Slash: Apocalyptic Love marca um novo capítulo na carreira
Resenha - Apocalyptic Love - Slash
Por Ricardo Seelig
Fonte: Collector's Room
Postado em 18 de maio de 2012
Nota: 8 ![]()
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"Apocalyptic Love" marca um novo capítulo na carreira de Slash. Acompanhado novamente por uma banda, o guitarrista encontrou um grande parceiro no vocalista Myles Kennedy (também no Alter Bridge). Todo esse clima otimista é facilmente perceptível no novo disco do músico, um álbum que pode ser definido com apenas uma palavra: rock!
Produzido por Eric Valentine (Queens of the Stone Age, Good Charlotte, John Fogerty), o mesmo do anterior e repleto de participações especiais "Slash" (2010), "Apocalyptic Love" exala frescor e energia. As treze músicas do álbum exploram caminhos variados, mas sempre com os dois pés fincados no bom e velho rock and roll.
Uma das principais qualidades de "Apocalyptic Love" é o grande trabalho de composição, a cargo da dupla Slash e Myles Kennedy. Afinados e falando a mesma língua, os dois mostram uma força criativa inegável. Slash encontrou em Myles o parceiro ideal, e o resultado está na qualidade das músicas. Indo do hard rock puro e direto da faixa-título ao balanço malandro de "Bad Rain", da energia vibrante de "One Last Thrill" a canções grudentas e com cara de hits como "You’re a Lie" e "No More Heroes", "Apocalyptic Love" conquista o ouvinte de forma instantânea.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Slash está em ótima fase. Suas principais qualidades - o feeling e o incrível senso de melodia -, estão presentes em todo o play. Aluno exemplar da escola de Jimmy Page, o guitarrista mostra, mais uma vez, que não é preciso ter uma técnica absurda para fazer a diferença. Tocando de maneira solta e descontraída, conduz o ouvinte de forma agradável por todo o disco. Mas é na hora dos solos que a coisa realmente pega fogo. Uma das principais características do ex-Guns N’ Roses sempre foi a capacidade singular de criar solos memoráveis, pequenas composições com vida própria dentro de cada faixa. Isso se repete de maneira brilhante em todo o disco, com melodias sendo derramadas de maneira constante sobre o ouvinte.
É preciso também reconhecer o ótimo trabalho de Myles Kennedy. Ainda que alguns não simpatizem com o seu timbre agudo - e confesso que em alguns momentos isso realmente incomoda um pouco -, o vocalista mostra que a sua posição não é a de um mero coadjuvante. Esbanjando segurança e confiança, Myles varia de maneira constante a sua voz, o que torna o álbum ainda mais forte. Além disso, suas linhas vocais são um destaque a parte, mostrando inspiração de sobra.
Entre as faixas, as que mais me agradaram foram "Halo", "We Will Roam", a ótima "Anastasia - provavelmente a melhor de todo o disco -, a balada "Not For Me" e a excelente "Far and Away", com ecos de Led Zeppelin.
Não há exagero algum em apontar "Apocalyptic Love" como o melhor como o melhor trabalho de Slash desde os dois volumes de "Use Your Illusion", lançados pelo Guns N’ Roses no distante 1991. Consistente e inspirado, o álbum não apenas comprova o talento do guitarrista como comprova o acerto da parceria com Myles Kennedy. Um grande disco, e ponto final!
Faixas:
Apocalyptic Love
One Last Thrill
Standing in the Sun
You’re a Lie
No More Heroes
Halo
We Will Roam
Anastasia
Not For Me
Bad Rain
Hard & Fast
Far and Away
Shots Fired
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