Imperium Infernale: empunha a bandeira do Black Metal
Resenha - Primitivo - Imperium Infernale
Por Vitor Franceschini
Postado em 24 de janeiro de 2013
Nota: 9 ![]()
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A horda Imperium Infernali surgiu em 2003 como um projeto paralelo de Ascaris juntamente com Augusto Lopes, ambos do Eternal Malediction. Gravaram uma demo em 2006 sob o nome de "Ordo AEon Caos" e logo depois dedicaram-se ao seu principal grupo.
Em 2008 Ascaris retomou as atividades do Imperium Infernale ao lado do guitarrista Morbius e iniciaram as composições do que viria a ser "Primitivo". Com Salles no baixo e Impaler na bateria, a banda gravou este debut que empunha a bandeira do Black Metal e honra o estilo com unhas e dentes.
Focado na segunda geração que moldou o Metal negro, o Imperium Infernale caminha pelos trilhos mais extremos e menos 'enfeitados' do estilo. Seu som é composto por guitarras cruas e ríspidas que, com um pouco de melodia, transbordam agressividade. A cozinha é eficiente e coesa, e os vocais de Ascaris são raivosos e rasgados.
É interessante notar que, apesar de enraizado e cru, o som da banda não soa desconexo e possui uma pegada com a técnica necessária para o desenvolvimento de composições na linha Black Metal. Nem todas as faixas são pura velocidade, e essa variação rítmica dá ainda mais qualidade ao álbum.
Cantando a maioria das faixas em inglês, e algumas em português (se saindo muito bem nos dois idiomas), a banda destila em faixas como Symbol Of Victory, Death In Honour, Satan´s Child, Invocare e Holy Whore a mais pura nata do Black Metal. Tudo isso com uma ótima produção, a cargo do ex-integrante Augusto Lopes.
A música orgânica do Imperium Infernale é um grande soco na cara do atual Metal extremo plastificado que temos visto aos montes por aí. É bom ressaltar que este disco teve uma prensagem de apenas 500 cópias e 300 cópias em K7 numeradas a mão, portanto fique atento e vá atrás do seu.
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