Yes: "Fly From Here" é um disco belo e intimista
Resenha - Fly From Here - Yes
Por Carlos "Cacau" Marques
Postado em 24 de julho de 2011
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
A expectativa pelo novo álbum do YES consumia os fãs da banda desde o anúncio de que um novo material inédito seria lançado. Depois de 10 anos sem um disco de estúdio e imersos em polêmicas que resultaram nas saídas do vocalista Jon Anderson e do tecladista Rick Wakeman, tudo parecia apontar para um disco distante do melhor que o YES pode produzir.
Yes - Mais Novidades
Para compensar a desconfiança, Chris Squire, Steve Howe e Alan White buscaram a participação do tecladista Geoff Downes e do produtor Trevor Horn, ex-membros do BUGGLES e que já tinham participado do YES no disco "Drama" de 1980. Os convites visavam dar uma mostra do que se pretendia com o novo album; era uma declaração de que a sonoridade moderna, mas também complexa daquele trabalho era a proposta da banda.
O posto de vocalista foi preenchido pelo canadense Benoit David, que já fora aprovado pelos fãs na última turnê mundial. Com a oportunidade de atuar em canções inéditas, David pôde buscar um timbre próprio, afastando-se, mas não muito, da sonoridade consagrada por Jon Anderson em mais de 40 anos.
O resultado é um disco belo e intimista. Os solos de teclado, característica de Rick Wakeman, foram deixados de lado pelos climas sensíveis criados por Downess. O baixo de Squire está mais contido, mais discreto. A bateria de Alan White se mantém simples por quase todo o tempo. Já as cordas de Steve Howe encontram nas teclas de Downess uma parceria tão perfeita que por vezes parecem ser um único instrumento. A banda soa como um conjunto e não como uma reunião de individualidades competindo entre si, como acontecia em alguns discos da década de 90.
Essa unidade fica mais evidente na bela suíte que abre o disco. "We can fly" é uma antiga composição da banda que não fora incluída no "Drama". Estendida e aprimorada, ela é prova de que o YES ainda tem muito para oferecer para seus fãs. Ouvi-la inteira, suas seis faixas, é um prazer. O clímax é a parte "Sad Night at the Airfield", uma faixa de fazer chorar qualquer fã das antigas.
Além da suíte de abertura, o disco contém a boa voz de Squire em "The Man You Always Wanted Me to Be" e a belíssima "Life on a Film Set", uma canção do BUGGLES originalmente chamada "Riding a Tide". Howe se mostra um competente compositor de letras em "Hour of Need", faixa que conta com a participação de Oliver Wakeman, filho de Rick. A enérgica "Into the Storm" fecha o álbum em uma celebração da vitória sobre a tempestade que foram os últimos anos do YES.
O disco certamente agradará os fãs que tenham a mente aberta para acompanhar uma banda que chega aos 40 anos sem se tornar um cover de si mesmo. Além disso, tem qualidade e beleza suficientes para reunir novos fãs, mesmo entre as gerações mais novas. "Fly from Here" é um disco elegante e digno do nome e da história do YES.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



"Foreign Tongues" se torna 16º disco dos Rolling Stones no topo da parada britânica
A banda que vendeu milhões nos anos 70 e hoje não aparece nas listas de rock clássico
A regra do Iron Maiden que Nicko McBrain quebrou e levou "uma bronca daquelas" de Steve Harris
A música que Flea escolheu como a melhor definição do Red Hot Chili Peppers
O clássico dos anos 70 que para Slash tem o "melhor timbre de guitarra de todos os tempos"
5 músicas que fazem o metaleiro olhar para o amigo e dizer: "Agora ficou sério"
Steve Lukather atualiza status de álbum com registros inéditos de Eddie Van Halen
Mick Jagger e Keith Richards aprovam o uso de IA para fazer música, mas com uma condição
Sai Mario, entra Luigi: brasileiro assume temporariamente a bateria do Gojira
O álbum de 1972 que Mick Jagger dos Rolling Stones disse não ter música ruim
O melhor livro de todos os tempos, segundo Robert Smith do The Cure
Bill Kelliher conta como recebeu a notícia da morte de Brent Hinds
Baixista fala sobre sonoridade do próximo álbum de estúdio do Savatage
Aos 78 anos, Brian Johnson considera mais divertido se apresentar com o AC/DC atualmente
Echo and the Bunnymen anuncia primeiro álbum em 12 anos

Steve Howe (Yes) conta como foi tocar em "Innuendo", do Queen
As maiores mentiras que muita gente ainda conta sobre o rock progressivo
Dream Theater era uma mistura entre Metallica e Yes, segundo John Petrucci
O clássico do prog setentista apontado pelo Hall da Fama como essencial ao rock moderno
O melhor álbum de rock progressivo de cada ano dos anos 1970, segundo a Loudwire
O melhor disco ao vivo de rock de todos os tempos


