Darkness: "Hot Cakes" mostra queda no padrão de qualidade
Resenha - Hot Cakes - Darkness
Por Igor Miranda
Fonte: Van do Halen
Postado em 19 de agosto de 2012
Nota: 6 ![]()
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A espera foi longa. Após as desavenças que findaram o The Darkness em meados de 2006, Justin Hawkins foi tratar seu vício de drogas e formou o Hot Leg, grupo mediano que carregava ainda mais seus exageros vocais. Os outros integrantes formaram o excelente Stone Gods, que adotou uma postura mais moderada e até mais pesada em certos momentos. Mas, ao fazer as pazes cinco anos depois, o consagrado The Darkness estava de volta.
Desde 2011, o álbum de volta, "Hot Cakes", estava sendo preparado. A expectativa sobre o novo play era imensa. As encrencas foram deixadas de lado e até o baixista original, Frankie Poullain, foi trazido de volta. Mas, ao meu ver, o terceiro álbum do The Darkness decepciona em diversos pontos.
O peso que ainda era notável em seus discos anteriores não é mais perceptível em "Hot Cakes". Talvez exista uma tentativa de soar cada vez mais Pop Rock por parte da banda, apesar das influências revival do Hard Rock continuarem perceptíveis. Pode ter faltado inspiração também nas composições aqui apresentadas, pois há fillers e canções que parecem ser demos de outros álbuns, dispensadas por não atenderem ao padrão de qualidade das demais.
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A abertura "Every Inch Of You" quebra o paradigma das quebradeiras que costumam abrir os álbuns do The Darkness – o que já reflete uma mudança neste álbum. A canção é sorrateira e talvez nem seria ideal para ser a primeira. Mas não deixa de ser uma boa música. Rock n’ Roll simplório, com letra divertida e grande performance de Justin Hawkins. "Nothin’s Gonna Stop Us" coloca o pé no acelerador a partir de seu instrumental bem Garage Rock, mas conta com nuances melódicas e refrões bem grudentos. Uma mistura que gerou uma ótima música.
"With A Woman" é AC/DC puro. Seu riff principal soa, com excelência, como uma digna obra dos irmãos Young. As vocalizações, que são uma das grandes armas do The Darkness, continuam sendo muito bem utilizadas. Destaca-se, também, o solo de guitarra. Na sequência, o ambiente ‘Rock moderno’ de "Keep Me Hangin’ On" não agrada nem desagrada. A boa balada "Living Each Day Blind" chega ao estilo The Darkness – quem não gosta de falsetes até nas canções mais calmas, não vai mudar de ideia com essa música.
"Everybody Have A Good Time", conhecida pelo público graças ao seu videoclipe pastelão, chega com bastante diversão e um refrão daqueles que ficam na cabeça por semanas. Um pouco ainda mais melosa, "She’s Just A Girl, Eddie" mantém o nível, mas a partir daí, as canções começam a perder inspiração.
"Forbidden Love" soa como filler. "Concrete" começa ambiciosa com um bom riff de guitarra, mas é enjoativa. "Street Spirit (Fade Out)", originalmente do Radiohead, tem um quê de NWOBHM nessa nova versão e surpreende a audição tediosa das músicas anteriores. Mas "Love Is Not The Answer", repleta de berrinhos desnecessários, acaba com as chances de, pelo menos, fechar o álbum com chave de ouro.
No mais, trata-se de um disco mediano, que decepciona pela longa espera somada à competência demonstrada nos álbuns anteriores. Espero de verdade que o The Darkness retome a inspiração demonstrada em "One Way Ticket To Hell… And Back" e principalmente em "Permission To Land".
Justin Hawkins (vocal, guitarra)
Dan Hawkins (guitarra)
Frankie Poullain (baixo)
Ed Graham (bateria)
01. Every Inch of You
02. Nothing’s Gonna Stop Us
03. With a Woman
04. Keep Me Hanging On
05. Livin’ Every Day Blind
06. Everybody Have A Good Time
07. She’s Just a Girl, Eddie
08. Forbidden Love
09. Concrete
10. Street Spirit (Fade Out) – Radiohead cover
11. Love is Not The Answer
Outras resenhas de Hot Cakes - Darkness
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