Arch Enemy: Uma verdadeira aula de peso aliado a muita melodia

Resenha - Khaos Legions - Arch Enemy

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Por Júlio Neto
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Nota: 9

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Com muitos anos de estrada, vasta experiência e após sete álbuns de estúdio que a transformaram em um dos maiores nomes do gênero, com casas cheias onde quer que toquem, era de se esperar certo acomodamento. Mas não é o que encontramos aqui, “Khaos Legions” é com sobras um dos melhores trabalhos já lançados pelos suecos.
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Se nos lançamentos anteriores o ouvinte tinha uma sensação que havia algo faltando, um sentimento de algo feito às pressas aqui encontrou exatamente o oposto. “Khaos Legions” em suas 14 músicas e quase uma hora e dez minutos de audição, nos encanta, prende a nossa atenção e faz viajar. É um disco maduro, com muito cuidado, harmonias muito bem feitas, peso na medida certa e muita melodia. Angela Gossow cantando muito bem, com agressividade na medida certa e muito feeling e para variar, com os irmãos Amott dando um show nas guitarras com solos altamente inspirados com cada um expondo suas qualidades e influências.

A cozinha formada por Sharlee D’Angelo e Daniel Erlandsson tem uma pegada forte e segura. Como destaques, vale a pena apontar as faixas “Bloodstained Cross” aliando peso com melodia e um refrão grudento para sair cantando junto já na primeira audição. A cadenciada “No Gods, No Masters” é o ponto alto do disco, com guitarras afiadas e uma cozinha segura. “Under Black Flag We March” nos faz lembrar o álbum “Doomsday Machine” aliando partes mais cadenciadas com outras mais rápidas e um solo de guitarra que sozinho já paga o CD. “Cruelty Without a Beauty” é uma pancada, rápida e pesada. Estes são apenas alguns destaques, mas o álbum ao todo é de muito bom gosto e vale a pena a audição por completo.

A produção ficou a cargo de Rickard Bengtsson e a mixagem e a masterização ficaram a cargo de Andy Sneap. Fizeram um excelente trabalho deixando o disco com um som polido, mas ao mesmo tempo cru e cristalino, tirando o melhor de cada instrumento. A bela capa ficou a cargo do renomado artista Brent Elliott White que já trabalhou para nomes como Megadeth e Death Angel.

“Khaos Legions” é um trabalho que vai resgatar aquele fã que estava meio inseguro quanto ao futuro da banda e também vai agregar uma nova safra à sua já enorme legião de apreciadores. Com este lançamento que seguramente é o melhor em tempos, a Arch Enemy se mostra revigorada e disposta a briga. Vai encarar?

Faixas:

01 – Khaos Overtorture
02 – Yesterday is Dead and Gone
03 – Bloodstained Cross
04 – Under Black Flags We March
05 – No Gods, No Masters
06 – City of the Dead
07 – Through the Eyes of a Raven
08 – Cruelty Without Beauty
09 – We are a Godless Entity
10 – Cult of Chaos
11 – Thorns of My Flesh
12 – Turn to Dust
13 – Vengeance is Mine
14 – Secrets

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Sobre Júlio Neto

Ligado ao Heavy Metal há mais de 25 anos. Zineiro, produtor de shows underground. Colecionador voraz de CDs, vinil e livros. Fã incondicional do metal nacional, sempre apoiando as bandas e não deixando de adquirir seus materiais. Mora no sul da Bahia e apesar da distância, sempre a par do que acontece no underground.

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