Orden Ogan: Power com pitada de Folk Metal
Resenha - Easton Hope - Orden Ogan
Por Vitor Franceschini
Postado em 02 de abril de 2012
Nota: 9 ![]()
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Confesso, diante da minha santa ignorância, que ainda não tinha ciência da existência desta banda. E olha que os caras surgiram em 1996, ou seja, há 16 anos e este é o seu terceiro trabalho oficial, que a Laser Company (http://www.lasercompanymusicstore.com.br/) faz as honras de nos disponibilizar.
Vamos usar da sinceridade e falar que o som da banda não é nada original, mas faz muito bem aquilo a que se propõe fazer. Segundo informações do próprio release da banda, o Orden Ogan iniciou seu trabalho fazendo Folk Metal, mas o foco neste "Easton Hope" pende para o Power Metal com alguma pitada do estilo inicialmente citado.
O grupo investe em elementos facilmente encontrados em trabalhos como "Somewhere Far Beyond" (1992) e "Imaginations From The Other Side" (1995), dos seus conterrâneos do Blind Guardian. Comparação que não gera problema nenhum, já que a banda já foi considerada sucessora do grupo liderado por Hansi Kürsch.
Mas não é somente disso que o Orden Ogan vive, pois possui algumas qualidades ímpares e a primeira delas se nota nas vocalizações de Seeb (também guitarrista e tecladista). Além de um bom timbre, seus vocais são versáteis e fogem do comum muitas vezes. Os corais adicionados a eles também soam muito bem nas composições, tanto quando fazem cama para o vocalista, até quando enveredam pelos refrãos.
Outro fator positivo que a banda agrega em seu som é o peso das guitarras, a cargo de Seeb e Tob, com riffs e solos muito bem elaborados. O baixo (aqui tocado por Lars, que em 2011 foi substituído por Niels Löffler) dá tom do peso aliado à bateria de Ghnu fazendo com que as composições soem em ritmos variados, em uma linha próxima ao Prog Metal. Os arranjos de teclados de Nils são belíssimos e ajudam a traduzir bem o clima épico das músicas.
Meus destaques vão para Nobody Leaves, que abre o disco de forma enérgica, Goodbye que mostra a versatilidade do vocal de Seeb, All These Dark Years que possui belíssimos arranjos de teclado, riffs de peso e um belo e viajante refrão e Of Downfall And Decline, que fecha o disco de forma épica e primorosa. Porém, "Easton Hope" é um trabalho em que descobrimos novas qualidades a cada audição. Confira!
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