Imagery: Uma agradável e introspectiva jornada
Resenha - Inner Journey - Imagery
Por Igor Miranda
Postado em 30 de julho de 2012
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
O Imagery, oriundo de Londrina (PR), se mostra pra lá de ambicioso com seu primeiro full-length, "The Inner Journey", lançado neste ano. O trabalho, registrado por Jocier Bertoni (voz e guitarra), Ricardo Fanucchi (baixo), Luciano Neves (bateria) e Henrique Loureiro (teclados), apresenta os elementos mais concisos do metal progressivo, com a minúcia costumeira do gênero e inserções instrumentais que vão desde heavy metal clássico até jazz e música erudita.
A abertura fica por conta da instrumental "Fourth Secret", que mostra a habilidade e a técnica dos instrumentistas do Imagery. A música atravessa mudanças de andamento hipnotizantes. A faixa anterior serve como introdução para "Imagery", lembrando bons momentos de bandas como Dream Theater e Fates Warning. Seu início é pesado, mas há um fantástico interlúdio melódico em seu miolo, em que a guitarra de Joceir Bertoni (também vocalista do grupo) simplesmente brilha.
"Perception" tem uma abertura incrível e climática, que descamba em riffs de inegável influência do Rush. Parece até uma demo perdida dos canadenses, com grande trabalho principalmente do baterista e do baixista Ricardo Fanucchi. "Start The War" tem o peso elementar de uma boa banda de metal, mas sua parte instrumental também proporciona uma verdadeira viagem, com destaque aos momentos solo de Jocier Bertoni e do tecladista Henrique Loureiro. Minha faixa predileta do registro.
"The Rain" mantém o peso da anterior, mas com uma sequência rítmica preparada de forma mais minuciosa, desde o peculiar riff de guitarra até a linha de bateria de ritmo muito bem trabalhado. A bela faixa acústica "Show Me" puxa o freio de mão com classe e destreza. Até na baladinha, o instrumental é complexo e recebe cuidados especiais, o que revela a identidade perfeccionista do Imagery. Bertoni se destaca como vocalista por aqui – algo que não ocorreu nas faixas anteriores, visto que as vozes ficavam em segundo plano.
Em "Stranger", o peso é retomado na mesma linha que o Dream Theater apresentava em seus dois primeiros lançamentos. A faixa é visceral e o trabalho da cozinha é decisivo para tal. "Last" fecha o disco de forma meio maluca. Seus 8 minutos de duração atravessam nuances musicais tão distintas que fica até difícil categorizar a canção em algum gênero específico. Todo o instrumental faz bonito, mas é impossível não destacar a inspiração dos teclados.
"The Inner Journey" é, de fato, uma jornada deveras introspectiva. Por conta disso, o trabalho não é muito recomendado para aqueles que não apreciam as peculiaridades dos gêneros progressivos. Há alguns detalhes na produção que também não ficaram 100% – o que é completamente justificável por se tratar de um trabalho independente. Mas, na medida do possível, o álbum procurou a perfeição. Trata-se de um prato cheio para os adeptos, que se impressionarão principalmente com a apurada técnica instrumental aqui apresentada.
Jocier Bertoni (vocal, guitarra)
Ricardo Fanucchi (baixo)
Henrique Loureiro (teclados)
01. Fourth Secret
02. Imagery
03. Perception
04. Start The War
05. The Rain
06. Show Me
07. Stranger
08. Last
Site oficial:
Outras resenhas de Inner Journey - Imagery
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A melhor introdução de bateria de todos os tempos, segundo Gastão Moreira
O metal do Angra respira: Alírio Netto e banda em noite iluminada.
Tony Iommi (Black Sabbath) fala sobre seu melhor amigo, Brian May (Queen)
Curitiba ganha "Cidade do Rock" e recebe festival com gigantes do rock nacional anos 1980
O álbum definitivo do Dream Theater, na opinião do vocalista James LaBrie
Bill Ward não quis participar da turnê de despedida do Black Sabbath
Baterista do Linkin Park tenta tocar Paralamas e é detonado: "João Barone dá de mil nele"
O disco dos anos 70 que David Ellefson considera perfeito
A opinião de Bruce Dickinson sobre o Cannibal Corpse em 1994
Kiko Loureiro respeita muito Tony Iommi, mas acha que guitarrista do Black Sabbath é "quadrado"
O que o Nightwish pedia para Anette Olzon mudar no palco, segundo a própria
O curioso conselho de James Hetfield para vencer a bebida e ficar sóbrio para sempre
A música que fracassou em inglês e virou um hit nacional dos anos 1960
A banda dos anos oitenta que mudou a forma como Bono enxergava os Estados Unidos
Qual banda do Big Four do thrash metal possui a discografia de estúdio mais extensa?
Quando bandas de Hard Rock lançaram discos "grunge".
Slash explica porque o Guns N' Roses faz shows de 3 horas e meia
O clássico que é imbatível, segundo Slash e Bruce Dickinson; "não existe nada mais pesado"

Animals (1977) - quando o Pink FLoyd resolveu chamar todo mundo de bicho
Carach Angren - Sangue, mar e condenação no Holandês Voador
Moonspell - A grandiosidade do Heavy Metal e da música erudita em "Opus Diabolicum"
Resenha: "Hard-Fi" - Rosa Tattooada (2026)
Depois da ressurreição, Marilyn Manson declara vingança em novo álbum
O álbum pesado e melancólico do Soilwork que ajudou a salvar a minha vida



