley
As 10 músicas mais pesadas do Queen, incluindo uma raridade que quase ninguém conhece
O nome em "Livin' on a Prayer" que Jon Bon Jovi vetou: "Não posso cantar"
O que Ronnie James Dio disse a Scott Ian cinco anos depois de um envelope por baixo da porta
Os "aditivos legais" que Dave Lombardo consumiu durante as gravações de "Reign in Blood"
A música do Slayer que produtor Ross Robinson considera tão boa quanto "Angel of Death"
O guitarrista que Angus Young considera o mais superestimado do rock
Vocalista reflete sobre onda de haters contra o Greta Van Fleet
A artimanha de David Bowie no auge da fama para sair pelas ruas sem ser reconhecido
O álbum do Pink Floyd que o baterista Nick Mason considera que "enfeitou o pavão"
Geddy Lee, do Rush, elege o melhor baixista do planeta; "um talento incrível"

Tobias Sammet trabalha em novo álbum do Avantasia e relançamento de "The Scarecrow"
Eric Martin diz que se sentia um impostor no metal antes do Avantasia



