Sanguinea: Gothic Metal com letras em português
Resenha - Vermilion - Sanguinea
Por Carlos Eduardo Garrido
Postado em 16 de abril de 2011
Quando recebi o debut da banda SANGÜINEA, pouco ou nada sabia sobre ela. Ainda antes de colocar a bolachinha pra rodar, fui buscar informações sobre o grupo goiano, formado por Ricardo Machado (guitarra e vocal), Cristian Dean (guitarra), Vinícius Braga (baixo), Fabrício de Castro (teclado e vocal) e Kamilla Perillo (bateria). E fiquei muito feliz ao saber que praticavam um Gothic Metal com letras em português e com influências muito boas, como MOONSPELL, TYPE O NEGATIVE, RAMMSTEIN, METALLICA, IRON MAIDEN entre outras.

E o resultado não poderia ser diferente do encontrado em "Vermilion". Logo na faixa de abertura, "Misantropia", a banda já mostra à que veio. Teclado dando um tom soturno, ritmo cadenciado e forte, bom desempenho da banda como um todo e o vocal ora mais melodioso, ora gritado. Uma das melhores do álbum, sem dúvida alguma.
"Renfield" lembra bastante os portugueses do MOONSPELL, com bons riffs de guitarra e um vocal bastante grave e melodioso. Aliás, a banda acerta mais quando utiliza esse estilo vocal do que aquele mais agressivo.
A terceira faixa, "Versos Íntimos", é uma homenagem ao poeta Augusto dos Anjos, pois trata-se de um de seus poemas musicados. O resultado ficou à altura, com o vocal praticamente recitando o poema e um instrumental pesado e bem encaixado.
Gustavo Anunciação Lenza | Roberto Luis Pertsew | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Luis Alberto Braga Rodrigues | Reginaldo Manuel Soares de Faria | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Com um clima soturno propiciado pelos teclados que lembram DIMMU BORGIR, "Spiral" é outro bom momento do álbum, com grande desempenho do baixista.
"Remorso Póstumo" é outro poema musicado, dessa vez do autor francês Charles Baudelaire. O saldo, mais uma vez, é muito positivo, com seu clima arrastado, que hora acelera e hora diminuí.Enquanto "Psicodrama" vai à mesma linha da anterior, porém, sem o mesmo brilho, apesar de ter um bom refrão.
Assim como "Diário de Nosferatu" que também não consegue manter o mesmo nível das cinco primeiras faixas. Porém a seguinte obtém tal êxito. "James Dean Deadstyle" é uma música veloz e deveras empolgante, figurando fácil dentre as melhores do álbum.
A última música de "Vermilion" é a única em inglês. "Alice in Wrongland" tem um bom instrumental e um vocal forte. Mas a impressão que dá é que o vocalista se sai melhor com as letras no "idioma-mãe". Parece que no idioma bretão as letras não se encaixam tão bem em suas linhas vocais. O que é estranho, uma vez que geralmente o que acontece é o inverso.
Falando nas letras em português, elas causam certa estranheza nas primeiras audições, não há como negar isso. Porém, depois que se acostuma, elas fluem muito bem e se encaixam bem nas músicas e no propósito da banda. O idioma pode ser o grande trunfo da SANGÜINEA ou também o grande problema. Já que sabemos o quão xiitas são os fãs de Heavy Metal. De qualquer forma, a proposta é inovadora e corajosa.
Algumas ressalvas ainda devem ser feitas. A produção do debut está bastante cristalina, todos os instrumentos estão audíveis. Mas talvez um pouco mais de peso na guitarra não iria fazer mal. A parte gráfica, apesar de bem trabalhada, pecou um pouco, o tipo escolhido para escrever o título das músicas é de difícil assimilação e quase inteligíveis. Ainda bem que dentro do encarte, as letras em si são mais fáceis pra serem lidas.
Acredito que se a banda mantiver o mesmo nível, e não esbarrar nos problemas com o idioma, poderá deixar sua cripta e ir muito mais longe.
Track-List:
1- Misantropia
2- Renfield
3- Versos Íntimos
4- Spiral
5- Remorso Póstumo
6- Psicodrama
7- Diário de Nosferatu
8- James Dean Deadstyle
9- Alice in Wrongland
Sangüinea – Vermilion (Personal Life, 2008)
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