Inmoria: um dos melhores discos de power metal em anos
Resenha - Farewell To Nothing; Diary Part 1 - Inmoria
Por Junior Frascá
Postado em 13 de março de 2013
Para quem não conhece o INMORIA (o que é normal, pois a banda é praticamente desconhecida no Brasil) foi formado em 2008 por Dan Eriksson, ex-baterista do TED MOROSE, que resolveu montar sua própria banda, inclusive, no início, tocando todos os instrumentos. Posteriormente, resolveu se concentrar apenas nas guitarras, convidando outros amigos e ex-membros também do TAD MOROSE para entrarem na banda.
Mas após a saída do vocalista Charles Rytkönen (MORGANA LEFAY) do INMORIA, muitos questionaram se a banda conseguiria seguir caminho. Mas, após a entrada de Søren "Nico" Adamsen (ARTILLERY, CRYSTAL EYES) – e que também deixou a banda após o lançamento do disco -, a banda conseguiu não só superar seu primeiro registro, como lançar um dos melhores discos de power metal em anos.
A banda pratica uma sonoridade pesadíssima, moderna e muito intensa, primando pela agressividade no lugar do excesso de velocidade. E isso graças aos riffs pesadíssimos e marcantes de guitarra, aliados a ótimas linhas de teclado, que são usados sem excesso, apenas para dar um clima mais soturno e macabro às faixas, com muito sucesso. Para se ter uma ideia da sonoridade da banda, imaginem o BRAINSTORM na fase entre os discos "Ambiguity" e "Liquid Monster", mas bem mais pesado e menos melódico.
Adamsen também é um show à parte, com suas linhas vocais excelentes, seja nos momentos mais melódicos, seja nos mais agressivos e rasgados, em que se destaca ainda mais.
Dentre os destaques, cito as pesadíssimas e marcantes "Blinded", "End of the Line", "The Mirror", "Hear My Prayers" (com um refrão mais do que grudento), "My Last Farewell" e "My Shadows Fall". Mas não se engane, pois todas as 11 faixas são excelentes, sendo daqueles discos para se ouvir do começo ao fim repetidas vezes, sem pular nenhuma canção.
A qualidade de gravação também merece ser citada, pois deixou tudo muito bem timbrado e sujo na medida certa, transbordando fúria e agressividade.
Assim, temos aqui um grande trabalho, uma verdadeira aula de como se fazer power metal pesado, intenso e moderno de qualidade, mostrando uma banda que tem tudo para se tornar referência no gênero, bastando apenas que consiga firmar um lineup, e lançar discos de forma mais constante, pois competência os caras já provaram que possuem. Imperdível!
A Farewell To Nothing: The Diary Part 1 - Inmoria
(2011 - Importado)
Track List:
1. Blinded
2. End of the Line
3. The Mirror
4. Hear My Prayers
5. In My Dreams
6. Just Another Lie
7. The Silence Within Me
8. My Last Farewell
9. Save Me
10. Watch Me Bleed
11. My Shadow Fall
12. Why
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Baterista de Piracicaba vence concurso do Metallica com galinha de borracha
O artista que é "a essência do rock", segundo James Hetfield do Metallica
As três músicas punk que Lemmy escolheu entre as maiores de todos os tempos
Os 100 melhores álbuns da década de 1980, em lista da Classic Rock
O hit do Foo Fighters que Dave Grohl odeia: "Parece uma canção dos Eagles"
A obra-prima do Pink Floyd que, para Roger Waters, quase foi arruinada por David Gilmour
O melhor disco dos anos 80, segundo a Classic Rock
A letra de Ronnie James Dio que Tony Iommi e Geezer Butler quase vetaram
Dave Mustaine classifica Teemu Mäntysaari como o guitarrista que sempre procurou
O álbum de 1987 que Axl Rose nunca conseguiu superar: "Seria legal vender mais"
A banda clássica dos anos 2000 que virou paródia de si mesma, segundo Regis Tadeu
58 shows internacionais de rock e metal para ver no Brasil em julho
O clássico do Black Sabbath que foi lançado há mais de 50 anos, mas continua atual
O músico que intimidou Jimmy Page; "Não conhecia ninguém que tocasse daquele jeito"
Capital Inicial cancela shows nos Estados Unidos após vistos negados
Journey: o famoso erro geográfico em "Don't Stop Believin'"
Brian May aponta o guitarrista subestimado que muitos não reconhecem
John Lennon ficou decepcionado com solo de guitarra feito por Eric Clapton em sua canção


Black Swan - Quando a experiência se transforma em poder de fogo
Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
"MI'RAJ" - quando Edu Falaschi troca a velocidade pela emoção e encerra trilogia com maturidade
A Lapidação da alma: O triunfo conceitual do Big Big Train em "Woodcut"
HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
"Betrayed By Obedience", do Infected Cells, é death metal bruto, técnico e direto
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
Metallica: um DVD com título mais do que adequado



