Old Grindered Days: 9 bandas destilando podridão e barulho

Resenha - Vol. 1 - Old Grindered Days

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Por Vitor Franceschini
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Faz tempo que não me deparo com uma coletânea tão legal e underground como essa. Iniciativa do selo Old Grindered Days Records e parceiros, a bolacha reúne nove bandas que destilam podridão e barulho do mais alto calibre. Como toda iniciativa desse tipo é muito bem vinda e possui seus altos e baixos.

A primeira atração é a banda Necrose que destila um Grindcore muito bom, com variação de ritmo e vocais divididos entre uma mulher e um homem (ambos podreira pura). A banda faz um som de ritmo variado e sujo, sem perder a ferocidade do estilo, e já se destaca de cara. Em seguida a veterana Barulho Ensurdecedor faz jus ao nome e detona um Grindcore com influências de Hardcore (bem influenciados pelo RDP de início de carreira). O som do grupo é mais direto e simples, e sofreu um pouco com a gravação. Mesmo assim conseguiu deixar seu recado.

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A Pankreatite Necro-Hemorrágica (eita nome!) já investe no Death/Grind com direito a vocais ultra guturais que se alternam com rugidos e borbulhantes, além de instrumental de qualidade indiscutível. Os caras sabem muito fazer o que se propõem e são um dos destaques do trabalho. Já os catarinenses do Sengaya seguem o mesmo estilo, mas sofreram com a baixa produção. O que se ouve é de qualidade, mas muito baixo, mesmo para os padrões do estilo.

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Com uma gravação mais baixa ainda, o Feces On Desplay mostra um Grindcore onde os vocais se destacam pela boa variação. Mas, de fato, a gravação quase pôs tudo a perder. Misturando os estilos mais famosos do porão do underground (Grind/Punk/HC), a banda Ataque Cardíaco não é muito de conversa e muito menos de embromação. A média de suas faixas não passam de um minuto, mas os caras conseguem se impor, mesmo rápido assim.

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Os paulistas do Subcut se enveredam pelo Grindcore típico do leste europeu, com algumas ifluências HC. A alternância de vocais guturais com rasgados ajuda ainda mais a destruir os ouvidos, o que é um grande trunfo para uma banda do estilo. Já o Crunch Delights mostra se Goregrind em uma gravação um pouco suja, mas de maneira visceral e empolgante.

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Fechando o trabalho, a pernambucana BoneAche passa como um trator por cima do ouvinte, mandando um Grindcore que só ficaria melhor se a gravação soasse mais equilibrada e a bateria menos artificial, pois o som do instrumento encobre tudo. Enfim, toda coletânea é uma boa iniciativa, essa não fica atrás e, além de tudo, tem um quê de nostalgia pela bela embalagem, bem a cara do estilo.

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Necrose: www.myspace.com/necrosegrind
Barulho Ensurdecedor: [email protected]
Pankreatite Necro-Hemorrágica: www.myspace.com/pnhgoregrind
Sengaya: www.myspace.com/sengaya
Feces on Display: www.myspace.com/fecesondisplay
Ataque Cardíaco: www.myspace.com/ataquecardiacooficial
Subcut: www.myspace.com/subcut
Crunch Delights: www.myspace.com/crunchdelights
BoneAche: www.myspace.com/boneachepathogoregrind

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Sobre Vitor Franceschini

Jornalista graduado tem como principal base escrever sobre Rock e Metal, sua grande paixão. Ex-editor do finado Goredeath Zine, atual comandante do blog Arte Metal, além de colaborador de diversos veículos do underground.

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