Desecrated Sphere: Brutalidade, melodia e técnica
Resenha - Unmasking Reality - Desecrated Sphere
Por Plínio Alves
Postado em 05 de maio de 2012
Acredito que o mais difícil de se estabelecer em uma banda de Technical Death Metal é o entrelaçamento entre o técnico e a melodia. Normalmente a velocidade dos sweeps e tappings, e palhetadas fritadas em riffs medonhos espantam e excitam os ouvintes de música extrema, e a melodia acaba sendo deixada um pouco de lado, em consequência do frenesi das músicas brutais e técnicas.
No entanto, o Desecrated Sphere consegue manter a brutalidade musical, os arranjos técnicos, e acima de tudo, uma melodia intrigante. Embora as minhas palavras ditas anteriormente no primeiro parágrafo não se apliquem necessariamente ao Desecrated Sphere - ou se aplicam em parte - achei válido o mencionamento, para que os leitores tomem noção da dimensão da coisa. Portanto, o Desecrated Sphere trata-se de um ponto de encontro entre três vertentes: a brutalidade, a melodia e a técnica, algo que pode espantar qualquer ouvinte de música extrema inicialmente, devido ao tamanho profissionalismo desses caras, e por se tratar de uma banda relativamente "nova".
Aqui pode-se encontrar influências claras de bandas como Obscura e Decapitated, onde arrisco a dizer que o Desecrated Sphere mantém uma característica de música progressiva, o que poderíamos chamar de Techinal Progressive Death Metal, algo bem semelhante e especialmente ao Decapitated, embora possua personalidade forte, com características próprias.
Gustavo Anunciação Lenza | Roberto Luis Pertsew | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Luis Alberto Braga Rodrigues | Reginaldo Manuel Soares de Faria | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
O disco "The Unmasking Reality" começa com uma introdução suave, intitulada "Unnatural Transformation", que dá abertura para a canção "Ruin", que literalmente deixa os tímpanos em ruínas, pois tamanha a brutalidade da música. Destaque para "Gospel is Dead", que possui andamento pausado e um arranjo bem elaborado e planejado, canção o qual já mereceu um vídeo clipe oficial do grupo. Destaque também para "No Paradise Waits" que possui ritmo mais cadenciado e viscoso, com utilização dos harmônicos de guitarra que dão um toque especial à canção. À parte de alguns momentos de cadenciamento e andamento pausado, todas as músicas se resumem em um porradeiro estúpido e irrefreável.
É válido reafirmar o talento de todos os membros do Desecrated Sphere, que desempenham seus respectivos papéis com vigor, inclusive o baixista José Mantovani, que faz questão de deixar claro seu talento com as quatro cordas em todas as canções. Ao contrário de muitas outras bandas que deixam seus futuros em dúvida, o Desecrated Sphere mostra em seu primeiro registro extremo profissionalismo, deixando subentendido um futuro promissor, porém sem muitas surpresas e sem muitas delongas: uma carreira bem sucedida de porradeiro débil e selvagem.
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