Queen: Banda já mostrava sua pura e intocável originalidade

Resenha - Queen II - Queen

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Por Matheus Cavalheiro
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Nota: 10

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Falar de algumas bandas, as vezes é ao mesmo tempo satisfação e ao mesmo tempo, dificuldade. As vezes, são tantas as qualidades, histórias, canções e momentos brilhantes, que temos que escolher as palavras corretas sobre o que vamos escrever. Falar sobre 4 músicos de ponta que formaram uma das bandas de mais inestimável importância tanto para o Rock quanto para a música em geral, exige palavras sábias, diretas e honestas. Poucas pessoas comentam de como o Queen surgiu e sobre os seus primeiros discos, pois elas conhecem mais discos como 'A Night At The Opera' e 'News Of The World'. Em minha opinião é perfeitamente justificável, mas lembrem-se que é nescessário que tenhamos um conhecimento maior sobre as bandas, e seguindo este raciocínio conheci um dos meus 5 discos favoritos: o 'Queen II'.
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Bom, a situação era a seguinte: a banda tentava se superar após o lançamento de seu debut, que apesar de ótimo não chamara nada a atenção das pessoas, uma vez que o som se igualava muito ao Deep Purple e ao Led Zeppelin. Tais comparações acabaram fazendo com que o Queen levasse muitos NÃOS de algumas gravadoras, onde estas diziam: "... a última coisa que queremos é outro Led Zeppelin!". Mas o Queen não se abalava e lançava seu segundo disco e começavam aí a escrever uma das páginas mais importantes na história do Rock N' Roll.

O álbum não só tem músicas extremamente marcantes, mas como mostrava a banda começando a criar seus moldes, seus traços absolutamente originais e as clássicas performances vocais de Freddie Mercury acompanhado por Brian May, John Deacon e Roger Taylor. A banda ousou e evoluiu muitíssimo apesar do curtíssimo intervalo entre 'Queen II' e seu primeiro disco. O disco é recheado de fantasia, melancolia, romance e canções de mais puro bom gosto, aliados a diversos instrumentos como sinos, violas, cítaras, pianos criando aí a sempre marcante diversidade musical da banda, que a acompanhou até os últimos dias antes do falecimento de Freddie.

O interessante é que o disco é dividido em duas partes: as composições de Brian May de um lado, e as de Freddie Mercury no outro com apenas uma canção de Roger Taylor. John Deacon ainda não compunha com a banda, mas começaria logo depois em 'Sheer Heart Attack'. Muitas músicas já mostravam o Queen ousando sem o menor medo, como por exemplo a melancólica "White Queen (As It Began)" e a marcante "The March Of The Black Queen" que curiosamente tem uma certa ligação entre si se analisarmos a letra, onde a primeira nos passa a idéia de uma rainha se despedindo para o retorno triunfal na segunda canção. Não só esta como por exemplo na incrível "The Fairy Feller's Master-Stroke" que junto com a lindíssima "Nevermore" formam um dos grandes números no álbum. Já a parte mais rockeira fica por conta de "Father To Son" que nos remete bastante a alguma canção do Led Zeppelin, principalmente pelas linhas de guitarra de Brian May, que apesar de semelhantes com as de Jimmy Page, faziam bonito no álbum.

Apesar da ousadia a banda quis ir em frente com o lado mais comercial em "Seven Seas of Rhye" que talvez seja a mais conhecida do disco, que fez com que o Queen começasse a ganhar a atenção do público emplacando-a em primeiro lugar no topo das paradas britânicas na época. O álbum também trazia números excelentes como a folk "Some Day One Day" cantada por Brian May, "The Loser In The End" composta e cantada por Roger Taylor relatando a vida de um adolescente fugindo de casa, "Ogre Battle" e "Funny How Love Is" que marcam pelas performances inusitadas nos vocais da banda, assim como a já citada "The March Of The Black Queen".

Com 'Queen II' a banda começava a ganhar espaço, prestígio e respeito que seriam um prelúdio para uma carreira brilhante de belíssimas canções e álbuns como 'A Night At The Opera', 'News Of The World', 'Jazz' e 'Live Killers'. Infelizmente, uma vida agitada tanto nos palcos como fora dele, silenciou Freddie Mercury para sempre em 1991, levando ao encerramento de atividades do Queen.

É um disco que tenho o prazer de lhes recomendar. Ouçam com carinho e muito gosto!

TRACKLIST:

01. "Procession" - (1:12)
02. "Father To Son" - (6:14)
03. "White Queen (As It Began)" - (4:34)
04. "Some Day One Day" - (4:23)
05. "The Loser In The End" - (4:02)
06. "Ogre Battle" - (4:10)
07. "The Fairy Feller's Master-Stroke" - (2:40)
08. "Nevermore" - (1:15)
09. "The March Of The Black Queen" - (6:08)
10. "Funny How Love Is" - (3:17)
11. "Seven Seas of Rhye" - (2:50)

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Sobre Matheus Cavalheiro

Matheus Cavalheiro é mega-fanzaço não só de Rock N´ Roll mas da boa música em geral. Curte desde Marvin Gaye e Miles Davis até Slayer e Alice In Chains, afinal a música é excelente em diversos aspectos! É o dono do canal Café Cavalheiro no YouTube.

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