Chimaira: pesado, agressivo e matador como sempre
Resenha - Age of Hell - Chimaira
Por Junior Frascá
Postado em 07 de outubro de 2011
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Dessas novas bandas americanas que praticam o chamado novo metal (e digo isso no melhor sentido do termo, sem querer soar pejorativo ou fazer relação com o famigerado nu-metal), que realizam uma mistura de elementos do metal clássico com outros mais modernos, talvez o CHIMAIRA seja (ou tenha sido) a mais pesada destas, apesar de nunca ter alcançado o patamar de sucesso e reconhecimento de bandas como o excelente TRIVIUM.

Contudo, a banda sempre manteve o alto nível em seus lançamentos, inclusive tendo na sua discografia o magistral "Resurrection", de 2007. E como é constante na carreira da banda, mais uma vez diversas mudanças ocorreram em sua formação: saíram o baterista Andols Herrick, o baixista Jim Lamarca e o tecladista Chris Spicuzza, criando grandes dificuldades e atrasos no processo de criação deste seu novo disco, "The Age of Hell", fruto do trabalho de composição dos integrantes remanescentes, Mark Hunter (voz) e Rob Arnold (guitarras), juntamente com o produtor Bem Schigel (que também tocou bateria no álbum), além do guitarrista Matt Drevies.
Contudo, para a alegria dos fãs, nenhuma mudança drástica foi perpetrada no tocante ao som da banda em relação a seus últimos lançamentos. Assim, as músicas continuam pesadas, agressivas e matadoras como sempre, com aquele thrash metal moderno, repleto de groove e, como dito, elementos mais modernos, inclusive de metal industrial, que dão uma característica toda peculiar ao som da banda. Além disso, as canções não são mais tão rápidas ou extremas como outrora, mas mesmo assim não perderam a agressividade que os fãs tanto prezam.

O disco já abre quebrando tudo com a excelente faixa título, que nos remete aos melhores momentos da banda, com riffs matadores, linha vocal ultra agressiva e cozinha correta. Além desta, destacam-se a pesada e cadenciada "Losing my Mind"; a arrasa quarteirão "Year of the Snake", com riffs cavalgados muito legais; a mais pesada de todas, "Born in Blood", repleta de influências de SLAYER e de death metal; e "Trigger Finger", mais moderna e cheia de groove e peso.
Merece também destaque a excelente produção do disco, que deixou o som muito agressivo e sujo, como necessário. Apenas faço uma ressalva para algumas incursões com vocais limpos e alguns efeitos eletrônicos que não ficaram muito bons, e precisam ser revistas pela banda. Além disso, a bateria esta um pouco mais modesta do que o de costume para banda, mas nada tão relevante.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Não é tão bom como os primeiros registros da banda, em especial o já mencionado "Resurrection", mas ainda assim é um grande trabalho, e mantém o nome da banda em evidência. Mas se você nunca gostou da banda, não será dessa vez que mudará de idéia.
The Age of Hell - Chimaira
(2011 - Entertainment One Music – Importado)
Track List:
1. The Age of Hell
2. Clockwork
3. Losing My Mind
4. Time Is Running Out
5. Year of the Snake
6. Beyond the Grave
7. Born in Blood
8. Stoma
9. Powerless
10. Trigger Finger
11. Scapegoat
12. Samsara

Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Dave Mustaine explica por que não vai convidar Kiko Loureiro para show com Megadeth
Vinheteiro chama Angra de "fezes puríssima" e ouve resposta de Rafael Bittencourt
O solo de guitarra mais difícil do Dire Straits, segundo Mark Knopfler
70 shows internacionais de rock e metal para ver no Brasil em maio
A banda com três cantores que representa o futuro do metal, segundo Ricardo Confessori
Amy Lee relembra a luta para retomar o controle do Evanescence; "Fui tratada como criança"
Tem alguma música do Guns N' Roses que é a mais difícil de tocar? Duff McKagan responde
O guitarrista que chegou mais perto de Jimi Hendrix, segundo Angus Young
Regis Tadeu "revela a verdade" que se esconde por trás do Angine de Poitrine
"Não consigo te acompanhar": Geddy Lee exalta Anika Nilles em ensaio do Rush
Rock e HQs: quando guitarras e quadrinhos contam a mesma história
Rolling Stone publica lista com os 100 melhores solos de guitarra de todos os tempos
Vídeo misterioso do Greta Van Fleet assusta fãs, que já cogitam até separação
A música que, segundo David Gilmour, apontou o caminho que o Pink Floyd deveria tomar
5 músicas do Dream Theater que merecem sua atenção
As 10 músicas que a Legião Urbana mais tocou ao vivo na sua trajetória
Jimmy Page relembra jam com Rolling Stones em 1974, e diz quem movia a banda
A reação de Charles Gavin, dos Titãs, ao encontrar seu grande ídolo do rock inglês
Biohazard fez a espera de treze anos valer a pena ao retornar com "Divided We Fall"
Stryper celebra o natal e suas quatro décadas com "The Greatest Gift of All"
Kreator - triunfo e lealdade inabalável ao Metal
"Eagles Over Hellfest" é um bom esquenta para o vindouro novo disco do colosso britânico Saxon
Iron Maiden: Somewhere In Time é um álbum injustiçado?

