Metallica: primeiras impressões sobre o novo álbum
Resenha - Death Magnetic - Metallica
Por Douglas Morita
Fonte: Metallica Remains
Postado em 04 de junho de 2008
As revistas Rock Sound e Metal Hammer, ambas do Reino Unido, postaram suas impressões a respeito do novo álbum do METALLICA, após uma sessão de audição que aconteceu hoje (4 de junho) em Londres.
- De acordo com a Rock Sound:
"Na primeira impressão e apenas após uma ouvida, a Rock Sound pode confirmar que as músicas que nós ouvimos soam bem parecidas com a vibração clássica do METALLICA, relembrando os dias de 'Master of Puppets', '...And Justice For All' (mas com baixo) e o álbum homônimo - sem soar datado ou cansado.
Nas seis faixas que a Rock Sound ouviu nesta tarde, apenas uma tinha ma título provisório - 'Flamingo'. Com uma introdução lenta, a música tinha uma reminiscência de 'Battery' na vibração, com dois solos de guitarra e uma tendência melodiosa e de groove.
O primeiro single é um rock épico poderoso, na veia de 'The Unforgiven', 'Nothing Else Matters' e 'Sanitarium', com um interlúdio mais rápido e pesado, e alguns toque de THIN LIZZY nos riffs de guitarra.
Outra música conta com as letras, 'Into abyss, you don't exist, you can't resist the Judas kiss' [tradução: "No abismo, você não existe, você não pode resistir ao beijo de Judas"]; outra conta com uma bateria e baixo quase no estilo de RAGE AGAINST THE MACHINE e letras sobre suicídio e cianeto; já a última música que ouvimos, entitulada 'The Song', tem menos de cinco minutos e é um ataque galopante de Thrash Metal com uma lembrança de TESTAMENT nela!
Nós suspeitamos que os outros títulos de músicas possam incluir 'Die Hard', 'Show Your Scars' e 'My Apocalypse' - mas não nos responsabilizamos se nenhum desses títulos ou letras estiverem certos!
Felizmente, há muito dos solos tradicionais de Kirk Hammett e um som decente de bateria. A voz de Hetfield está em boa forma também. Todas as músicas têm diferentes partes nelas, dando a impressão de que o quarteto está revisitando a vibração épica do período clássico da banda".
- De acordo com a Metal Hammer:
"Como as músicas soam? Faixa um, que é somente conhecida pelo título provisório de 'Flamingo', abre com uma bateria trovejante enquanto a guitarra principal a encontra mais pra frente, intercalando um movimento de começa-pára até que se juntam em um estilo Thrash clássico, riffs pesados no estilo 'Fight Fire With Fire' e batidas perfurantes. Demora pelo menos dois minutos até que os vocais de James Hetfield entrem, e embora eles soam furiosos, esta não é a melhor forma dele, e embora ainda tenha um vocal memorável para o refrão, tem tanta coisa rolando na música, e tantas idéias jogadas que é difícil na primeira ouvida escolher o riff que você lembrará. Mas com riffs galopantes e o retorno de quebradas de guitarra surgindo dos grooves, você pode ouvir o verdadeiro espírito do METALLICA, mesmo que seja refletido em um espelho em mosaico.
A faixa dois é, no fundo, uma balada que relembra 'Fight Fire With Fire' e 'Nothing Else Matters', com uma introdução harmoniosa, vocais viajantes e algumas pontes levemente progressivas que se transformam em riffs mais galopantes e solos de guitarras. De novo, a música tem várias seções diferentes, mas ainda soa massiva.
A faixa três entra com um riff que começa e pára, com toques orientais, enquanto outra linha de guitarra é tocada e as linhas de voz de Hetfield mantém o poder de algo como um profeta monolítico observando os eventos enquanto os riffs entram, soando como um exército marchando, atirando metodicamente em qualquer um que estiver no caminho.
A faixa quatro relembra 'Master of Puppets' com mais do que um toque de SLAYER. Depois de uma introdução de bateria no estilo de uma artilharia, ela logo entra no modo Thrash, marchante. A voz de Hetfield tem digressões melódicas, enquanto ele urra 'Bow down, surrender unto me' [tradução: "Se curva, se renda a mim"]. O groove dessa música te carrega enquanto ela te leva a atmosferas a la LED ZEPPELIN. Ainda não é exatamente o tipo de monstro irresistível que eles já criaram antes, mas o METALLICA ainda pode provar que eles podem soar firmes e épicos ao mesmo tempo, e quando a faixa cai no interlúdio na metade, você pode imaginar corais vindos da platéia ao vivo.
A faixa cinco tem outra abertura forte, com um groove diferente, não muito diferente de RAGE AGAINST THE MACHINE, mostrando riffs afiados que surgem por cima da percussão irregular que cai num caminho mais melódico e que dá lugar mais uma vez ao festival emocionante de riffs.
A faixa seis é a 'música', consideravelmente mais curta que as outras, mas cheia de riffs clinicamente afiados, mais partes a la SLAYER e grooves galopantes, tudo envolvido por um toque mais oriental.
As impressões iniciais são que este é um álbum que fará nosso sangue correr, mas para saber se ele será ou não tudo que esperamos, serão necessarias mais algumas ouvidas. De qualquer forma, estamos muito aliviados e muitos emocionados, e mal podemos esperar para ouvir o resto".
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