Lance King: Um bom conceito e um bom álbum
Resenha - A Moment In Chiros - Lance King
Por Felipe Kahan Bonato
Postado em 15 de janeiro de 2012
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
"A Moment In Chiros" é o primeiro álbum solo de LANCE KING, vocalista reconhecido por seus trabalhos no BALANCE OF POWER, PYRAMAZE, AVIAN e EMPIRE. Como não poderia deixar de ser, seu debut se trata de um álbum muito bem definido entre o prog e o power metal.
Em linhas gerais, o primeiro aspecto que se destaca é a excelente condução das faixas por LANCE KING, com a naturalidade de seus timbres na maioria do tempo, sem forçar como boa parte dos vocalistas de metal melódico, por exemplo. Além disso, chama à atenção a coesão de um álbum que fora construído à distância, com vários músicos colaborando em um curto período de tempo. Após duas semanas da convocação de Lance (por email), algumas ideias e músicas já lhe eram enviadas e o processo todo durou cerca de três meses.
Versando sobre a descoberta de verdades universais, possível pela revelação do significado do "fenômeno do 11:11" ao personagem do álbum, "A Moment In Chiros" se inicia com "A Sense Of Urgency", que já exibe as guitarras bem construídas que seguem presentes em "Awakening", faixa que se destaca pelo andamento interessante, que oscila entre o sombrio e o veloz. Na sequência, "Manifest Destiny" cativa pelo refrão suave.
"A Given Choice" , por sua vez, é uma música mais grandiosa e acelerada, querendo transportar o ouvinte a um filme de ação. Nesse aspecto, tem-se ainda "Dance of Power", a sexta do disco, que acaba por criar um clima tenso. Entre essas, a faixa título traz várias nuances e, não só pelo próprio título (segundo Lance, "Chiros" significa o infinito, a criação do destino), parece resumir muito bem a sonoridade explorada.
"Kibou", mesmo seguida por "Infinity Divine", que contém fases lentas e é uma boa composição, acaba ficando deslocada no álbum por ser a única que explora praticamente o dueto piano e voz. "Joy Everlasting" retoma o peso e, apesar de parecer apenas preencher o disco, traz um ótimo solo de guitarra. "Sacred Systems" é cheia de percussões e, meio tribal, também adiciona algo ao álbum. Por fim, "Transformation" dá um toque HELLOWEEN e um pouco hard em algumas passagens.
Ao fim, nota-se que o disco consegue combinar na medida certa os pianos/ teclados, as guitarras e seus dedilhados, a intensidade da bateria e alguns efeitos mais modernos. Apesar disso, grande parte das faixas se repete muito e a primeira metade do álbum parece mais inspirada que a segunda, ou o conceito acaba por se saturar. Por outro lado, "A Moment In Chiros" consegue trazer elementos do prog que enriquecem o power trazido por Lance e, de outro ponto de vista, leva uma estrutura mais direta e palatável do power ao prog também. E, se LANCE KING dependia da receptividade da crítica para dar continuidade ou não à sua carreira solo, é bom este ótimo vocalista começar a preparar o próximo disco.
Vale mencionar que os lucros do disco serão revertidos à organização "NOT FOR SALE" que luta contra a escravidão sexual.
http://www.notforsalecampaign.org/about/slavery/
Integrantes:
Lance King – vocais
Convidados:
Jacob Hansen (Beyond Twilight, Invocator, Anubis Gate), Kim Olesen (Anubis Gate), Michael Harris (Darkology, Thought Chamber), Tore St Moren (Jorn), Fred Colombo (Spheric Universe Experience), Markus Sigfridsson (Darkwater, Harmony), Kevin Codfert (Adagio), Michael Hansen e Shane Dhiman (Phonomik), Morten Gade Sørensen (Pyramaze, Wuthering Heights), Elyes Bouchoucha, Malek Ben Arbia, Anis Jouini (Myrath) e Mistheria (Bruce Dickinson).
Faixas:
111. A Sense of Urgency
222. Awakening
333. Manifest Destiny
444. A Given Choice
555. A Moment in Chiros
666. Dance of Power
777. Kibou
888. Infinity Divine
999. Joy Everlasting
10:10. Sacred Systems
11:11. Transformation
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As duas músicas do Metallica que Hetfield admite agora em 2026 que dão trabalho ao vivo
Festival SP From Hell confirma edição em abril com atrações nacionais e internacionais do metal
A música "mais idiota de todos os tempos" que foi eleita por revista como a melhor do século XXI
A música de Raul Seixas que faria ele ser "cancelado" nos dias de hoje
Marcello Pompeu lança tributo ao Slayer e abre agenda para shows em 2026
A banda de rock que lucra com a infantilização do público adulto, segundo Regis Tadeu
Cinco discos de heavy metal que são essenciais, segundo Prika Amaral
Tony Iommi tem 70 guitarras - mas utiliza apenas algumas
O clássico que é como o "Stairway to Heaven" do Van Halen, segundo Sammy Hagar
Como é a estrutura empresarial e societária do Iron Maiden, segundo Regis Tadeu
Derrick Green explica por que seu primeiro disco com o Sepultura se chama "Against"
Matt Sorum admite que esperava mais do Velvet Revolver
Rafael Bittencourt dá dica para músicos e conta como Kiko Loureiro "complicou" sua vida
A respeitosa opinião de Tony Iommi sobre o guitarrista Jeff Beck
O guitarrista que usava "pedal demais" para os Rolling Stones; "só toque a porra da guitarra!"
Matt Sorum explica recusa a convite para tocar com o Guns N' Roses
O álbum do Iron Maiden considerado por Bruce Dickinson fraco e por Steve Harris forte
Álcool, drogas e intrigas nos primórdios do Guns N' Roses


Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Anguish Project mergulha no abismo do inconsciente com o técnico e visceral "Mischance Control"
Motorjesus pisa fundo no acelerador, engata a quinta e atropela tudo em "Streets Of Fire"
Nightwish: Anette faz com que não nos lembremos de Tarja
Megadeth: Mustaine conseguiu; temos o melhor disco em muito tempo



