Incite: A boa estreia da banda de Ritchie Cavalera
Resenha - Slaughter - Incite
Por Alexandre Fernandes
Postado em 02 de junho de 2011
Um sobrenome conhecido pode ajudar ou atrapalhar. No caso do Incite, essa jovem banda norte-americana que conta com o enteado do Max Cavalera, Ritchie Cavalera, acontece um pouco dos dois.

A cobrança é muito maior do que a que acontece normalmente sobre uma banda qualquer, ao mesmo tempo em que, hipoteticamente ao menos, as portas se abrem mais fácil. E olha que aqui não estamos lidando com um sobrenome qualquer não, hein.
Como era de se imaginar, neste "The Slaughter", de 2009, o que mais esse Cavalera nos dá é um CD de heavy metal vigoroso, ainda que bastante moderno. E olha que ele se saiu bem no que se propôs a fazer – deve ter absorvido algo da experiência que teve com o Soufly do seu padrasto, onde participou de uma música em 2008.
Mas vamos à música: thrash metal moderno, com muito groove, bastante uso de melodias (que em alguns momentos remetem até à escola sueca do death metal melódico). Nada que já não exista por aí aos montes. Mas a coisa aqui é bem profissional, já começando com a boa produção, que deixou os instrumentos bem audíveis e deu o peso certo às canções. Alias, peso é o que não faltou: seja em riffs encorpados, nos vocais urrados (ainda que bastante lineares) ou nos bumbos duplos constantes. Dá pra perceber esse peso todo em canções como o bom thrash "Down And Out", e nas igualmente furiosas "Divided We Fail" e "The Slaughter", que podem ser indicadas como destaque do play. Por sinal, vale a pena destacar o trabalho nas baquetas, muito bem executado.
De positivo também vale destacar o bom uso de breakdowns – não são exagerados e usados à toda hora como é comum em bandas similares. Mas, sinceramente, senti a falta de alguns solos a mais. Isso não faz mal à ninguém, minha gente.
Esses músicos são jovens, começaram com um CD coeso, é bem verdade, mas talvez pela falta de experiência acabaram caindo em armadilhas comuns ao gênero: muitas canções soam repetitivas (em momentos fica difícil distinguir uma faixa de outra), as composições são bem simples (faltaram temas realmente marcantes), o vocal, embora interessante, se torna bem cansativo. As letras, acho que nem vou comentar, pois parecem ter o DNA Cavalera correndo nelas – esbanjam raiva, ódio, sangue... mas você já ouviu (muito) isso antes. Mesmo! E tem mais ódio e sangue na capa e no título do CD, ou você achou que já era suficiente?
De qualquer forma, vale a pena dar uma conferida mais pela curiosidade. E fica a torcida para que num futuro próximo estes garotos procurem dar uma trabalhada melhor no seu som, porque potencial eles demonstram ter.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As quatro melhores músicas do Led Zeppelin, segundo Robert Plant
A melhor música de rock progressivo de todos os tempos, segundo os leitores da Prog
O maior álbum do Queen para Chad Smith; "Eu sempre aumento o volume"
Com ex-Nirvana na bateria, Sleep anuncia nova formação
O maior baixista de todos os tempos, de acordo com Lemmy
Alissa White-Gluz mantém Blue Medusa como prioridade mesmo no Dragonforce
Keith Richards não acredita que os Rolling Stones farão uma nova turnê
A música do Slayer que soa como Iron Maiden em alta velocidade, segundo a Kerrang!
Hellfest restringe álcool e desaconselha levar crianças no fim do festival
O significado irônico de "Somos tão jovens", verso que encerra "Tempo Perdido"
O álbum gravado sob intensa tristeza que se tornou um dos maiores do Queen, conforme Brian May
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
O músico que The Edge, do U2, gostaria de encontrar no céu
A canção dos Beatles que pirou a cabeça de Mick Jagger quando ele a ouviu
Nita Strauss cresceu acreditando que era descendente de Johann Strauss
Como Max Cavalera aprendeu inglês tendo abandonado a escola aos 12 anos de idade
Motorhead: O conselho de Lemmy Kilmister sobre ser solteiro para sempre
Cinco inesperados músicos famosos que odiavam o saudoso John Lennon


"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
"MI'RAJ" - quando Edu Falaschi troca a velocidade pela emoção e encerra trilogia com maturidade
A Lapidação da alma: O triunfo conceitual do Big Big Train em "Woodcut"
HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
"Betrayed By Obedience", do Infected Cells, é death metal bruto, técnico e direto
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
Iron Maiden: "The Book Of Souls" é uma obra sem precedentes



