Iron Maiden: quinze canções que definem a banda

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Por Hugo Alves
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O Iron Maiden é uma banda mais que consagrada no Heavy Metal mundial. Pode-se dizer que se trata de uma pedra fundamental na história do Rock em geral, cujo som definiu o estilo de pelo menos uma geração. Hoje, mais de 30 anos depois do lançamento do primeiro disco, a banda ainda lota estádios ao redor do globo, sempre com ingressos esgotados meses antes da data do show.

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Antes de qualquer comentário que venha tentar ofender o autor desta matéria, que fique bem claro que se trata de um artigo de opinião e, portanto, o espaço é aberto para que todos discutam abertamente suas próprias opiniões, mas nunca esquecendo o respeito pelos outros.

E qual seria, afinal, o segredo para tão notável longevidade? Todos sabemos que o Iron Maiden é uma máquina de fazer dinheiro, principalmente por conta do merchandising, através da figura de Eddie, o mascote da banda. Mas mesmo tanto marketing não faria a banda durar tanto tempo se não fosse pela música que o grupo faz. Abaixo, uma lista de quinze músicas, cada uma retirada de um álbum da banda, como forma de sintetizar o som que a banda vêm fazendo desde meados dos anos 1970.

1. “Phantom of the Opera”

(Escrita por Steve Harris, lançada em 1980 no álbum “Iron Maiden”)

Ainda faltava bastante para que o Iron Maiden se firmasse como a banda cujo estilo todos conhecemos, pois o primeiro álbum era uma mistura do Heavy Metal com a atitude agressiva, quase Punk, do então vocalista Paul Di’Anno. A canção em questão é uma pérola dentro do álbum, uma epopeia de quase oito minutos que ditou os rumos que a banda seguiria, e fez o estilo de toda uma geração.

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2. “Wrathchild”

(Escrita por Steve Harris, lançada em 1981 no álbum “Killers”)

O segundo disco da banda foi o primeiro produzido pelo lendário Martin Birch – uma parceria que duraria mais de uma década. A canção em questão é um soco na cara, uma jóia de menos de três minutos que chega dando o recado pelo disco todo, com uma linha de baixo inesquecível, genialmente composta por Steve Harris.

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3. “Hallowed be Thy Name”

(Escrita por Steve Harris, lançada em 1982 no álbum “The Number of the Beast”)

A faixa-título causou impacto, e “Run to the Hills” introduziu Bruce Dickinson ao mundo como o primeiro single, mas foi com “Hallowed be Thy Name”, canção de oito minutos que conta as reflexões de um homem prestes a pagar pena de morte, enforcado, que o Iron Maiden demonstrou ao mundo seu verdadeiro e consumado poder de fogo, com todo o drama e a progressividade da mente de Steve Harris.

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4. “Revelations”

(Escrita por Bruce Dickinson, lançada em 1983 no álbum “Piece of Mind”)

É claro que “Piece of Mind” trouxe pérolas inesquecíveis, como “Flight of Icarus” e “The Trooper”, mas foi a partir da imaginação de Bruce Dickinson que surgiu outro tema inesquecível dentro da discografia do Iron Maiden, e trata-se de “Revelations”. Nicko McBrain fez sua estreia explosiva neste disco, Steve Harris estava inspirado em suas linhas de baixo e as guitarras dobradas nesta canção fazem chorar, o que provavelmente ficou transparecido pelas linhas vocais dramáticas e agressivas de Dickinson. O resultado é divino!

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5. “Rime of the Ancient Mariner”

(Escrita por Steve Harris, lançada em 1984 no álbum “Powerslave”)

Em quatro discos, lançados entre os anos de 1980 e 1983, o Iron Maiden correu boa parte do planeta mostrando os “porquês” de ser a banda considerada líder do movimento conhecido como New Wave of British Heavy Metal. Entre os anos de 1984 e 1985, após o lançamento do quinto disco, “Powerslave”, de uma turnê de 193 shows, divididos em 13 meses, e uma apresentação apoteótica na primeira edição do festival Rock in Rio, a convite de ninguém menos que o Queen – a banda roqueira de maior sucesso na época –, o nome da banda passou a figurar entre os mais importantes da história da música pesada, definindo, de uma vez por todas, o som de pelo menos uma geração de bandas que surgiria depois.

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6. “Wasted Years”

(Escrita por Adrian Smith, lançada em 1986 no álbum “Somewhere in Time”)

Em 1986, a despeito de várias críticas (injustas), devido ao uso de guitarras sintetizadas (em voga na época), o Iron Maiden entrou em campo com o jogo ganho. O sexto álbum de estúdio da banda é muitíssimo inspirado, com belas melodias, e a síntese desse disco é “Wasted Years”, com sua letra reflexiva e instrumental poderoso. O disco tem outras ótimas faixas, como “Stranger in a Strange Land” (também de Adrian Smith) e “Heaven Can Wait” (do patrão Steve Harris). Aliás, esse disco foi predominantemente composto por Adrian e Steve, com Dave Murray participando somente na faixa “Deja Vú”. Para uma banda que nunca contou com apoio massivo das rádios, “Somewhere in Time” foi o que os deixou mais próximos (ou menos distantes) disso, e “Wasted Years” é o apogeu dessa experiência.

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7. “Infinite Dreams”

(Escrita por Steve Harris, lançada em 1988 no álbum “Seventh Son of a Seventh Son”)

Esqueça os singles de sucesso “Can I Play with Madness?”, “The Evil that Men do” e “The Clairvoyant”. Essas músicas são chavões que se revezam entre as últimas turnês do Maiden. A jóia preciosa do disco é “Infinite Dreams”, com harmonias de guitarra que beiram a perfeição, uma “cama” instrumental cheia de sentimento e drama no baixo e na bateria, e um vocal maravilhosamente teatral de Bruce Dickinson, que atinge as raias da perfeição e da agonia, exatamente do que trata a letra da canção. Infelizmente, ela virou o que viraram “Flight of Icarus” e “Stranger in a Strange Land”: canção esquecida pela banda. Vide o primeiro ano da turnê “Maiden England”. Mas ainda dá tempo, podemos esperar essa beleza de canção num set-list da banda. Infelizmente, se não rolar agora, não rolará nunca mais.

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8. “Bring your Daughter... To the Slaughter”

(Escrita por Bruce Dickinson, lançada em 1990 no álbum “No Prayer for the Dying”)

Num álbum um tanto obscuro na discografia da banda, Bruce Dickinson reciclou duas coisas: o guitarrista de sua banda solo, Janick Gers, que veio a substituir Adrian Smith no Iron Maiden, e a canção que compôs para a trilha sonora de um dos filmes de Freddie Krueger. A banda alterou o andamento da canção e o refrão, tornando-a mais crua, conforme a proposta do álbum. O resultado final foi o primeiro single a alcançar a primeira posição nos charts britânicos. Nessa época, além da troca de guitarristas, o Iron Maiden investiu numa sonoridade mais crua e menos melódica/ progressiva, que vinha desenvolvendo na década anterior, bem como numa turnê mais econômica, por assim dizer, visto que a produção de palco da turnê foi consideravelmente mais modesta.

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9. “Fear of the Dark”

(Escrita por Steve Harris, lançada em 1992 no álbum “Fear of the Dark”)

Que essa música é provavelmente o maior clichê dos setlists do Iron Maiden, e que poderia facilmente não figurar em algumas das últimas turnês da banda, não é novidade para ninguém. Igualmente, todos sabem que se trata do último grande clássico da história da banda, uma canção de quase oito minutos que se encaixou perfeitamente nos padrões do estilo naqueles longínquos primeiros anos da década de 1990. Estruturalmente, é muito mais simples do que inúmeras canções que vieram antes, mas ninguém abre mão de entoar o coro maravilhoso naquela parte mais lenta no início da música, quando Bruce Dickinson praticamente sussurra, fantasmagoricamente, os primeiros versos.

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10. “Sign of the Cross”

(Escrita por Steve Harris, lançada em 1995 no álbum “The X-Factor”)

O “miolo” da década de 1990 foi muito injusto com o Iron Maiden – e boa parte disso foi culpa dos fãs da banda. É certo que Steve Harris errou a mão feio ao selecionar Blaze Bayley para assumir o lugar de Bruce Dickinson – Andre Matos ou até mesmo Edu Falaschi teriam feito bem melhor cantando os clássicos da donzela –, mas os dois discos mais obscuros dentro da carreira da banda, se analisados isoladamente e se não considerarmos o fraco desempenho de Bailey ao cantar as canções oitentistas da banda, têm muito a oferecer, a exemplo de “Sign of the Cross”, canção nos moldes de “Rime of the Ancient Mariner”, devido à sua longa duração (quase doze minutos), progressividade e inspiração, visto que a fonte de onde Steve Harris bebeu foi novamente a literatura, desta feita a obra-prima de Umberto Eco, “O Nome da Rosa”. O resultado é inacreditável!

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11. “The Clansman”

(Escrita por Steve Harris, lançada em 1998 no álbum “Virtual XI”)

Este disco colocou a banda numa “sinuca de bico”, visto que se certos retornos não tivessem acontecido, certamente a banda teria caído no ostracismo. Ainda assim, houve fôlego para buscar inspiração nas highlands escocesas e compor “The Clansman”, épico de nove minutos, progressivo, dançante, agressivo e melódico, tudo ao mesmo tempo. Seria facilmente incluída na trilha sonora de “Coração Valente”, por exemplo. É do tipo de música que toca o coração de quem ouve e, infelizmente, o Iron Maiden não tem investido nenhuma parte de seus últimos setlists às músicas da era Blaze Bayley – uma pena, pois existem ali, sim, peças fundamentais para o desenvolvimento da banda.

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12. “Blood Brothers”

(Escrita por Steve Harris, lançada em 2000 no álbum “Brave New World”)

Reza a lenda que o Iron Maiden tinha o álbum “Brave New World” pronto, já em processo de industrialização (sei que tem uma palavra melhor pra isso, mas já quebrei a cabeça e não consigo me lembrar), mas Steve Harris bateu o pé e fez voltar o processo para que pudesse incluir essa canção no álbum. Se é verdade ou não, nunca ficou provado, mas o fato é que se trata de uma das mais belas peças da história do Metal. Todos contribuíram maravilhosamente para as melodias inesquecíveis da canção. A letra foi composta pelo baixista ainda sentindo a dor pela perda do pai.

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13. “Dance of Death”

(Escrita por Janick Gers, Steve Harris e Bruce Dickinson, lançada em 2003 no álbum “Dance of Death”)

Muita gente vai chiar por eu não ter escolhido “Paschendale” (e foi por muito pouco), mas a beleza da faixa-título, inspirada no filme “O Sétimo Selo”, é quase inigualável. Para muitos, esse foi o melhor trabalho do Iron Maiden em estúdio desde “Fear of the Dark”, de 1992. A canção conta a história de um homem embriagado que se vê às voltas com a própria morte, numa dança macabra com os seus – numa visão que remete à temática desenvolvida em “The Number of the Beast” (a canção), de 1982. Há longos solos de guitarra de Dave Murray, Adrian Smith e Janick Gers aqui, mas nenhum cansa; cada um é uma peça maravilhosa dentro do todo que é a canção. Sensacional!

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14. “The Reincarnation of Benjamin Breeg”

(Escrita por Dave Murray e Steve Harris, lançada em 2006 no álbum “A Matter of Life and Death”)

Este álbum vai de um extremo a outro no gosto dos fãs; há quem o ame (como este que vos escreve) e há quem o odeie. É claro que não foi a intenção da banda, mas as músicas soam um tanto “genéricas”, sem grandes surpresas ou inovações. Além disso, é um álbum de canções predominantemente longas, o que às vezes pode cansar o ouvinte. Não há necessariamente um destaque no álbum, mas “The Reincarnation of Benjamin Breeg” ficou marcada principalmente pela estratégia de marketing da banda à epoca do lançamento do disco, pois todos os fãs ficaram loucos pesquisando quem seria o tal Benjamin Breeg – foi até criado um site contando a história do personagem. Tempos depois, ficou provado que Benjamin Breeg é a própria banda, como se a letra da canção refletisse sobre diferentes épocas e eventos na carreira do grupo.

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15. “Satellite 15... The Final Frontier”

(Escrita por Adrian Smith e Steve Harris, lançada em 2010 no álbum “The Final Frontier”)

Por muito pouco, não escolhi “When the Wild Wind Blows”, o que pode deixar alguns leitores chateados. Mas a faixa-título, a despeito da longa e talvez desnecessária introdução, é uma das canções mais fortes já compostas pela banda em toda a carreira. A temática, tão dramática quanto sempre foi possível notar nas letras do Iron Maiden, conta a história de um homem esquecido no espaço, considerando a possibilidade de nunca mais poder ver sua família e viver sua vida como vivera normalmente. O refrão, apesar de simples – só repete o nome da música – é digno de qualquer show de estádio, arena ou festival. Exatamente os tipos de eventos que o Iron Maiden mais vêm promovendo desde 2004. A abertura do show em São Paulo, em 2011, foi qualquer coisa de sensacional, com os acordes dessa música soando a todo o volume nos PAs, e o solo de Adrian Smith é muitíssimo inspirado.

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Agora é aguardar o fim da “Maiden England Tour”, que se estenderá até ao final deste ano, e a chegada do ano que vem, para saber o que será produzido pela banda em seu décimo-sexto disco de estúdio. E como não poderia deixar de finalizar: UP THE IRONS!

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Sobre Hugo Alves

Hugo Alves é formado em Letras (Português and Inglês) pela UNISO – Universidade de Sorocaba e futuro mestrando em Literatura ou Semiótica. Começou a escutar Rock aos 11 anos com “Bring Me to Life” do Evanescence, mas o que o tomou para sempre para o Rock and Roll foi “Fear of the Dark” (versão ao vivo no Rock in Rio), do Iron Maiden, banda que, ao lado de The Beatles, considera como favorita, amando quase que igualmente os sons de Viper, Angra, Shaman, Andre Matos, Rush, Black Sabbath, Metallica, etc. Foi vocalista das bandas Holygator e Bad Trip, iniciantes em Sorocaba/ SP, e também toca guitarra e baixo. Outra de suas paixões é a Literatura, pela qual desenvolveu o gosto pela escrita e comunicação.

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