Chained And Desperate: teor melódico bem agradável
Resenha - Divine Authority Abolishment - Chained And Desperate
Por Vitor Franceschini
Postado em 26 de setembro de 2012
Nota: 8 ![]()
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Os gregos do Chained And Desperate retornaram a gravar após 12 anos quando soltaram seu primeiro disco intitulado "Eleven Angels In A Circle" em 1999. Antes disso foram 5 demos desde seu surgimento em 1990, ou seja, os caras são da velha guarda e bebem da melhor fonte do Metal extremo oriunda de seu país.
Sim, a banda formada atualmente por C.M. Aim (vocais sujos), Panos Chained (guitarra, baixo, teclado), Jim Havok (baixo), George Pavlantis (bateria) e Kostas Makris (vocais limpos) faz um som, desde seus primórdios, que nos remete aos seus conterrâneos Rotting Christ, porém aliado à sua própria identidade.
O amadurecimento da banda em "Divine Authority Abolishment" é latente, principalmente no que se concerne à técnica, já que as composições estão mais lapidadas e com um teor melódico bem agradável. A música da banda não prioriza a velocidade, não que não soe pesado, pelo contrário.
A cozinha é bem versátil, dando a variação rítmica necessária às composições e os riffs de guitarras são muito bem elaborados e influenciados pela escola do Metal tradicional. Outro fator preponderante é a inclusão de vocais sujos (mais pra linha do rasgado) se alternando com vocais limpos de outro vocalista, fazendo com que os timbres diferentes dêem uma roupagem melhor às faixas.
Nine Deaths In August abre muito bem o álbum e possui ótimas guitarras, tanto nas bases como nos solos. Rely On Fears (com uma pegada bem Rotting Christ) apresenta as primeiras alternâncias entre vocais rasgados e limpos. Além das citadas, a faixa título e a brutal Irrational são meus destaques, mas as outras composições não ficam muito atrás e se equivalem em qualidade.
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