Marduk: Mantendo boa reputação no cenário Black Metal
Resenha - Wormwood - Marduk
Por Flávio Mendes Santana
Postado em 16 de novembro de 2011
Nota: 9 ![]()
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O MARDUK é uma banda que nunca comprometeu a sua reputação no cenário Black Metal, pois sempre teve competência e técnica suficientes para emplacar grandes clássicos. Acredito que tais resultados sejam fruto de um processo criativo mais direcionado para os ideais da banda, e não por mera obrigação de compor novos materiais. Independente disso o resultado das composições certamente atinge de forma positiva grande parte dos fãs de Black Metal.
Wormwood é o 11º álbum de estúdio dos suecos do MARDUK, sucessor de "Rom 5:12", que é por sinal um ótimo álbum, onde a banda a partir daí, apostou em adicionar mais passagens melódicas (dentro dos limites) às composições, que incorporaram e muito bem a sonoridade mais brutal da banda até aquele momento. Wormwood possui uma gravação mais "suja" (no bom sentido), mas mantém boa parte dos elementos do álbum antecessor.
O massacre se inicia com a faixa "Nowhere, No-One, Nothing", com as guitarras de cara já "fritando" os amplificadores e os vocais de Mortuus, esgoelando-se como nunca, para proclamar a blasfêmia típica das letras da banda. "Funeral Dawn" é interessante, adiciona leves passagens melódicas com um riff "hipnótico" e palhetadas ao fundo, sendo um pouco mais lenta do que o normal. Destaque para o som do baixo, que, aliás, se sobressai muito bem por todo o álbum. "This Fleshly Void" já retorna o som da banda para a pancadaria, palhetadas infernais, blastbeats e viradas de bateria executados com extrema velocidade. "Unclosing the Curse" caiu mais como uma introdução, breve e lenta, mas, que não atrapalha e nem compromete o andamento do álbum, pois abre passagem para "Into Utter Madness" que em minha opinião, é uma das melhores músicas, pois além da velocidade que é intensa, possui riffs dinâmicos e interessantes e finaliza de forma muito boa.
Gustavo Anunciação Lenza | Roberto Luis Pertsew | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Luis Alberto Braga Rodrigues | Reginaldo Manuel Soares de Faria | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
A próxima faixa "Phosphorous Redeemer" foi à primeira amostra do álbum disponibilizada na época, e foi muito bem recebida, pois mostra a banda a todo o vapor com um som cru e direto. A próxima faixa, "To Redirect Perdition" é mais lenta e de ritmo cadenciado, possui um riff muito bom, um belo solo de guitarra e, um refrão interessante, mas acredito que não tenha agradado tanto os fãs mais radicais da banda.
"Whorecrown" tem destaque para as variações vocais de Mortuus, que, aliás, lembram até, um pouco das mesmas variações utilizadas por Attila Csihar vocalista do Mayhem. É uma música que segue a linha do som cru e pesado do Black Metal. "Chorus of Cracking Necks" mantém a mesma linha das variações vocais e brutalidade da faixa anterior. "As a Garment" encerra o álbum com um som mais atmosférico e limpo, guitarras com efeitos de delay e o baixo segurando a base principal, por quase toda a faixa, expõem mais linhas melódicas utilizadas pela banda.
Enfim, é um álbum bem interessante, e mostra mais uma vez que os vocais de Mortuus trazem muito mais dinamismo para as novas composições do MARDUK, sem nunca soar comercial ou apelativo ao mainstream, até acho que este álbum carrega muito mais um espírito old-school do que uma possível queda da brutalidade da banda, o que seria muito raro de acontecer. Este é o último álbum da banda lançado pela Regain Records.
Wormwood – Marduk (2009 – Regain Records)
Lineup:
Mortuus – Vocais
Morgan – Guitarras
Devo – Baixo
Lars Broddesson – Bateria
Tracklist:
1 - Nowhere, No-One, Nothing
2 - Funeral Dawn
3 - This Fleshly Void
4 - Unclosing the Curse
5 - Into Utter Madness
6 - Phosphorous Redeemer
7 - To Redirect Perdition
8 – Whorecrown
9 - Chorus of Cracking Necks
10 - As a Garment
Total: 45:52
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