Hard Desire: Hard brazuca de qualidade em álbum conceitual
Resenha - Hard Desire - Hard Desire
Por Igor Miranda
Fonte: Van do Halen
Postado em 07 de junho de 2012
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Apesar de ter sido moda em uma época, álbuns conceituais não são usuais justamente pelo grande trabalho que se há em construir toda a história e uma atmosfera musical para a narração desta, por via do lirismo. Sou fã confesso não apenas de discos conceituais, mas, no geral, de discos que podem ser realmente consumidos. Nada substitui um bom encarte, que pode ser desbravado durante a audição do registro.
Foi aí que a Hard Desire, banda de Juiz de Fora (MG), me surpreendeu. Dê Monteiro (voz), Thiago Fernandes (baixo e voz), Felipe Rosa (guitarra), Pedro Fialho (guitarra) e Douglas Gomes (bateria) são ambiciosos ao apresentar um conceito estruturado e um encarte muito bem trabalhado, com ótimas artworks, em seu primeiro trabalho, auto-intitulado. Segundo a própria banda, a história gira em torno de "um indivíduo atormentado por uma desilusão amorosa".
Em suma e de acordo com a ordem das faixas: este indivíduo se apaixona (New Star), se entrega como se não houvesse um amanhã (Bring All The Life), até que sua amada notou isto e passou a utilizá-lo como massa de manobra (Up & Down), até culminar no fim da relação (Fire). O hedonismo passa a predominar na vida do homem (Gonna Dance), bem como os exageros (Drink Me), mas nem tudo é farra e o disco termina com uma reflexão crítica acerca do modo de viver (Change Of Way) e do próprio ato de viver (The Hidden Truth), se é que entendem a diferença. Como todo bom álbum conceitual, é interessante que a audição seja feita juntamente das letras, que estão disponíveis no link abaixo.
http://letras.terra.com.br/hard-desire/.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
No âmbito musical, é interessante notar que a produção conseguiu arrancar bons timbres dos instrumentos, além de inserir um baixo bastante aparente. O único problema é o volume da voz de Dê Monteiro no registro, mas nota-se sua excelência com o microfone, bem como a dos outros integrantes. Em grande parte do play, as composições melódicas estão em consonância com as letras, o que é excelente, pois o ambiente é proporcionado de forma completa para o ouvinte.
A abertura New Star flerta de perto com o Hard Rock melódico. A faixa conta com ótimos solos de guitarra e boa interpretação vocal. Em seguida, temos Bring All The Life, que se trata de um Hard Rock safado, blueseiro, arrastado. Trilha sonora digna de cabaret. Up & Down, terceira faixa do registro, é um dos maiores destaques. A canção tem um instrumental incrível, principalmente por seus riffs, que também revelam grande entrosamento entre os músicos, remetendo aos primeiros discos do Dr. Sin.
Fire dá sequência e apresenta uma baita de uma dor-de-cotovelo. É uma balada muito influenciada pelo Blues. Bastante depressiva, graças à emotiva apresentação do vocalista, e com grandes momentos de guitarra, a faixa é também um destaque mesmo com seus nove minutos de duração. Gonna Dance talvez seja a única música que não crie uma atmosfera condizente à sua letra. Apesar da proposta e do título fanfarrões, trata-se de um Hard melódico um tanto quanto comportado. Mas isso não tira a excelência da canção, que é muito envolvente.
Drink Me, altamente zeppeliana, tem um andamento interessante com seus riffs imponentes e sua cadência peculiar. Grandiosa, tem performance aplausível do baterista Douglas Gomes em toda a música. Change Of Way impõe mais um riff incrível. Aliás, o forte da Hard Desire é apresentar riffs de impacto que conduzem as boas vocalizações. Música cativante, animada e bem feita. O fechamento fica por conta de The Hidden Truth, que é um tanto quanto épica, da letra reflexiva à melodia imprevisível, incluindo sua também longa duração. Ótima canção.
Claramente, se a ambição é grande, talvez alguns defeitos fiquem mais aparentes. A falta de volume na voz na produção é notável em alguns momentos. Além disso, como recomendei a leitura das líricas, devo ressaltar que há alguns erros de concordância, o que é normal até entre bandas famosas no Brasil, como o Viper (!). Mas nada que desestimule o bom trabalho que a Hard Desire fez, de forma independente, na cara e na coragem. Um dos melhores e mais concisos registros que tive a chance de ouvir enquanto redator de um website.
Músicas disponíveis nos links abaixo:
http://soundcloud.com/harddesire
http://www.myspace.com/harddesire
Dê Monteiro (vocal)
Thiago Fernandes (baixo e vocal)
Felipe Rosa (guitarra)
Pedro Fialho (guitarra)
Douglas Gomes (bateria)
01. I – The Appearance: New Star
02. II – Crowd: Bring All The Life
03. III – The Chase: Up And Down
04. IV – A Lonely Arrive: Fire
05. V – Turbulence: Gonna Dance
06. VI – Nice Addiction: Drink Me
07. VII – Time To Heal?: Change Of Way
08. VIII – The Four Doors: The Hidden Truth
Outras resenhas de Hard Desire - Hard Desire
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Rafael Bittencourt, fundador do Angra, recebe título de Imortal da Academia de Letras do Brasil
Iron Maiden fará show em Curitiba na turnê de 50 anos "Run For Your Lives"
O álbum do Iron Maiden eleito melhor disco britânico dos últimos 60 anos
A condição imposta por Ritchie Blackmore para voltar aos palcos
A música "pop genérica" de um disco clássico do Jethro Tull que incomoda Ian Anderson
Megadeth, Pepeu Gomes e a mania do internauta achar que sabe de tudo
As 5 músicas pesadas preferidas de Mille Petrozza, frontman do Kreator
Scott Ian explica significado de "It's for the Kids", nova música do Anthrax
"Seria um idiota se aceitasse": guitarrista descarta retorno ao W.A.S.P.
O melhor cantor de blues de todos os tempos, segundo Keith Richards
A banda que o Cream odiava: "Sempre foram uma porcaria e nunca serão outra coisa"
A torta de climão entre Zakk Wylde e Dave Grohl por causa de Ozzy Osbourne
O clássico do proto-metal que Neil Peart detestava; "Era arrastada e monótona"
A música que Regis Tadeu mandaria ao espaço para representar o melhor da humanidade
Evanescence lança vídeo oficial da música "Who Will You Follow"
O significado de "voz que gira bailando no ar" em "Tente Outra Vez" de Raul Seixas
Chris Cornell: Alguns fatos sobre o músico que nem todos conhecem
Como o "sofrimento" de um incrível vocalista gerou uma maravilhosa balada sobre dor e cura

"Out of This World" do Europe não é "hair metal". É AOR
"Operation Mindcrime III" - Geoff Tate revela a mente por trás do caos
O Ápice de uma Era: Battle Beast e a Forja Implacável de "Steelbound"
"Acústico MTV" do Capital Inicial: o álbum que redefiniu uma carreira e ampliou o alcance do rock
Biohazard fez a espera de treze anos valer a pena ao retornar com "Divided We Fall"
Metallica: em 1998, livrando a cara com um disco de covers
Death: Responsáveis por elevar a música pesada a novo nível
