Slash: Apocalyptic Love marca um novo capítulo na carreira
Resenha - Apocalyptic Love - Slash
Por Ricardo Seelig
Fonte: Collector's Room
Postado em 18 de maio de 2012
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
"Apocalyptic Love" marca um novo capítulo na carreira de Slash. Acompanhado novamente por uma banda, o guitarrista encontrou um grande parceiro no vocalista Myles Kennedy (também no Alter Bridge). Todo esse clima otimista é facilmente perceptível no novo disco do músico, um álbum que pode ser definido com apenas uma palavra: rock!
Produzido por Eric Valentine (Queens of the Stone Age, Good Charlotte, John Fogerty), o mesmo do anterior e repleto de participações especiais "Slash" (2010), "Apocalyptic Love" exala frescor e energia. As treze músicas do álbum exploram caminhos variados, mas sempre com os dois pés fincados no bom e velho rock and roll.
Uma das principais qualidades de "Apocalyptic Love" é o grande trabalho de composição, a cargo da dupla Slash e Myles Kennedy. Afinados e falando a mesma língua, os dois mostram uma força criativa inegável. Slash encontrou em Myles o parceiro ideal, e o resultado está na qualidade das músicas. Indo do hard rock puro e direto da faixa-título ao balanço malandro de "Bad Rain", da energia vibrante de "One Last Thrill" a canções grudentas e com cara de hits como "You’re a Lie" e "No More Heroes", "Apocalyptic Love" conquista o ouvinte de forma instantânea.
Slash está em ótima fase. Suas principais qualidades - o feeling e o incrível senso de melodia -, estão presentes em todo o play. Aluno exemplar da escola de Jimmy Page, o guitarrista mostra, mais uma vez, que não é preciso ter uma técnica absurda para fazer a diferença. Tocando de maneira solta e descontraída, conduz o ouvinte de forma agradável por todo o disco. Mas é na hora dos solos que a coisa realmente pega fogo. Uma das principais características do ex-Guns N’ Roses sempre foi a capacidade singular de criar solos memoráveis, pequenas composições com vida própria dentro de cada faixa. Isso se repete de maneira brilhante em todo o disco, com melodias sendo derramadas de maneira constante sobre o ouvinte.
É preciso também reconhecer o ótimo trabalho de Myles Kennedy. Ainda que alguns não simpatizem com o seu timbre agudo - e confesso que em alguns momentos isso realmente incomoda um pouco -, o vocalista mostra que a sua posição não é a de um mero coadjuvante. Esbanjando segurança e confiança, Myles varia de maneira constante a sua voz, o que torna o álbum ainda mais forte. Além disso, suas linhas vocais são um destaque a parte, mostrando inspiração de sobra.
Entre as faixas, as que mais me agradaram foram "Halo", "We Will Roam", a ótima "Anastasia - provavelmente a melhor de todo o disco -, a balada "Not For Me" e a excelente "Far and Away", com ecos de Led Zeppelin.
Não há exagero algum em apontar "Apocalyptic Love" como o melhor como o melhor trabalho de Slash desde os dois volumes de "Use Your Illusion", lançados pelo Guns N’ Roses no distante 1991. Consistente e inspirado, o álbum não apenas comprova o talento do guitarrista como comprova o acerto da parceria com Myles Kennedy. Um grande disco, e ponto final!
Faixas:
Apocalyptic Love
One Last Thrill
Standing in the Sun
You’re a Lie
No More Heroes
Halo
We Will Roam
Anastasia
Not For Me
Bad Rain
Hard & Fast
Far and Away
Shots Fired
Outras resenhas de Apocalyptic Love - Slash
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O disco nacional dos anos 70 elogiado por Regis Tadeu; "hard rock pesado"
Registro do último show de Mike Portnoy antes da saída do Dream Theater será lançado em março
As duas músicas do Metallica que Hetfield admite agora em 2026 que dão trabalho ao vivo
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
"Morbid Angel é mais progressivo que Dream Theater", diz baixista do Amorphis
25 bandas de rock dos anos 1980 que poderiam ter sido maiores, segundo o Loudwire
A música de Raul Seixas que faria ele ser "cancelado" nos dias de hoje
A banda de rock que lucra com a infantilização do público adulto, segundo Regis Tadeu
O guitarrista que Dave Grohl colocou acima de Jimi Hendrix, e que Brian May exaltou
Novo álbum do Lamb of God é inspirado pelo cenário político e cultural norte-americano
"Obedeço à lei, mas não, não sou de direita", afirma Dave Mustaine
A banda que faz Lars Ulrich se sentir como um adolescente
As músicas "das antigas" do Metallica que Lars Ulrich gostaria que o Deep Purple tocasse
O riff definitivo do hard rock, na opinião de Lars Ulrich, baterista do Metallica
O riff escrito nos anos 2000 que causou inveja em Jimmy Page
O cartaz de filme "estúpido" que originou o nome da banda mais importante do heavy metal
O artista brasileiro que Humberto Gessinger tatuaria o rosto, de tão fã que é
Regis Tadeu explica porque ele detesta o Engenheiros do Hawaii

Slash: Subestimado, ele não se importa em surpreender
A música do Guns N' Roses que Myles Kennedy acha mais difícil de cantar com Slash
Os trabalhos do Guns N' Roses que Slash evita rever; "nem sei o que tem ali"
Slash e a banda com o maior estoque de riffs matadores; "os caras tinham riff pra dar e vender"
A banda que Slash considera o auge do heavy metal; "obrigatória em qualquer coleção"
Metallica: em 1998, livrando a cara com um disco de covers
Whitesnake: Em 1989, o sobrenatural álbum com Steve Vai



