Eric Clapton: Um verdadeiro "Beethoven da guitarra"

Resenha - Clapton - Eric Clapton

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Por Pedro Zambarda de Araújo
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Eric Clapton, há cinco anos atrás, disse que estava ficando parcialmente surdo. O motivo da nova deficiência era o som extremamente alto de algumas de suas apresentações, principalmente as com o Cream nos anos 60. No entanto, o músico ainda se mostra em forma e lançou o CD Clapton, em 2010.

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Como Eric consegue manter uma carreira de quase 50 anos no ramo musical? Fazendo história no rock e resgatando a sonoridade do blues de Muddy Waters? Não é possível explicar como Eric Clapton ainda lota estádios em seus shows, como as apresentações de São Paulo e do Rio de Janeiro que vão rolar no mês de outubro deste ano e que já estão quase esgotadas. Só podemos dizer que, com as devidas proporções, Eric Clapton é um verdadeiro "Beethoven da guitarra", especialmente neste novo álbum, com bom gosto e muito apego à sua música.

Com 14 faixas, o CD mostra um tom blueseiro acústico e elétrico, mais simples do que os álbuns de rock. Se Eric não consegue mais ouvir direito, como ocorreu com o compositor erudito Beethoven no fim de sua vida, ele consegue, pelo menos, compôr músicas com média de cinco minutos estáveis, agradáveis e consistentes. É verdade que não há hits elétricos como Layla ou Wonderful Tonight, mas How Deep is The Ocean funciona com o fundo de teclado e de saxofone em um ambiente mais focado para o jazz, com o refrão grudento típico de suas músicas.

A voz de Eric Clapton, se não é virtuosa, funciona muito bem com seu tom aveludado, presente até mesmo na calma guitarra. A faixa Milkman abre espaço para os músicos de apoio mostrem improvisações e uma melodia "à vontade", com uma letra de um pedido de casamento.

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Se o CD capricha em melodias calmas, falta clímax. Músicas como Diamonds são deliciosas para admiradores dos trabalhos acústicos e mais espirituais de Eric, como Tears in Heaven. Ou seja, os roqueiros podem reclamar que o guitarrista está fazendo apenas música sobre amor, sobre seu sentimento de velhice melancólica e que ele soa repetitivo, apesar do bom groove, do bom ritmo, de sua guitarra elétrica.

Mesmo com essas possíveis críticas ao novo trabalho, a letra de Hard Times mostra bem o que Clapton quer passar nesse CD. There'll be no more sorrow / When I pass away / And no more hard times / e nao mais tempos duros / No more hard times / Yeah, yeah, who knows better than I? O disco é um funeral, uma despedida, uma visita aos seus gostos pessoais e uma coletânea de músicas relaxantes. Clapton, o nosso "Beethoven da guitarra", não compõe uma obra-prima neste material, mas faz diversas músicas que conseguem funcionar bem juntas.


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Sobre Pedro Zambarda de Araújo

Nascido em 1989. Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo, Pedro foi apresentado ao heavy metal através da banda Blind Guardian, em meados de 2004. Ouve e aprecia outros estilos do rock, como o punk, o indie e vertentes mais variadas. Gosta de assistir e cobrir shows.Toca muito mal guitarra, mas aprecia vários tipos de instrumentos musicais.

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