Marduk: uma homenagem ao chamado Juízo Final bíblico
Resenha - Wormwood - Marduk
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 03 de novembro de 2009
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Já com 10 álbuns liberados em quase duas décadas de atividades, o sueco Marduk pouco desapontou sua base de fãs e está há tempos no seleto grupo dos grandes nomes do Black Metal mundial. Seu mais novo registro é uma homenagem ao chamado Juízo Final bíblico, pois "Wormwood" é o nome da estrela que cairá sobre a Terra, envenenando um terço de sua água (como se a espécie humana já não estivesse fazendo um bom serviço nesse sentido...).
E as novas composições mostram que o Marduk continua trabalhando em cima da podridão extrema de seu estilo. Com todos os músicos envolvidos no processo de composição, o repertório continua destilando o caos malévolo, novamente com os recentes experimentos e ambientações que deram à sua música maior profundidade, mas também voltando a flertar com o Death e até mesmo os andamentos mais lentos do Doom Metal.
O resultado final garante uma variedade de ritmos muito atraente, indo da insanidade dos blastbeats a seções mais cadenciadas, tendo em "Funeral Dawn" um exemplo mais do que bem sucedido desta fusão de estilos. O extremismo se apresenta de forma avassaladora em "Nowhere, No-One, Nothing", "Unclosing The Curse", "Phosphorous Redeemer" e "Chorus Of Cracking Necks". Mas há muito mais... Que tal o Doom em "To Redirect Perdition", sem esquecer os ‘esboços de melodias’ em "This Fleshly Void"?
A gravação é bem suja, mas valoriza cada um dos instrumentos – o som do contrabaixo está excelente! – e, como já está se tornando praxe entre os que acompanham a carreira do Marduk, não há como deixar de tecer elogios às originais e cáusticas vocalizações de Mortuus, cujo papel se desenvolveu e tornou-se tão multifacetado, que se tornou uma espécie de marca registrada na sonoridade da banda.
Ao abrandar a implacável velocidade o Marduk certamente poderá vir a alienar os admiradores do extremismo sem concessões. Mas isso não tira o mérito de "Wormwood" ser um disco que não se afasta do espírito verdadeiramente contestador do Black Metal, mesmo com toda a diversidade de seu repertório. Um ótimo registro, referência no estilo de 2009!
Contato:
http://www.marduk.nu
http://www.myspace.com/truemarduk
Formação:
Daniel 'Mortuus' Rosten - voz
Morgan 'Evil' Steinmeyer Hakansson - guitarra
Magnus 'Devo' Andersson - baixo
Lars Broddesson - baixo
Marduk - Wormwood
(2009 / Regain Records - importado)
01. Nowhere, No-One, Nothing
02. Funeral Dawn
03. This Fleshly Void
04. Unclosing The Curse
05. Into Utter Madness
06. Phosphorous Redeemer
07. To Redirect Perdition
08. Whorecrown
09. Chorus Of Cracking Necks
10. As A Garment
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O maior disco do metal para James Hetfield; "Nada se comparava a ele"
A melhor banda ao vivo que Dave Grohl viu na vida; "nunca vi alguém fazer algo sequer próximo"
Para Dave Mustaine, Megadeth começou a desandar após "Countdown to Extinction"
A história da versão de "Pavarotti" para "Roots Bloody Roots", segundo Andreas Kisser
David Lee Roth faz aparição no Coachella e canta "Jump", do Van Halen
A profunda letra do Metallica que Bruce Dickinson pediu para James Hetfield explicar
A música dos Beatles que tem o "melhor riff já escrito", segundo guitarrista do Sting
O hit do Angra que é difícil para o Shamangra cantar: "Nossa, Andre, precisava desse final?"
Evanescence lança música inédita e anuncia novo disco, que será lançado em junho
As únicas três músicas do Sepultura que tocaram na rádio, segundo Andreas Kisser
O país em que Axl Rose queria tocar com o Guns N' Roses após ver Judas Priest brilhar lá
Baterista Eric Morotti deixa o Suffocation e sai disparando contra ex-colegas
Filmagem do Led Zeppelin em 1969 é descoberta em arquivo de universidade
5 bandas dos anos 70 que mereciam ter sido bem maiores, de acordo com a Ultimate Classic Rock
AC/DC nos anos 70 impressionou Joe Perry e Eddie Van Halen: "Destruíam o lugar"
A reação de Ozzy após Steve Vai apontar desafinação no 1° álbum do Black Sabbath
Excessos: como os rockstars gastam os seus milhões
Regis Tadeu "responde" provocações feitas por ex-Engenheiros do Hawaii


Moonspell atinge o ápice no maravilhoso "Opus Diabolicum - The Orchestral Live Show"
Carach Angren - Sangue, mar e condenação no Holandês Voador
Testament - A maestria bélica em "Para Bellum"
Auri - A Magia Cinematográfica de "III - Candles & Beginnings"
Orbit Culture carrega orgulhoso a bandeira do metal moderno no bom "Death Above Life"
O melhor disco ao vivo de rock de todos os tempos



