Warpath: Thrash visceral feito em cima da escola clássica
Resenha - Massacre - Warpath
Por Christiano K.O.D.A.
Postado em 22 de fevereiro de 2012
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Thrash Metal de primeira linha na área. Oriunda de Ananindeua/Pará, a Warpath, surgida em 2000, demonstra neste EP que a experiência acumulada ao longo de sua trajetória permitiu um trabalho bastante conciso.
O material contém quatro faixas de estúdio e outras três ao vivo, gravadas na rádio Cultura FM de Belém. A primeira leva tem uma produção superior (aliás, muito boa), mas a segunda também está ótima. Aliás, nem parece ter sido gravada ao vivo.
E o Thrash visceral do conjunto é feito em cima da escola clássica do estilo. Altamente veloz, "Massacre" é uma pancada feroz e bem acabada. Como não poderia deixar de ser, apresentam uma rifferama numerosa e empolgante que, com o apoio da cozinha, resultam em composições que alternam trechos mais cadenciados com os mais rápidos (e dominantes no disquinho, como já dito).
Logicamente que os solos também estão lá e este talvez seja um dos pontos mais altos da banda. O melhor é que estão bem distribuídos no CD e portanto, em momento nenhum se tornam maçantes. Muito pelo contrário.
"Bombs with American Stamps" e sua estrutura diversificada abre bem o trabalho, que mantém o nível até o final. Portanto, dentro desse trabalho homogêneo, é difícil destacar alguma canção. Talvez a trabalhada "Legacy of War", cujo baixo deu um show, seja outro bom exemplo de representatividade do som da Warpath.
No geral, bandas como Death (antigo) e Slayer vêm à mente ao escutar o EP. Não há, portanto, algo inovador no som do grupo. Isso não é, de jeito nenhum, um desprestígio. No entanto, deve-se ter consciência sobre aquela velha questão da faca de dois gumes: se por um lado toda banda tem uma proposta, mas não existem regras ditando que deveriam sempre criar músicas revolucionárias, por outro, é sempre preciso tomar cuidado para não ficarem no gigantesco caldeirão da mesmice.
No caso aqui, certamente que os caras passam o recado com competência e, pela qualidade demonstrada, se sobressaem facilmente. Logo, headbangers não devem perder mais tempo para adquirir "Massacre". A banda tem tudo para continuar crescendo e se tornar uma das grandes representantes do Thrash Metal nacional.
Quem tiver curiosidade pode assistir a um clipe de "Radio Hell", que NÃO faz parte do EP, mas que mostra um pouco do trabalho do conjunto.
Warpath – Massacre (EP)
Fábrica Sonora – 2010 – Brasil
http://www.myspace.com/warpathband
Tracklist
1. Bombs With American Stamps
2. Atomic Discharge / To Kill Is The Sentence
3. World's Decay
4. Legacy of War
5. Eternal Violence (Live)
6. Destroying Our Beliefs (Live)
7. Tortured Until The Soul (Live)
Fonte: Som Extremo
http://somextremo.blogspot.com
Outras resenhas de Massacre - Warpath
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Após mais de três décadas, vocalista e ex-guitarrista do Saxon fazem as pazes
Tributo a Syd Barrett une Pink Floyd, David Bowie, Violeta de Outono e John Paul Jones
A banda dos anos 2000 que mais orgulhava Geddy Lee por seguir os passos do Rush
Baixista não entende fãs que seguem esperando reunião do Skid Row com Sebastian Bach
As Cinco Melhores Músicas de Andre Matos - Parte 1
Estátua gigante de Ozzy Osbourne é inaugurada no Hellfest 2026; veja o vídeo
Bruce Dickinson diz que prefere gravar novo álbum do Iron Maiden a fazer outra turnê
A música do Queen que Freddie Mercury considerava melhor que "Bohemian Rhapsody"
Gary Holt relembra como conseguiu abandonar a metanfetamina
Baixista se manifesta pela primeira vez sobre retorno do Faith No More
Type O Negative ganha primeiro disco de ouro da carreira por um single
Fernando Ribeiro cita Bolsonaro e Trump como exemplos de afastamento de Deus
O álbum do Slayer que merece ser redescoberto, segundo a Kerrang
Steve Hackett (Genesis) e Steve Rothery (Marillion) anunciam álbum colaborativo
A primeira banda que fez Phil Collins se apaixonar pelo rock progressivo
Os quatro clássicos pesados que já encheram o saco (mas merecem segunda chance)


"MI'RAJ" - quando Edu Falaschi troca a velocidade pela emoção e encerra trilogia com maturidade
A Lapidação da alma: O triunfo conceitual do Big Big Train em "Woodcut"
HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
"Betrayed By Obedience", do Infected Cells, é death metal bruto, técnico e direto
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
Michael Jackson - "Thriller" é clássico. Mas é mesmo uma obra-prima?
Iron Maiden: Virtual XI não é nem oito, nem oitenta



