Graveyard: uma das maiores revelações do Hard Rock "retrô"
Resenha - Lights Out - Graveyard
Por Junior Frascá
Postado em 17 de janeiro de 2013
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Em 2011, quando os suecos do GRAVEYARD lançaram seu segundo álbum, "Hisingen Blues", público e crítica teceram diversos elogios à banda, como uma das maiores revelações do hard rock "retro" dos últimos tempos. E em 2012, com esse fantástico "Lights Out", os caras reforçam ainda mais essa constatação, lançando um disco brilhante, que consegue superar seu antecessor.
Totalmente voltado à década de 70, esse quarteto traz uma sonoridade pesada e muito cativante, com ótimas influências de blues, classic rock e até de stoner metal, tudo bem dosado e equilibrado, com muita personalidade, sem ficar se prendendo à fórmulas ou tarifando sua sonoridade.
Em relação ao disco anterior, "Lights Out" é bem mais pesado e sombrio, e menos psicodélico, mostrando uma maior maturidade nos arranjos e nas harmonias criadas. Além disso, o excelente trabalho de guitarras contribui muito para o sucesso final do álbum, com um timbre sujo, e provando que nem sempre o excesso de distorção ou efeitos modernos é primordial para se conferir peso e agressividade ao instrumento.
Destaque também para os vocais de Joakim Nilsson, com um timbre muito cativante e variado, esbanjando atitude e sentimento em detrimento de uma técnica mais apurada, e que traz uma charme ainda maior à sonoridade da banda.
Assim, o disco segue com excelentes faixas, sejam as mais agitadas e rápidas, como "The Suits, The Law and The Uniforms" e "Goliath", seja nas mais arrastadas e influenciadas pelo blues, como "Slow Motion Countdown" (esta disparada a melhor do disco, e uma das melhores faixas que ouvi em 2012, com um clima melancólico bem estruturado, e linhas vocais viciantes) e "20/20 (Tunnel Vision). Mas não se engane, pois todas as 9 faixas apresentadas são excelentes, e fazem de "Lights Out" um dos álbuns mais marcantes de 2012.
Infelizmente "Lights Out" ainda não tem previsão de lançamento no mercado nacional, mas eis aqui um disco que vale cada centavo da aquisição. Se você curte o estilo ou apenas procura por boa música, é um disco que você não pode deixar de escutar, de preferência no volume máximo!
Lights Out - Graveyard
(2012 – Nuclear Blast - Importado)
1. An Industry of Murder
2. Slow Motion Countdown
3. Seven Seven
4. The Suits, The Law and The Uniforms
5. Endless Night
6. Hard Times Lovin
7. Goliath
8. Fool in the End
9. 20/20 (Tunnel Vision)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A banda de rock que lucra com a infantilização do público adulto, segundo Regis Tadeu
A música de Raul Seixas que faria ele ser "cancelado" nos dias de hoje
Derrick Green explica por que seu primeiro disco com o Sepultura se chama "Against"
Como é a estrutura empresarial e societária do Iron Maiden, segundo Regis Tadeu
Metal Hammer coloca último disco do Megadeth entre os melhores da banda no século XXI
A música do Iron Maiden sobre a extinção do Banco de Crédito e Comércio Internacional
Metallica não virá à América do Sul na atual turnê, destaca jornal
Por que David Gilmour é ótimo patrão e Roger Waters é péssimo, segundo ex-músico
Matt Sorum admite que esperava mais do Velvet Revolver
Como está sendo a adaptação de Simon Dawson ao Iron Maiden, de acordo com Steve Harris
O guitarrista que usava "pedal demais" para os Rolling Stones; "só toque a porra da guitarra!"
A canção pop com "virada de bateria" que Ozzy Osbourne achava o máximo da história da música
Como o cabelo de Marty Friedman quase impediu a era de ouro do Megadeth
Quando Axl Rose deixou os Rolling Stones plantados esperando por três horas
Família já escolheu ator para interpretar Ozzy Osbourne em cinebiografia


Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Anguish Project mergulha no abismo do inconsciente com o técnico e visceral "Mischance Control"
Motorjesus pisa fundo no acelerador, engata a quinta e atropela tudo em "Streets Of Fire"
Nightwish: Anette faz com que não nos lembremos de Tarja
Megadeth: Mustaine conseguiu; temos o melhor disco em muito tempo


