Optical Faze: Metalcore moderno com influências de Death e outros
Resenha - Pendulum Burns - Optical Faze
Por Junior Frascá
Postado em 19 de fevereiro de 2013
Nota: 9 ![]()
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Por mais que muitos ainda insistam em não ver a realidade que se mostra bem a frente de seus olhos, a verdade é que, como já disse em diversas outras resenhas por aqui, o Brasil atualmente é o maior celeiro de boas bandas de metal pesado do planeta. A cada dia que passa vemos o surgimento de mais e mais bandas, dos mais variados subgêneros do estilo, e, em sua maioria, esbanjando competência e profissionalismo. E o Optical Faze, que chega agora a seu segundo álbum, é mais um grande exemplo disso.
E, a priori, que fique claro: não se trata de apenas elogiar as bandas como forma de apoiar o metal nacional, mas sim de reconhecer o mérito das boas bandas que têm surgido em nossas terras. Sinceramente, dá gosto pegar um disco como esse "The Pendulum Burns" e constatar a qualidade que uma banda nacional, depois de tanta luta, com mais de 11 anos de carreira, consegue atingir, e mesmo diante de todas as dificuldades que o estilo enfrente para seguir em frente no Brasil.
O som dos caras é bem moderno e, embora haja uma prevalência de metalcore, ainda possui influências de death metal melódico, math metal e metal industrial, tudo de forma coesa e muito bem equilibrada, criando musicas pesadíssimas e muito intensas que, apesar de complexas, são de fácil assimilação pelo ouvinte, mesmo nos momentos de mais "quebradeira".
Gustavo Anunciação Lenza | Luis Alberto Braga Rodrigues | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
O trabalho instrumental é excelente, em especial as guitarras, muito bem timbradas, com ótimos riffs, e os teclados, muito bem encaixados e sem exageros, deixando o som da banda ainda mais interessante e diversificado.
Por sua vez, os vocais de Mateus também são bem legais, seja nos momentos mais agressivos, seja nos mais melódicos (presentes nos refrãos de quase todas as 12 faixas do disco). Alias, esse é um ponto a ser melhor esclarecido: muita das críticas ao chamado metalcore ocorre pelo uso de vocais mais melódicos nos refrãos das faixas, o acaba não agradando a todos; contudo, o Optical Faze conseguiu utilizar-se desse recurso de forma muito bem equilibrada, sem soar enjoativo ou meloso demais. Ponto para os caras.
Assim, todas as 12 faixas produzem uma audição muito prazerosa, transmitindo ao ouvinte uma fúria descomunal, com destaque para as pedradas "Trail of Blood", "Pressure" (com muito groove, e uma quebradeira de dar inveja aos mestres do MESSHUGAH), "One Way Path" (repleta de elementos de metal industrial) e "Mindcage" (com passagens mais progressivas e viajadas).
A produção do disco também é fantástica, tendo o álbum sido gravado em Los Angeles, nos EUA, pelo experiente produtor Rhys Fulber (Fear Factory, Paradise Lost, Front Line Assembly, etc.), deixando expostas na cara do ouvinte toda a fúria e brutalidade da banda.
Ou seja, temos aqui um trabalho de alto nível (inclusive o disco foi lançado numa belíssima edição digipack) em todos os aspectos, e que mostra mais uma vez a força do metal nacional, e coloca o OPTICAL FAZE com uma das melhores bandas do estilo na atualidade (não só no Brasil). Forte (fortíssimo) candidato a figurar na lista de melhores discos nacionais do ano! Escute sem moderação.
The Pendulum Burns – Optical Faze
(2013 – Voice/MS Metal - Nacional)
Formação:
Mateus Araújo (vocalista e guitarrista/singer and guitarist)
Jorge Rabelo (guitarrista/guitarist)
Vicente Jr. (baixista/bass player)
Renato Carvalho (baterista/drummer)
Pedro Gabriel (tecladista/Keyboardist)
Track List:
1. Trail of Blood
2. Pressure
3. Moment of Nothing
4. One Way Path
5. Lie to Protect
6. Mindcage
7. Carved
8. Red Sun
9. The Collapse
10. Ghost Planet
11. Never Let me Down Again
12. Tiede
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