Silent Cell: um disco ótimo e bem diferente
Resenha - Absence Of Hope - Silent Cell
Por Marco
Postado em 06 de dezembro de 2012
É incrível como as misturas e queda de fronteiras causaram no Metal como um todo uma ruptura: ou se ama ou se odeia o trabalho das bandas, sem muitas vezes se dar ao trabalho de uma ouvida, apenas porque alguns infelizes nos anos 80 tiveram a terrível idéia de criar os malditos rótulos e moldar opiniões com frases pré-fabricadas como 'isso é falso' e 'aquilo é verdadeiro'.
Uma pena, pois acabam se privando de ótimas revelações, como o ótimo quarteto de Bragança Paulista (SP) SILENT CELL acabam sendo muito injustiçados, pois 'The Absence of Hope' é um disco ótimo e bem diferente de muitas bandas 'mais do mesmo' que andam por aí e são idolatradas (por mais cópia que sejam dos originais).
Mixando agressividade, melodias, alguns elementos do Metal Industrial e uma boa técnica, o trabalho da banda é bem diferente do que estamos acostumados a ouvir em termos de Metal/Rock no Brasil, pois imaginem uma banda que joga em um liquidificador influências como SLIPKNOT, SISTEM OF A DAWN, STONESOUR, alguns elementos do Death Metal melódico de Gotemburgo e do Metalcore mais rasgado, e temos uma banda com uma música única, ora agressiva e vibrante, ora agressiva e cheia de garra, intensa e com feeling diferenciado.
Vocais mixando passagens melódicas e berros guturais sem pudores (e muito bem, diga-se de passagem); guitarras agressivas e graves em riffs e solos; baixo e bateria seguros e afinados na base rítmica, mas que sabem se alternar muito bem e mostram boa técnica. Mas nenhum deles busca se sobressair aos outros, uso de efeitos eletrônicos muito bem colocados, e isso resulta em uma música bem homogênea, densa, algo bem pessoal do quarteto.
Tendo a produção e engenharia de som toda feita por Marcos Maluf, a mixagem de Alexandre Garcia, tudo feito nos PIRES Musical Studios, em Bragança Paulista, a sonoridade que flui do disco é forte, encorpada e limpa, dando agressividade à música, mas sem abrir mão das melodias bem feitas, algo bem raro de ser conseguido. A arte do CD é muito boa, elaborada com esmero e longe de ser simplista, com tons de cinza, preto e branco se harmonizando bem com as cores que quebram o domínio da paleta principal.
Sonoramente falando, o disco tem composições ótimas, sendo que o nível do quarteto é bem elevado, como podemos comprovar nos destaques 'Devoted', uma faixa pesada, com vocais se alternando entre berros guturais e outros normais muito bons, fora uma bateria fantástica; a mais cadenciada e pesadona 'Addicted', com ótimas guitarras, e refrão forte e grudento; a empolgante 'Broken Mir', onde melodias ganchudas e vocais guturais mostram um trabalho diferenciado; a emotiva 'All That You Left Behind', uma semibalada intensa e que transpira sentimento; a peso-pesado e melancólica 'In the Absence of Hope'; a quebra-pescoços 'Stronger Alone'; a versão pesada e bruta para 'What's on Your Mind (Pure Energy)', um antigo sucesso da banda de Dance Music INFORMATION SOCIETY, que ganhou peso e agressividade absurdas, com ótimos vocais, e a cozinha ritmica mostrando um trabalho ótimo; e a modernosa 'The Lazenby Effect', com a banda toda se nivelando bastante na execução de mais uma faixa bastante empolgante.
Uma das grandes revelações de 2012, sem sombra de dúvidas, e merecem aplausos, logo, concedam uma chance à banda. Ou melhor, concedam uma chance a si mesmos de ouvir um ótimo trabalho 'made in Brazil', feito com muito carinho e esmero.
Outras resenhas de Absence Of Hope - Silent Cell
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Abbath encerra show após meia música em festival finlandês
A música do Titãs com Andreas Kisser na guitarra e Iggor Cavalera na bateria
As 50 melhores músicas do Queen, segundo a Classic Rock
As 10 melhores e mais influentes capas do rock, segundo a Ultimate Classic Rock
As 10 melhores músicas do Alice in Chains, segundo a Metal Hammer
O baterista que David Gilmour chamou de melhor do mundo após conseguir tocar com ele
O grande cantor de quem Phil Collins era fã, mas cujas atitudes o incomodavam
Regis Tadeu explica por que Blackmore voltou ao palco com o Deep Purple após 33 anos
O baterista que James Hetfield achou "terrível" na primeira vez em que ouviu tocar
Agora é oficial: Slipknot anuncia demissão de Sid Wilson
Regis Tadeu explica morte dos Mamonas Assassinas: "Imprensa não contou"
Era do grunge foi a pior época para o metal, de acordo com Max Cavalera
A música "sem graça" que zoa o punk rock e se tornou hit do Van Halen
Jim Root justifica postagem feita após rumores da demissão de Sid Wilson do Slipknot
13 bandas de death metal cujo primeiro álbum é o melhor, segundo a Loudwire
A lendária cantora que Eric Clapton detesta: "Reconheço, mas não me faz sentir nada"
James Hetfield afirma que é "quase impossível" manter o ritmo do passado
Ozzy Osbourne dá a cura para a ressaca



A Magia Ancestral do Green Lung: O Impacto Monumental de "Woodland Rites"
Resenha - Skylab VI - Cadê Meu… Álbum?
Left To Die, o supergrupo tributo ao seminal Death, lança seu primeiro disco



