Arch Enemy: Integrado no contexto do "Melodic Death Metal"
Resenha - Khaos Legions - Arch Enemy
Por Bruno Avellar Alves de Lima
Postado em 01 de junho de 2011
Há quatro anos sem lançar um full-length, o Arch Enemy deixou seus fãs em grande ansiedade ao anunciar o "Khaos Legions", mais novo álbum da banda e sucessor de "Rise Of the Tyrant" de 2007 e "The Root of All Evil", de 2009, álbum sem músicas inéditas, que conta com regravações de músicas clássicas dos 3 primeiros álbuns da banda (que contavam com Johan Liiva nos vocais). Toda a ansiedade e a espera foram recompensadas por este que pode ser considerado o álbum mais completo, dinâmico e técnico desta banda que com certeza já pertence à elite do metal extremo contemporâneo.
Arch Enemy - Mais Novidades
"Khaos Overture" introduz o álbum de maneira monumental com um pedal point de Michael Amott de arrepiar, seguido pela entrada da guitarra base de Christopher Amott, o baixo de Sharlee D’Angelo e a bateria destruidora de Daniel Erlandsson. Uma passagem falada, estilo Rhapsody Of Fire, dá fim a "Khaos Overture" e anuncia "Yesterday is dead and Gone".
"Yesterday is dead and Gone" tem riffs simples e eficientes, com destaque para o belo duelo de tapping dos irmãos Amott e para mais uma clássica melodia de Michael Amott que com certeza será acompanhada pelos já famosos "Ôoos" do público ao vivo.
"Bloodstained Cross" é a primeira "pedrada" do álbum, com riffs rápidos, pedal duplo a toda e uma melodia marcante. Essa track já expõe algo bastante positivo deste álbum, a grande evolução técnica de Michael Amott, que sempre teve mais evidência por seu feeling que por sua técnica. O solo de Michael Amott desta música é o melhor desde "Burning Angel!" Mas isso é só o começo.
José Ricardo Peret | Gustavo Anunciação Lenza | Roberto Luis Pertsew | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Luis Alberto Braga Rodrigues | Reginaldo Manuel Soares de Faria | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
"Under Black Flags we March" marca um tipo de canção comum nos álbuns do Arch Enemy, algo mais cadenciado, com Riffs que remetem a um Heavy Metal mais clássico, mas não menos pesado, estilo We will rise. O destaque neste track fica por conta das linhas de baixo que estão excepcionais.
"City Of The Dead" e "Through the eyes of a Raven" contém simplesmente todos os elementos do álbum: peso, velocidade, técnica e melodia em um equilíbrio perfeito. Angela Gossow despeja uma brutalidade única nestas tracks, um gutural digno de qualquer banda clássica de Death Metal.
"Cruelty without Beauty" e "Cult Of Chaos" são músicas únicas em toda a carreira do Arch Enemy. Seus riffs têm uma pegada Thrash Metal que nos remete as canções mais clássicas de bandas consagradas como Kreator e Slayer. Destaque nestas tracks para os sensacionais blast beats de Daniel Erlandsson, que deram um toque a mais de brutalidade as músicas, e foram utilizados de maneira criativa e inteligente, ao contrário do que infelizmente ocorre em muitas bandas de Death Metal que exageram no uso desta técnica a ponto de comporem músicas inaudíveis.
"Vengeance is Mine" tem riffs que com certeza entram no hall dos melhores e mais velozes riffs já compostos pelos irmãos Amott, ao lado de "Nemesis", "Blood on your hands", "First Deadly Sin" e afins.
"Thorns in my flash" e "Secrets" são músicas bastante melódicas e rápidas, com solos que lembram Power Metal. Destaque mais uma vez para os irmãos Amott, que sabem como poucos fazer solos em dueto.
Os pontos fracos ficam por conta das instrumentais "We are a godless entity" e "Turn to dust", que são exageradamente simples e pouco representativas no contexto do álbum. Outro ponto fraco é "No gods, No masters", que apesar de bem feita é exacerbadamente pop e sinceramente desnecessária na carreira do Arch Enemy, ela caberia bem em um álbum do In Flames!
O cover de "The Zoo" do Scorpions ficou ótimo, mas como algo a parte no álbum, bem como a versão acústica de "Snowbound" do álbum "Wages Of Sin" de 2001.
O fato é que este álbum não só pode ser considerado o melhor da carreira do Arch Enemy, como o melhor no contexto do famigerado "Melodic Death Metal", gênero que, aliás, a banda nega pertencer, mas que é o que melhor se adéqua a sonoridade da banda.
Outras resenhas de Khaos Legions - Arch Enemy
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



64 shows internacionais de rock e metal no Brasil até o final de novembro
A lenda do thrash que considera Metallica melhor do que Motörhead: "Nada tão poderoso"
James Hetfield revela banda que disse "não" a convite do Metallica para turnê
A banda que Alice Cooper considera a que melhor representa o heavy metal
O roqueiro brasileiro que deu cano em Axl Rose; "preferi ir embora"
Pitty: cantora publica foto nua na internet e bate recorde de curtidas
Os três baixistas que Robert Trujillo, do Metallica, considera seus maiores heróis
O presente de Paul Di'Anno que Nicko McBrain guarda até hoje com orgulho
Por que o hino beneficente do heavy metal não pegou, segundo Regis Tadeu
O melhor disco lançado em 2026, segundo Mateus Ribeiro
A curiosa reação de Ozzy Osbourne ao conhecer Axl Rose, segundo Zakk Wylde
As cinco músicas que Slash escolheria para ouvir se o mundo estivesse acabando
O clássico dos Ramones inspirado por música de Alice Cooper
Dimmu Borgir, Satyricon e Enslaved quebram recorde de público na Noruega
Bruce Dickinson acha que igreja católica irá se incomodar com seu novo videoclipe
O guitarrista que BB King disse ser melhor que Hendrix; "toca melhor do que qualquer um"
Lars Ulrich conta o que os membros do Metallica faziam no passado e não fazem mais
Nervosismo, exaustão e acidente marcaram primeiro show oficial de Nick Menza com o Megadeth

Rolling Stone publica listas com os 200 melhores rocks do século atual
Angela Gossow conta em detalhes como Lauren Hart se tornou vocalista do Arch Enemy
De Trivium a Ozzy Osbourne, 150 músicas lançadas nos anos 2020 que merecem sua atenção
Arch Enemy trabalha "lentamente" em novo álbum, revela Michael Amott
Iron Maiden: "The Book Of Souls" é uma obra sem precedentes
