Slash: O álbum mais pesado de toda a sua carreira
Resenha - Apocalyptic Love - Slash
Por Hugo Alves
Postado em 26 de junho de 2012
Vivi toda a época maluca do primeiro trabalho solo do meu guitarrista favorito, sr. Saul Hudson, o mundialmente famoso SLASH. Foram dois anos com a mesma loucura e esperando pela continuação daquela saga da vida do cara que, com certeza, foi a maior desde os longínquos tempos de GUNS N’ ROSES. E então, finalmente chegou...

Admito que, desta vez, não baixei antes de comprar; fui direto à loja e adquiri meu CD original, porque com SLASH não tenho medo de errar. Cheguei em casa e pus no sonzão da sala no volume mais alto. Estou surpreso e tentando digerir tudo o que ouvi - várias vezes - até agora. Vamos lá...
A faixa-título abre o álbum e já na introdução temos uma das marcas registradas do cartoludo: um pedal wah-wah marcando a introdução e ditando o rumo da canção, com riffs simples e matadores, além de linhas vocais fantásticas por parte de MYLES KENNEDY (ALTER BRIDGE).
Chega então "One Last Thrill", uma faixa acelerada e pesada, com os vocais malucos do MYLES ditando as regras. Aliás, vale citar dois pontos: um deles é que neste álbum SLASH mostra um entrosamento fantástico com a banda que o acompanhou na turnê de seu primeiro álbum e que gravou este com ele, o que faz o conjunto soar mais como banda do que no trabalho anterior; o outro é que, sem sombra de dúvida, este é o álbum mais pesado que SLASH gravou na vida. Meu Deus, é absurdo como ele fez este álbum pesar toneladas nos ouvidos. Trabalho fantástico!

"Standing in the Sun" é o segundo single do álbum e abre com um riff que, de início, parece uma "Detroit Rock City" esculhambada, mas toma um rumo delicioso de ouvir com a entrada da bateria de BRENT FITZ e do vocal calmo, mas poderoso, de MYLES KENNEDY, crescendo no refrão e mostrando que é uma daquelas que todos cantaremos juntos e pulando nos shows do cara no final deste ano. "You're a Lie" tem cara do que é: música nova, atual. Não que isso seja tão bom quanto possa parecer; apesar de ter sido a escolhida como primeiro single do álbum (tendo sido lançada antes mesmo do próprio álbum), ela parece algo do "Chinese Democracy", de sua antiga casa - é óbvio que, ainda assim, com qualidade e vocais incrivelmente superiores, e com um refrão que com certeza será entoado a plenos pulmões nos shows.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | "No More Heroes" começa marcada na bateria e tem um clima mais introspectivo, o que contribui bastante, mas essa está longe de ser um destaque, ao contrário de "Halo", que tem uma levada diferente e interessante, algo que lembra o METALLICA pela quantidade de riffs numa mesma canção, exceto pelo vocal de MYLES, que é algo absurdo. As notas que ele alcança nessa canção, em particular, são absurdamente maravilhosas e emocionantes. Aliás, ele está muito solto neste disco, livre pra criar ao lado de SLASH. O resultado é divino, e dizer que MYLES é um dos melhores vocalistas da atualidade é chover no molhado.
"We Will Roam" tem um riff introdutório meio "alegrinho" que começa com um vocal grave do MYLES, e um groove de bateria e baixo que dá vontade de dançar - se tocasse numa balada, eu não me surpreenderia. Entretanto, não dá pra considerar um destaque também, ao contrário de "Anastasia", provavelmente a canção mais trabalhada de todo o álbum e, na minha opinião, a melhor e a mais bonita do trabalho, bem como uma das maiores canções que SLASH compôs/ gravou/ lançou na vida. Começa com um violão que lembra muito o trabalho que ele fez no final de "Double Talkin' Jive", para depois entrar a banda junto com a guitarra elétrica, num riff construído do mesmo modo que o de "Sweet Child o' Mine", mas com uma pegada que mistura modo de música clássica ao mesmo tempo (imagine só o que deu esse riff maluco, hahaha). A pegada fica pesada nas bases e o refrão tem um vocal muito raçudo do sr. KENNEDY. Música perfeita!

"Not for me" tem um riff bem Heavy Metal que cai numa base limpa, simples e muito bela, e por cima um vocal quase sussurrado por parte do MYLES. Power ballad do álbum, lembra algo como "Starlight", mas sem tanto brilho assim. "Bad Rain" tem um sex appeal irresistível; não tem como não imaginar mulheres gostosíssimas fazendo striptease ao som dessa canção, sem mais. "Hard & Fast" cumpre o papel que o título propõe e traz alegria aos fãs saudosistas - é a faixa mais "GUNS N’ ROSES" do trabalho. Sério, o riff lembra demais o de "Move to the City", mas é mais acelerada. Não tem como não imaginar o AXL ROSE das antigas cantando essa canção, exceto no refrão, que tem mais a cara da dupla voz MYLES KENNEDY/ TODD KERNS (baixista & back vocal). Outro grande destaque do álbum.

"Far and Away" é outra que cumpre o que sugere o título: é mais uma balada, que também lembra "Starlight", mas dessa vez traz a mesma doçura e toca o coração do mesmo modo que a citada. Guitarra limpa, dedilhada, vocal marcante, feeling que faz escorrer mel, uma delícia de música. Fechando o álbum, "Shots Fired", que lembra algo do LYNYRD SKYNYRD atual, um negócio meio cowboy, mas pesado como todo o álbum. Boa canção, até demais!
Resultado: SLASH se reuniu a MYLES KENNEDY, TODD KERNS e BRENT FITZ (que agora formam o grupo de apoio chamado THE CONSPIRATORS, como escrito na capa do álbum) e gravou o álbum mais pesado de toda a sua carreira. Neste segundo trabalho solo, a coisa funciona como banda mesmo, com todos entrosados; dá pra sentir que eles se divertiram demais e trabalharam todos juntos em todas as canções, já que o álbum inteiro transpira alegria e emoção. As partes soam mais conjuntas, mais coesas, e não tem como não ficar ansioso por ver o show de turnê deste belo CD e berrar junto com as canções. SLASH provou que é um dos melhores guitarristas de todos os tempos e nunca deixou a peteca cair, e nunca precisou ser virtuoso para tal. Sempre fez coisas simples, e as fez com maestria, e essa é a diferença. Mais uma vez, fica provado de que lado de toda a conhecida novela ficou o talento.

De 0 a 10, dou 11 sem medo de errar!!!
Track list do CD:
1. Apocalyptic Love
2. One Last Thrill
3. Standing in the Sun
4. You´re a Lie
5. No More Heroes
6. Halo
7. We Will Roam
8. Anastasia
9. Not for Me
10. Bad Rain
11. Hard and Fast
12. Far and Away
13. Shots Fired
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