MaYan: Uma espécie de Epica mais calcado no Death Melódico
Resenha - Quarterpast - MaYan
Por Júlio André Gutheil
Postado em 18 de junho de 2011
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
É fato conhecido por praticamente todos os fãs que Mark Jansen é a principal mente criativa por trás do Epica. Dessa forma, fiquei ligeiramente surpreso quando soube que ele pretendia lançar um projeto paralelo, este tal de MaYan. O que não me deixou nem um pouco surpreso foi a temática envolvida; é impressionante a fixação dele pelo povo e cultura Maia. Mas picuinhas a parte, vamos ao que interessa.


Este "Quarterpast" soa como uma espécie de Epica mais calcado no Death Metal Melódico que ficou um tanto quanto mais proeminente com a entrada do guitarrista Isaac Delahaye e do baterista Ariën Van Weesenbeek em 2007. Na minha opinião isso foi um acerto, já que se era pra fazer uma coisa que fosse extatamente igual a sua banda principal, que este disco fosse lançado pelo Epica. Mas em contrapartida as participações especiais podiam ter sido um pouco mais originais, botar nos vocais de apoio de algumas faixas Simone Simons e Floor Jansen foi de uma obviedade de certa forma frustrante.
Seria de se supor que sendo este um trabalho com o selo criativo de Mark Jansen teríamos na abertura um prelúdio sinfônico e grandioso, no melhor molde de trilha sonora épica de cinema. Mas foi uma agradável surpresa ver que os trabalhos começam diretos e retos, logo de cara com uma paulada chamada 'Symphony of Agression'. Os primeiros instantes da canção lembram muito a negra aura sinfônica dos trabalhos mais recentes do Dimmu Borgir, despejando riffs densos e muito pesados, com a bateria metralhante de Ariën sendo devastadora como sempre e os vocais agressivos de Mark, com destaque infinitamente maior que no Epica. Pontos negativos o vocal de apoio feminino, desnecessário na minha opinião.

Creio eu que muitos fãs do finado After Forever terão uma forte sensação de nostalgia com a introdução de "Mainstray Of Society - In The Eyes Of The Law Corruption", que me soa muito como algumas faixas dos primeiros trabalhos da citada banda. É menos impactante que a primeira, mas tem bastante peso e agressividade também. Faixa na média. 'Quarterpast' é um interlúdio, daqueles soturnos e climáticos, e felizmente não aleatório.
Já 'Course of Life' é uma grande canção. Os vocais de Floor são muito mas interessantes e participativos, o vocal limpo de Henning Basse é muito bom, bastante operístico e teatral. O instrumental é absolutamente preciso e esbajando peso para todos os lados. Logo em seguida chega outra pedrada: "The Savage Massacre - In The Eyes Of Law Pizzo". Acho muito bom ouvir o Mark com tanto destaque, a interpretação dele é muito boa, uma atuação com desenvoltura e imponente.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | E mais um interlúdio para a coleção: 'Essenza di Te'. Bacana, nada mais que isso. Na cola do interlúdio vem 'Bite the Bullet', uma música um pouco mais reta, assim digamos, também bastante pesada e de intrumental impecável. A seguinte, 'Drown the Demon', foi a primeira a ser divulgada há alguns meses. Na primeira audição me soou Epica demais, impressão que ainda me é constante. Não é demérito nenhum, mas acaba parecendo uma faixa meio deslocada. Mas de qualquer forma é um grande som!
E 'Celibate Aphrodite' foi bem na contra-mão. Foi a segunda a há ser divulgada, alguns dias antes do lançamento, e para mim não lembra quase nada o Epica (tirando o vocal feminino, claro). As orquestrações são brilhantes, o gutural de Mark é espetacular, o vocal limpo de Henning lembra bastante o grande mestre Jon Oliva com todo sua magia teatral. Os guitarristas destroem com riffs rasgantes e solos inspirados, e a bateria é demolidora como sempre (Ariën é disparado um dos meus bateristas favoritos).

A última faixa em si do disco é 'War On Terror - In The Eyes Of The Law Pentagon Papers', que começa com inusitados instrumentos, num tom de bandinha de coreto de cidade do interior. Porém é passageiro, e logo somos esmagados por mais e mais doses de peso cavalar. Não é preciso dar maiores explicações, com orquestrações ainda mais grandiosos é um desfecho imponente. E pra fechar a conta temos 'Tithe', uma curtíssima base de piano, que me fz supor que seja o gancho para algum futuro trabalho do conjunto.
Seria um disco perfeito se Mark não fosse tão preso a alguns clichês que ele próprio ajudou a criar. Vários momentos são idênticos a coisas que ele fez no After Forever e faz no Epica, que acabou soando um pouco genérico. Mas isso não estraga o álbum, de forma nenhuma, consideremos isso como tão somente um pequenos deslize ou força de um hábito difícil de largar.

Outro ponto que eu gostaria de comentar é que, mesmo estas composições sendo consideravelmente mais pesadas que o padrão Epica, as músicas poderiam ter ainda mais peso. Acredito que seria ainda mais impressionante se houvesse um quê de Death Metal tradicional mais intenso. Guitarra realmente sujas, algo de mais visceral e virulento, talvez até um pouco de podridão bem dosada seria fantástco na proposta do MaYan.
Mas enfim, ficou absurdamente bom de qualquer maneira. Mark Jansen é um dos grandes gênios do metal sinfônico contemporâneo, sabe muito bem o que quer e o que pode fazer. E como as duas coisas são praticamente inerentes, é recomendado para fãs de Epica. Se for seu caso, compre que é satsifação garantida.

O MaYan é:
Mark Jansen – Vocais
Isaac Delahaye – Guitarra
Frank Schiphorst – Guitarra
Rob van der Loo – Baixo
Jack Driessen – Teclados e vocais
Ariën Van Weesenbeek – Bateria e vocais
Convidados:
Floor Jansen (Revamp) – Vocais
Simone Simons (Epica) – Vocais
Hennin Basse (Sons of Season) – Vocais
Jeroen Paul Thesseling – Fretless Bass
Laura Macrì (cantora lírica) – Vocais (soprano)
Track list:
1. Symphony Of Aggression (07:49)
2. Mainstay Of Society (In The Eyes Of The Law: Corruption) (05:25)
3. Quarterpast (01:35)
4. Course Of Life (06:10)
5. The Savage Massacre (In The Eyes Of Law: Pizzo) (05:28)
6. Essenza Di Te (02:06)
7. Bite The Bullet (05:19)
8. Drown The Demon (05:00)
9. Celibate Aphrodite (07:20)
10. War On Terror (In The Eyes Of The Law: Pentagon Papers) (04:25)
11. Tithe (00:52)
http://www.myspace.com/mayanofficial
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O guitarrista que fazia Lemmy perder a paciência; "era só pra me irritar"
A banda de metal que Lars Ulrich achava inalcançável, mesmo sem virar gigante como o Metallica
Os motivos que fizeram Iggor Cavalera recusar reunião com o Sepultura, segundo Andreas Kisser
Derrick Green anuncia estar formando nova banda para o pós-Sepultura
Elton John revela qual o maior cantor de rock que ele ouviu em sua vida
A canção que Page e Bonham respeitavam, mas achavam que nada tinha a ver com o Led Zeppelin
Faixa de novo EP do Sepultura remete à música do Black Sabbath cantada por Ian Gillan
O elogio inesperado que Jimmy Page fez a Ritchie Blackmore num encontro em Hollywood
Falar mal do Dream Theater virou moda - e isso já perdeu a graça há tempos
A banda que parecia barulho sem sentido e influenciou Slipknot e System Of A Down
15 bandas de rock e heavy metal que colocaram seus nomes em letras de músicas
Megadeth inicia turnê sul-americana, que passará por São Paulo; confira setlist
"Seja como Jimmy Page e o AC/DC": a dica de Zakk Wylde a jovens músicos
A opinião de Regis Tadeu sobre o clássico "Cabeça Dinossauro" dos Titãs
10 discos que provam que 1980 foi o melhor ano da história do rock e do heavy metal
Metallica: Como é a lista de exigências do camarim da banda
Bruce Dickinson chamou Steve Harris para a porrada após gravação de clipe do Iron Maiden
Youtuber mostra como soa, de fato, o famoso solo de Slash no vídeo de "November Rain"

"Eagles Over Hellfest" é um bom esquenta para o vindouro novo disco do colosso britânico Saxon
Ju Kosso renasce em "Sofisalma" e transforma crise em manifesto rock sobre identidade
Moonspell atinge o ápice no maravilhoso "Opus Diabolicum - The Orchestral Live Show"
Carach Angren - Sangue, mar e condenação no Holandês Voador
Testament - A maestria bélica em "Para Bellum"
Pink Floyd: The Wall, análise e curiosidades sobre o filme

