Against Tolerance: Muito mais competente do que original

Resenha - Undefined - Against Tolerance

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Por Vitor Franceschini
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O Against Tolerance lança seu primeiro álbum depois de Décio Thomaz (vocal/guitarra), Vitor Curi (guitarra), Stefano Manzano (guitarra), Hugo Bispo (baixo e voz) e Biel Astolfi (bateria e voz) se juntarem em 2008 para fazer Metal com algumas experimentações e letras focadas na política em geral.

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"Undefined" foi produzido por Andria Busic (Dr. Sin) e masterizado por Heros Trench (Korzus) o que já demonstra a preocupação da banda com a produção do disco. A parte gráfica também foi muito bem cuidada tanto que foi feita pelo já renomado artista brasileiro Gustavo Sazes (Arch Enemy, Angra, Musica Diablo, entre outros).

Em termos de sonoridade, sejamos honestos, o Against Tolerance é muito mais competente do que original. As experimentações da banda são misturas que envolvem diversos estilos que vão desde o Prog até o Thrash Metal/Melodic Death Metal. O interessante mesmo é o equilíbrio que a banda deu para as composições não deixando muito que um estilo fosse priorizado.

Faixas como "Welcome To The Desert Of The Real" demonstra bem a versatilidade da banda, com momentos de muito peso e um refrão que marca pela voz limpa e melodia bem encaixada. "Zarathustra" também se mostra um grande destaque com um trabalho de cordas interessantíssimo e uma cozinha muito bem trabalhada. A sacada com a introdução com um violoncelo e as passagens quebradas de piano também deram um extra para a música, que chega a soar triste e raivosa ao mesmo tempo.

"Memory And Redemption" é uma grande pedrada com bons riffs e solos de guitarra, vocais brutais e insanos. Mesmo assim a composição ainda não soa simples, mostra coesão perfeita da banda. Quando você pensa que vem algo mais simples, pois o riff inicial de "The Blasphemous Visions Of Huckleberry Finn" é direto, eis que surge uma bela quebrada no meio da faixa, mostrando mais uma vez a competência dos músicos.

"Try Again, Fail Again, Fail Better" irá agradar em cheio os fãs de Soilwork e o atual In Flames, principalmente pelo refrão que alterna vocais gritados com vocais limpos. Um disco cheio de mesclas, com uma banda extremamente técnica e que agradará principalmente fãs do Metal contemporâneo (não confundir com moderninhos!).


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Sobre Vitor Franceschini

Jornalista graduado tem como principal base escrever sobre Rock e Metal, sua grande paixão. Ex-editor do finado Goredeath Zine, atual comandante do blog Arte Metal, além de colaborador de diversos veículos do underground.

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