Metallica: Depois de três pisadas na bola, chamaram Rubin

Resenha - Death Magnetic - Metallica

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Por Rodrigo Noé de Souza
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Nota: 8


Depois de três pisadas na bola, e uma ajuda de um psicanalista, James Hetfield (v/g), Lars Ulrich (bt), Kirk Hammet (g) e Rob Trujillo (bx) chutaram o produtor Bob Rock e recrutaram Rick Rubin (leia-se: Slayer, AC/DC, System Of A Down, Slipknot, Johnny Cash, Red Hot Chili Peppers, Beastie Boys, Linkin Park, Audioslave, Rage Against The Machine) para produzir Death Magnetic.

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Comentar o apagão do bom e velho Metallica duraria uma eternidade. Desde o "Black Album" que a banda não grava nada que lembre os bons tempos. Nos últimos anos Lars Ulrich declarou guerra contra a internet, para a proibição de download ilegal de suas músicas. Hetfield se internou numa clínica para parar de beber. Jason Newsted saiu do Metallica por não ter espaço para se dedicar a outros projetos.

Fora isso, todas as turbulências que rondaram a cabeça dos integrantes foram passadas para trás. E Death Magnetic é, sem sombra de dúvida, o melhor álbum gravado em anos. Diferentemente do St. Anger (com a colaboração do Bob Rock tocando baixo antes de Trujillo), todos colaboraram na composição das músicas. Hetfield explorou a morte para criar as letras. Como o próprio nome diz, todos somos atraídos para a morte como por um imã.

Até a capa segue à risca o conceito, mostrando um caixão com as ondas magnéticas. E as músicas? Uma paulada atrás da outra.

That Was Just Your Life abre com as batidas do coração e a banda mostra que está detonando tudo com seus riffs e batidas certeiras. Aliás, Lars voltou a TOCAR BATERIA, no melhor sentido literal da coisa. Hetfield explode tudo com seu vocal. O mesmo vale para The End Of The Line. Sensacional o trabalho de guitarras.

Já a minha predileta é Broken, Beat & Scarred. É riff, é batida, é refrão de levantar os punhos. Du caralho essa música. Tem ecos de Kill Em' All (nada de comparar essa música com o primeiro álbum!). Já o lado melancólico ficou para The Day That Never Comes. Assim como Fade To Black, Sanitarium e One, essa música entra com um clima sombrio para, a seguir, enfiar o peso e prolongá-la até o final. Destaque para o solo de Kirk, que está inspirado nesse CD.

Outros destaques ficam para All Nightmare Long, Cyanide e The Judas Kiss. Todas bem compostas. Mas a primeira é o destaque desse disco. Dá vontade de quebrar tudo e pogar como louco. The Unforgivem III é a continuação da música, iniciada no Black Album. Começa com um piano e toques orquestrados. Boa faixa. Parece tema de filme de cowboy.

Suicide & Redemption é o retorno do Metallica a compor faixas instrumentais. Excelente. My Apocalypse termina a pedrada no melhor estilo Thrash Metal.

Não é um disco clássico como Master Of Puppets, mas tá valendo.

Track list:
1-That Way Just Your Life
2-The End Of The Line
3-Broken, Beat and Scarred
4-The Day That Never Comes
5-All Nightmare Long
6-Cyanide
7-The Unforgiven III
8-The Judas Kiss
9-Suicide and Redemption
10-My Apocalypse


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Sobre Rodrigo Noé de Souza

Nasci em 1984. Esse ano não é só o início de uma nova democracia, mas também é o ano em que vários discos foram lançados, como Powerslave (IRON MAIDEN), Stay Hungry (TWISTED SISTER), W.A.S.P., Don't Break The Oath (Mercyful Fate), Slide It In (WHITESNAKE), 1984 (VAN HALEN), The Last In Line (DIO) e, o meu favorito de todos, Ride the Lightning (METALLICA). Sou um aficcionado por Metal, desde AC/DC e ZZ Top, até Anaal Nathrakh e Krisiun. Sou Jornalista, blogueiro, facebookeiro, o que for. Quem quiser saber o que eu escrevo, acessem meu blog: www.esporropublico.zip.net.

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