Astral Doors: Retomando as raízes da banda
Resenha - Jerusalem - Astral Doors
Por Felipe Kahan Bonato
Postado em 11 de janeiro de 2012
Nota: 7 ![]()
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Em relação ao seu álbum anterior, o recém lançado "Jerusalem", quinto álbum de inéditas do ASTRAL DOORS, mostra uma evolução ao retomar a sonoridade mais típica da banda. Se "Requiem of Time" trouxe um Power metal muito genérico e desconexo, "Jerusalem" (deliberadamente ou não) retoma mais o lado DIO da banda.

De forma mais enfática, "Jerusalem" pode marcar um recomeço do ASTRAL DOORS. Por mais que "Astralism" tenha engrandecido e rebuscado as composições com órgãos e teclados, a banda não soube se manter nessa linha e, de forma acertada, volta a apostar mais nas guitarras, com seu peso e os harmônicos. Assim, retomam não só o trabalho dos dois primeiros álbuns, como também o heavy metal mais clássico e direto, já trazendo inegáveis referencias do BLACK SABBATH na faixa de abertura "Seventh Crusade". Outras músicas que merecem destaque são "Operation Freedom" e a faixa título.
Uma notável evolução se observa no andamento do disco, com "Child of Rock n’ Roll", "Lost Crucifix", "The Battle Of Jacob’s Ford" e "The Day After Yesterday" a introduzir estrategicamente certa lentidão, mas mantendo o peso, com exceção da última, semi acústica. Nos lançamentos anteriores dos suecos, o som era muito linear e, por vezes, entediante.

Outra mudança foi a postura dos vocais que, além de mais agressivos, mostram-se mais presentes nas faixas. Dessa forma, apesar do ASTRAL DOORS conseguir trazer mais carisma às suas composições, acaba por invocar novamente a maldição de se prender ao estilo DIO, sem se diferenciar tanto do mesmo.
Em suma, trata-se de um bom álbum que corrige um pouco o rumo da banda e traz um material conciso e digno aos fãs. Pela história da banda, poderia ser um pouco melhor. Aliás, a coerência da banda é tamanha que até o velho e recorrente defeito da superficialidade das letras está presente. Críticas à parte, "Jerusalem" é um álbum seguro, que faz o esperado e, mesmo sem inovar, mostra sutis e agradáveis mudanças, além de revigorar um pouco a carreira do ASTRAL DOORS.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Integrantes:
Nils Patrik Johansson - vocais
Joachim Nordlund - guitarras
Johan Lindstedt - bateria
Jocke Roberg - teclado
Ulf Lagerström - baixo
Faixas:
1. Seventh Crusade
2. With A Stranger's Eye
3. Child Of Rock N' Roll
4. Pearl Harbor
5. Lost Crucifix
6. Babylon Rise
7. Suicide Rime
8. The Battle Of Jacob's Ford
9. Operation Freedom
10. The Day After Yesterday
11. Jerusalem
Gravadora: Metalville

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