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Anonymous Hate: Dez faixas de esmaga-crânio incessante

Resenha - Chaotic World - Anonymous Hate

Por Marcos Garcia
Em 29/05/11

Nota: 9

O Brasil é surpreendente em vários aspectos no tocante à cena Metal, e de onde menos esperamos (principalmente quando falamos no já mais que consagrado eixo SP-RJ-MG), temos gratas surpresas, e algumas delas se recusam a sair dos nossos aparelhos de som. E o ANONYMOUS HATE é algo de absurdo, pois é uma autêntica carnificina sonora.

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A banda, vinda do Norte do país, mais especificamente de Macapá, no Amapá, devotada ao Death Metal de raiz e bem cru, algo que mistura DEATH de início de carreira, NAPALM DEATH, CANNIBAL CORPSE e ANGEL CORPSE, e já enfocada antes aqui, com seu EP de estréia, ‘Worldead’, agora retorna com seu primeiro Full Length mais que merecido, feito com muita garra, suor e vontade de ferro, que transparece de forma bruta e agressiva em seu som.

A produção visual é muito boa, com uma capa bem legal, encarte com letras e informações presentes, e a produção sonora, apesar de não ser maravilhosa, está em um nível bem acima da média, pois todos os instrumentos são ouvidos perfeitamente, bem como as nuances da banda ficam bem claras, a ponto de se perceber claramente a evolução sonora deles em relação ao EP, pois a banda acrescentou um pouco de técnica à brutalidade já presente e dá no que dá: uma autêntica muralha sonora, mas bem feita, e termina por conferir ao quinteto uma persona bem definida, apesar do estilo já ter sido muito explorado. Mas os rapazes não se preocupam em ser os mais originais, e justamente este é o ponto mais forte de sua música, junto com as letras, que fogem da batida trilogia capetismo pueril-banhos de sangue-pesadelos non sense, investindo pesado em temas sociais e mensagens bem construídas, em uma expressividade bem violenta.

Ademir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | Andre Sugaroni | André Silva Eleutério | Antonio Fernando Klinke Filho | Bruno Franca Passamani | Caetano Nunes Almeida | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Eduardo Ramos | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cristofer Weber | César Augusto Camazzola | Dalmar Costa V. Soares | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Eric Fernando Rodrigues | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Helênio Prado | Henrique Haag Ribacki | Jesse Silva | José Patrick de Souza | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcelo H G Batista | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Ricardo Dornas Marins | Sergio Luis Anaga | Sergio Ricardo Correa dos Santos | Tales Dors Ciprandi | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Tom Paes | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva

São dez faixas de esmaga-crânio incessante, de Death Metal violento e extremamente esporrento, na medida para quem quer ter a desforra encima dos chatos que tendem a pôr ‘música’ de gosto questionável em carros em altos volumes. Da ótima ‘Profanation’, que abre o CD com uma alternância de climas, excelentes bases de guitarras e vocais completamente agonizantes; Já em ‘Brazil Massacreland’, uma faixa bem curta (pouco mais de 2 minutos), alterna velocidade e cadência na mesma medida da anterior, embora passe mais tempo na levada mais lenta; em ‘Sea of Blood’, mais um massacre de guitarras, mas a bateria se sobressai, graças aos bumbos extremamente velozes e variações rítmicas. Em ‘Seed Falls’, uma faixa com um andamento extremamente empolgante, temos solos com momentos um pouco mais melodiosos, algo semelhante ao visto no ‘Show no Mercy’, bem como na faixa seguinte, ‘Indifferent’, com mais momentos ‘old’ AUTOPSY; ‘Tears of Blood’ novamente trás o clima do SLAYER de seu primeiro disco, devido aos andamentos um pouco mais lentos, e com vocais animalescos e baixo bem presente e dando peso; ‘Worldead’, já vista antes no EP, é outra facada bem dada (no bom sentido), pois sangra em vitalidade e peso absurdos; já ‘In the Way’ volta o clima mais cadenciado de antes, mas a opressão sonora é algo digno de menção honrosa. E tome mais pancada em ‘Suffering’, onde os vocais e backing vocals dão um show à parte. O CD fecha em grande estilo com a extremamente bruta ‘Empire and Faith’.

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Agora, arrume o seu, ponha bem alto quando um pateta passar com carro de som alto, ouvindo funk, e grite a plenos pulmões: "Chegou a hora do acerto de contas, panaca"!!!
Recomendado demais!

Em tempo: o vocalista Carlos Haussler saiu da banda depois das gravações, e Victor Figueiredo é seu substituto. E o CD é uma homenagem póstuma a Antônio ‘Tosco’ Júnior.

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Formação:
Victor Figueiredo – Vocals
Fabrício Góes – Guitarra/vocais
Heliton Coêlho – Guitarra solo
Romeu Tetrus - Baixo
Alberto Martínez – Bateria

Tracklist:

01. Profanation
02. Brazil Massacreland
03. Sea of Blood
04. Seed Falls
05. Indifferent
06. Tears of Blood
07. Worldead
08. In the Way
09. Suffering
10. Empire and Faith

Contatos:

[email protected]
http://www.myspace.com/anonymoushateap
(96)8122-1074/9122-7070/9132-8967


Outras resenhas de Chaotic World - Anonymous Hate

Anonymous Hate: Um bom debut desta banda de Macapá

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Sobre Marcos Garcia

Marcos Garcia é Mestrando em Geofísica na área de Clima Espacial, Bacharel e Licenciado em Física, professor, escritor e apreciador de todas as subdivisões de Metal, tendo sempre carinho pelas bandas mais jovens e desconhecidas do público, e acredita no Underground como forma de cultura e educação alternativas. Ainda possui seu próprio blog, o Metal Samsara, e encara a vida pela máxima de Buda "esqueça o passado, não pense no futuro, concentre-se apenas no presente".

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