Tito & Tarantula: flutua entre o blues e a música mexicana
Resenha - Back Into the Darkness - Tito & Tarantula
Por Paulo Severo da Costa
Postado em 09 de outubro de 2012
Existem fórmulas que, na indústria musical, são capazes de produzir elixires maravilhosos ou venenos letais na mesma medida. Em mãos erradas, certas combinações são responsáveis por um profundo desgosto ao ouvinte. A língua inglesa possui um adjetivo absolutamente genérico para descrever o contrário: "cool", termo tão polissêmico quanto o verbo "play", designa tudo aquilo que certas bandas representam; entre elas a incomparável mescla alucinógena do TITO & TARANTULA.
Fundada em 1992 a partir das cinzas dos CRUZADOS (banda que chegou a abrir shows para o FLEETWOOD MAC), por TITO LARRIVA, o grupo se apoiou no projeto cinematográfico do vocalista imigrante, cuja paixão pelo cinema e a atuação o levaram a inserir "Back to the House That Love Built", "Strange Face of Love", e "White Train" no filme "Desperado" de 1995. Por uma dessas do destino, o filme era uma continuação de "O Mariachi" de 1992 (naquela que, em conjunto com "Era uma vez no México", de 2003, ficou conhecida como "Mexican Trilogy"), da então expoente revelação do cinema daquela década, ROBERT RODRIGUEZ. Daí para a aparição em "Um Drink no Inferno" de 1996 com SALMA HAYEK dançando ao som de "After Dark"( presente em "Tarantism", debut da banda de 1997) foi um pulo.
Desde então a banda vem transitando tranquilamente em searas bem diferentes: "Tarantism" flutuou entre o blues-rock e o uso de instrumentos típicos da música mexicana tradicional; "Hungry Sally & Other Killer Lullabies", de 1999, possui uma sonoridade mais voltada ao acid rock, "Little Bitch é experimental com referências mais próximas ao psicodélico, "Andalucia" de 2002, marcou a volta ao som mais rude e elementar do começo. Entre tantas idas e vindas, a banda é classificada pela crítica das formas mais variadas: stoner rock, chicano rock, hard blues e por aí vai.
Classificações a parte, em 2008 a banda soltou ao mundo "Back Into Darkness", uma mistura de THE DESERT SESSIONS, THE GUN CLUB e SODA STEREO, com 1/4 de tequila e limão a gosto. "Come out Clean" começa com "aquele" riff a melhor moda do stoner dos anos 90, sujo e contrastante com o vocal tranquilo de LARRIVA. "Pretty Wasted" parece um registro perdido de college rock, pseudo-agressiva e com um refrão melódico apropriado para passeios de carro cujo objetivo é pensar na vida.
Se "Monsters" vai na veia do surrealismo (Sometimes i feel like a freak/
I'm the half man turtle/ i'm the elephant geek/
I'm the man with no hands/ i'm the girl with a beak/
I'm in my mexican carnival nightmare), "Dust and Ashes" tem aquelas linhas melódicas brilhantes que bandas como MIDNIGHT OIL conheciam bem como ninguém. Sem esquecer a raiz do outro lado da fronteira, "Machete" é o equilíbrio ideal entre um lamento mexicano solitário e o QUEENS OF THE STONE AGE.
De todas as teorias sobre as raízes musicais de TITO LARRIVA e seus "comparsas" cheguei a seguinte conclusão: a única diferença sobre estilo que esses caras conhecem é a clássica – ou a música é boa, ou ela é ruim.
1. Come Out Clean
2. Pretty Wasted
3. Monsters
4. Dust and Ashes
5. End of Everything
6. Now That You're Gone
7. Machete
8. Darkness
9. Murder
10. Like I Do
11. In My Car
12. If You Love Me
13. It's Not Enough
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