Arch Enemy: Uma verdadeira aula de peso aliado a muita melodia

Resenha - Khaos Legions - Arch Enemy

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Júlio Neto
Enviar correções  |  Ver Acessos

Nota: 9

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Com muitos anos de estrada, vasta experiência e após sete álbuns de estúdio que a transformaram em um dos maiores nomes do gênero, com casas cheias onde quer que toquem, era de se esperar certo acomodamento. Mas não é o que encontramos aqui, "Khaos Legions" é com sobras um dos melhores trabalhos já lançados pelos suecos.

The Agonist: Alissa White-Gluz rebate Vicky Psarakis e nega querer derrubar a bandaPlanet Rock: as maiores vozes da história do rock

Se nos lançamentos anteriores o ouvinte tinha uma sensação que havia algo faltando, um sentimento de algo feito às pressas aqui encontrou exatamente o oposto. "Khaos Legions" em suas 14 músicas e quase uma hora e dez minutos de audição, nos encanta, prende a nossa atenção e faz viajar. É um disco maduro, com muito cuidado, harmonias muito bem feitas, peso na medida certa e muita melodia. Angela Gossow cantando muito bem, com agressividade na medida certa e muito feeling e para variar, com os irmãos Amott dando um show nas guitarras com solos altamente inspirados com cada um expondo suas qualidades e influências.

A cozinha formada por Sharlee D'Angelo e Daniel Erlandsson tem uma pegada forte e segura. Como destaques, vale a pena apontar as faixas "Bloodstained Cross" aliando peso com melodia e um refrão grudento para sair cantando junto já na primeira audição. A cadenciada "No Gods, No Masters" é o ponto alto do disco, com guitarras afiadas e uma cozinha segura. "Under Black Flag We March" nos faz lembrar o álbum "Doomsday Machine" aliando partes mais cadenciadas com outras mais rápidas e um solo de guitarra que sozinho já paga o CD. "Cruelty Without a Beauty" é uma pancada, rápida e pesada. Estes são apenas alguns destaques, mas o álbum ao todo é de muito bom gosto e vale a pena a audição por completo.

A produção ficou a cargo de Rickard Bengtsson e a mixagem e a masterização ficaram a cargo de Andy Sneap. Fizeram um excelente trabalho deixando o disco com um som polido, mas ao mesmo tempo cru e cristalino, tirando o melhor de cada instrumento. A bela capa ficou a cargo do renomado artista Brent Elliott White que já trabalhou para nomes como Megadeth e Death Angel.

"Khaos Legions" é um trabalho que vai resgatar aquele fã que estava meio inseguro quanto ao futuro da banda e também vai agregar uma nova safra à sua já enorme legião de apreciadores. Com este lançamento que seguramente é o melhor em tempos, a Arch Enemy se mostra revigorada e disposta a briga. Vai encarar?

Faixas:

01 - Khaos Overtorture
02 - Yesterday is Dead and Gone
03 - Bloodstained Cross
04 - Under Black Flags We March
05 - No Gods, No Masters
06 - City of the Dead
07 - Through the Eyes of a Raven
08 - Cruelty Without Beauty
09 - We are a Godless Entity
10 - Cult of Chaos
11 - Thorns of My Flesh
12 - Turn to Dust
13 - Vengeance is Mine
14 - Secrets


Outras resenhas de Khaos Legions - Arch Enemy

nullnullnullnull




GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Todas as matérias da seção Resenhas de CDs e DVDsTodas as matérias sobre "Arch Enemy"


The Agonist: Alissa White-Gluz rebate Vicky Psarakis e nega querer derrubar a banda

The Agonist: Alissa tenta matar a banda desde que foi demitida, diz Vicky PsarakisThe Agonist
"Alissa tenta matar a banda desde que foi demitida", diz Vicky Psarakis

Babymetal: Sabaton, Arch Enemy e rapper participam de novo álbumBabymetal
Sabaton, Arch Enemy e rapper participam de novo álbum

Fotos de Infância: Arch EnemyFotos de Infância
Arch Enemy

Angela Gossow: conselhos para bandas novas independentesAngela Gossow
Conselhos para bandas novas independentes

Doyle: Alisse White-Gluz me faz chorar quando malhamosDoyle
"Alisse White-Gluz me faz chorar quando malhamos"


Planet Rock: as maiores vozes da história do rockPlanet Rock
As maiores vozes da história do rock

Homossexualidade: 5 nomes da cena rock/metal que assumiramHomossexualidade
5 nomes da cena rock/metal que assumiram

Bruce Dickinson: deixando o cabelo crescer novamente em ato de rebeldiaBruce Dickinson
Deixando o cabelo crescer novamente em ato de rebeldia

AC/DC: "Chuck Berry foi o maior babaca que já vi na vida"Rock Progressivo: as 25 melhores músicas de todos os temposOlavo de Carvalho: Segundo ele, o Heavy Metal emburreceMetallica e Megadeth: músicas de uma com o vocal de outra

Sobre Júlio Neto

Ligado ao Heavy Metal há mais de 25 anos. Zineiro, produtor de shows underground. Colecionador voraz de CDs, vinil e livros. Fã incondicional do metal nacional, sempre apoiando as bandas e não deixando de adquirir seus materiais. Mora no sul da Bahia e apesar da distância, sempre a par do que acontece no underground.

Mais matérias de Júlio Neto no Whiplash.Net.

adGoo336|adClio336