Astral Doors: Retomando as raízes da banda

Resenha - Jerusalem - Astral Doors

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Por Felipe Kahan Bonato
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Nota: 7

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Em relação ao seu álbum anterior, o recém lançado “Jerusalem”, quinto álbum de inéditas do ASTRAL DOORS, mostra uma evolução ao retomar a sonoridade mais típica da banda. Se “Requiem of Time” trouxe um Power metal muito genérico e desconexo, “Jerusalem” (deliberadamente ou não) retoma mais o lado DIO da banda.
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De forma mais enfática, “Jerusalem” pode marcar um recomeço do ASTRAL DOORS. Por mais que “Astralism” tenha engrandecido e rebuscado as composições com órgãos e teclados, a banda não soube se manter nessa linha e, de forma acertada, volta a apostar mais nas guitarras, com seu peso e os harmônicos. Assim, retomam não só o trabalho dos dois primeiros álbuns, como também o heavy metal mais clássico e direto, já trazendo inegáveis referencias do BLACK SABBATH na faixa de abertura “Seventh Crusade”. Outras músicas que merecem destaque são “Operation Freedom” e a faixa título.

Uma notável evolução se observa no andamento do disco, com “Child of Rock n’ Roll”, “Lost Crucifix”, “The Battle Of Jacob’s Ford” e “The Day After Yesterday” a introduzir estrategicamente certa lentidão, mas mantendo o peso, com exceção da última, semi acústica. Nos lançamentos anteriores dos suecos, o som era muito linear e, por vezes, entediante.

Outra mudança foi a postura dos vocais que, além de mais agressivos, mostram-se mais presentes nas faixas. Dessa forma, apesar do ASTRAL DOORS conseguir trazer mais carisma às suas composições, acaba por invocar novamente a maldição de se prender ao estilo DIO, sem se diferenciar tanto do mesmo.

Em suma, trata-se de um bom álbum que corrige um pouco o rumo da banda e traz um material conciso e digno aos fãs. Pela história da banda, poderia ser um pouco melhor. Aliás, a coerência da banda é tamanha que até o velho e recorrente defeito da superficialidade das letras está presente. Críticas à parte, “Jerusalem” é um álbum seguro, que faz o esperado e, mesmo sem inovar, mostra sutis e agradáveis mudanças, além de revigorar um pouco a carreira do ASTRAL DOORS.

Integrantes:
Nils Patrik Johansson - vocais
Joachim Nordlund - guitarras
Johan Lindstedt - bateria
Jocke Roberg - teclado
Ulf Lagerström - baixo

Faixas:
1. Seventh Crusade
2. With A Stranger's Eye
3. Child Of Rock N' Roll
4. Pearl Harbor
5. Lost Crucifix
6. Babylon Rise
7. Suicide Rime
8. The Battle Of Jacob's Ford
9. Operation Freedom
10. The Day After Yesterday
11. Jerusalem

Gravadora: Metalville

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Sobre Felipe Kahan Bonato

Felipe Kahan Bonato: Nascido em 88, há mais de 10 anos - por enquanto - escuta praticamente qualquer subgênero de rock e metal, explorando principalmente bandas mais desconhecidas. Teve contato tardio com a guitarra, seu instrumento preferido, optando então em seguir a carreira de Engenheiro de Produção e em contribuir esporadicamente com resenhas no Whiplash.

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