Ransack: Banda não foge dos lugares-comuns e clichês
Resenha - Bloodline - Ransack
Por Alexandre Fernandes
Postado em 01 de maio de 2012
Nota: 6 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Nós, que temos o trabalho de resenhar CDs musicais – ou mesmo escrever bem de uma maneira geral –, procuramos fugir dos lugares-comuns, dos chamados clichês. Mas acaba sendo uma tarefa difícil quando nos deparamos com artistas que parecem não fazer questão de fugir das mesmas saídas fáceis.
O The Ransack, grupo português, pratica um death metal melódico, nascido ali naquela famosa escola de Gotemburgo, Suécia, desse que você tem visto tanto por aí. O gênero se estagnou, com bandas que procuram reusar a mesma fórmula de sempre – que do death metal usa pouco, já da melodia...
Minha relação pessoal com o estilo é difícil, pois a grande maioria dos grupos que conheci dentro desse nicho eram quase todas a mesma: estruturas musicais parecidas, solos comuns uns aos outros, timbres de guitarra iguais, vocais muito semelhantes... E aí eu tenho que me desvencilhar desse preconceito, e analisar este "Bloodline", lançado no começo do ano passado por estes portugueses, e me deparo com o quê? Com uma síntese daquilo que sempre me afastou deste estilo: uma sensação de déjà-vu.
Os caras não são ruins, de forma alguma. O cd é muito bem produzido, a arte gráfica é muito bem feita, enfim, é tudo muito profissional, não devendo nada às grandes bandas do gênero.
Mas o que parece é que faltou inspiração. Não tem uma grande composição, uma grande canção – daquelas que ficam na sua mente, que te fazem se interessar de verdade pela banda. Os guitarristas nos entregam bons riffs, a bateria é competente, o vocal é interessante, mesmo sendo repetitivo. Mas, infelizmente, é tudo tão genérico.
Não achei nenhum grande destaque, embora tenha gostado de "Enemy" e "My Bullet Your Name". O que ficou mesmo foi um gosto estranho, não digo de decepção, mas aquele sabor de que algo aqui poderia ter rendido mais.
Fica a torcida para que os caras evoluam, porque capacidade para isso eles tem. E fica também a torcida para que o estilo musical deixe de lado os clichês, para que eu não tenha que fazer mais resenhas tão recheadas deles...
The Ransack
Bloodline
2011
Gravadora: Raging Planet
Trackcklist:
01 – Missing
02 – Collateral Damage
03 – Vicodin
04 – Zenith
05 – Son Of The Seas
06 – The Last Days
07 – Enemies
08 – My Bullet Your Name
09 – Scars
10 – Trace
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O disco que define o metal, na opinião de Amy Lee, vocalista do Evanescence
Angela Gossow rebate Kiko Loureiro: "Triste ler isso de alguém que respeitávamos"
Regis Tadeu explica por que o Rush tocou "Finding My Way" em seu show de retorno
Produtor de "Master of Puppets" afirma que nada acontecia no Metallica sem aval de Cliff Burton
Após quase 40 anos, Wacken Open Air acaba com tradição do festival: o lamaçal
O melhor disco de música pesada dos anos 1980, segundo o Loudwire
A banda de rock brasileira com que Little Richard enxergou conexão e deu a maior moral
Com brasileiros e lendas do rock, Eric Clapton anuncia cast do Crossroads Guitar Festival 2026
Kiko Loureiro e Edu Falaschi participarão de show que o Angra fará no Japão
Com instrumentistas do King Diamond nos anos 1980, Lex Legion lança primeiro single
Hibria lança "Undying", primeiro single de novo álbum
Prika Amaral explica por que a Nervosa precisou sair do Brasil
Por que Julia Lage não faz backing vocals no Smith/Kotzen? Ela explica o motivo
Kiko Loureiro mostra que música do Arch Enemy parece com a sua e Michael Amott responde
A banda de rock que mudou para sempre a vida de Scott Ian, guitarrista do Anthrax
A grande inspiração para Mark Knopfler na guitarra; "só depois descobri que era ele tocando"
As 10 melhores músicas instrumentais de guitarristas, segundo Joe Satriani
Paul Prenter: quem realmente foi o vilão do filme Bohemian Rhapsody?


Auri - A Magia Cinematográfica de "III - Candles & Beginnings"
Orbit Culture carrega orgulhoso a bandeira do metal moderno no bom "Death Above Life"
A todo o mundo, a todos meus amigos: Megadeth se despede com seu autointitulado disco
"Old Lions Still Roar", o único álbum solo de Phil Campbell
Death: Responsáveis por elevar a música pesada a novo nível



