King Kobra: mirando a fase áurea do Hard norte-americano
Resenha - King Kobra - King Kobra
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 31 de maio de 2011
Nota: 8 ![]()
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Heh...! Lá pelos meados dos anos 1980 muitos taxavam o lendário Carmine Appice como sendo um verdadeiro ‘vendido’, um ‘mercenário’ que trocou a boa música do Vanilla Fudge e Cactus para montar o King Kobra, projeto voltado ao Hard Rock de apelo comercial e que estreou com "Ready To Strike" em 1985. Mas, ainda que o som e (principalmente) as fotos da época justificassem a ira da crítica e dos velhos fãs, este subestimado debut conquistou boa parte do público amante do estilo.
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De qualquer forma, o próximo trabalho mostrou um King Kobra preterindo toda a distorção para investir em algo ainda mais açucarado e, daí em diante, nada mais deu certo. A cobra passou por várias encarnações, e a mais nova tentativa agora apresenta basicamente a formação original, mas contando com a voz de Paul Shortino (Rought Cutt, Quiet Riot) – já virou lenda o fato de o primeiro vocalista, Mark Free, ter feito uma operação para troca de sexo e adotado o nome Marcie Free, para desde então renegar toda a testosterona do passado.
Mas como soa o King Kobra do novo milênio, com um novo cantor? Bem, assim como Free, Shortino é dono de um timbre bastante particular e o resultado oferece uma dinâmica bem diferente, mas novamente repleto de feeling. Assim, o sétimo e novo álbum, batizado simplesmente como "King Kobra", foi construído com arranjos simples e que, propositadamente, visam resgatar a fase áurea do Hard Rock norte-americano, o que é refletido até mesmo na capa do disco, de traços gráficos tão simples.
E, mesmo que o campo vocal ofusque parcialmente a identidade que muitos poderiam esperar da banda, "King Kobra" convence por não soar forçado. Veteranos até o osso, David Michael Philips e Mick Sweda destilam muitos riffs bacanas e de força melódica, além de Appice continuar a investir em batidas que sempre enriquecem as composições. A audição funciona muito bem, em especial pelo carisma de faixas como "Live Forever", com ótimo trabalho de voz, além dos 'rockaços' de "Turn Up The Good Times", "Midnight Woman" e "You Make It Easy".
Depois de tantos fiascos, compreensivelmente muitos podem não mais confiar no King Kobra. Mas o fato é que estes músicos, agora sem a afetação de outrora, com o nível capilar em baixa e bem mais pesados, conseguiram fazer um disco que tem tudo para atrair o interesse dos velhos fãs e arrebatar muitos entre a nova geração, principalmente por ter o amparo da Frontiers Records, um verdadeiro reduto quando se trata de Hard Rock e AOR de qualidade. Não deixem de conferir, os caras conseguiram superar as expectativas!
Contato:
http://www.myspace.com/officialkingkobra
http://www.carmineappice.com
Formação:
Paul Shortino - voz
David Michael Philips - guitarra
Mick Sweda - guitarra
Johnny Rod - baixo
Carmine Appice - bateria
King Kobra - King Kobra
(2011 / Frontiers Records - importado)
01. Rock This House
02. Turn Up The Good Times
03. Live Forever
04. Tear Down The Walls
05. This Is How We Roll
06. Midnight Woman
07. We Got A Fever
08. Top of the World
09. You Make It Easy
10. Cryin’ Turns To Rain
11. Screamin’ For More
12. Fade Away
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