Revamp: Um disco elegante e de personalidade
Resenha - Revamp - Revamp
Por Júlio André Gutheil
Postado em 02 de abril de 2011
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
O anúncio do fim das atividades do After Forever foi um choque enorme para a legião de fãs de Floor Jansen e sua trupe. A banda se mantera firme, sempre lançando ótimos trabalhos após a saída de Mark Jansen em 2002, e o fim da banda soou completamente sem sentido tanto para fãs como para a imprensa especializada. Talvez nunca saibamos com certeza o que motivou a dissolução do grupo, mas ao menos existe o alento que seus integrantes empenham-se em novos projetos. Novas idéias que não deixam o espírito criativo de músicos tão talentosos esmorecer. E um deles é este Revamp.
Revamp - Mais Novidades
Floor não perdeu tempo; o mais rápido que pode começou a recrutar músicos e compor novas canções, para que este projeto, que por muitas vezes chamou de "filho", pudesse estar pronto para os fãs em pouco tempo. Essa pressa talvez tivesse feito com que o resultado final do trabalho não fosse esmerado, polido e no seu total potencial; mas por sorte isto não aconteceu, já que este disco auto-intitulado nos traz belas composições, que de fato remetem ao que o finado After Forever já fez nos seus praticamente quinze anos de estrada, mas com uma energia renovada, uma cara nova, uma Floor menos lírica e mais visceral em algumas passagens, soltando-se muito mais.
Trata-se de um disco elegante e de personalidade. Todas as músicas são muito boas, mas destacaria como pontos altos "Million", "Break" a saga "In Sickness ‘Till Death Do Us" (dividida em três partes) e a belíssima balada "Sweet Curse" que conta com a participação do excepcional Russel Allen (Symphony X), uma verdadeira pérola de beleza e bom gosto.
Como já tinha mencionado, existem ecos de After Forever, como os corais bombásticos, orquestrações e passagens líricas. Porém existe também uma gama muito maior de outras influências, que deixam a sonoridade bem mais abrangente, interessante e com bastante feeling nas composições. Floor tem personalidade, e busca fugir dos clichês que a consagraram com uma das principais front-women do cenário heavy metal nos anos 2000, buscando novos desafios, não vivendo à sombra de seu passado ilustre de After Forever. E isso faz com que este "Revamp" seja um disco realmente muito interessante, e que dá muitas esperanças para os fãs sobre o futuro da mesma.
Vale destacar toda a parte de gravação do disco. A produção é impecável, de um profissionalismo total, empenhado em oferecer o público um material de altíssima qualidade. Joost van den Broek é quem assina a produção, com a parceria de Arno Krabman, com Floor cuidando de tudo proximamente, exercendo o papel de produtora executiva.
Em suma: animador o resultado deste primeiro trabalho. Talvez ainda careça de alguns pequenos detalhes de composição, algo que dê uma característica realmente única para eles, mas pelo que se mostrou neste competente debut, acredito que os lançamentos futuros do Revamp serão ainda melhores.
Revamp é composto por:
Floor Jansen – Vocais
Arjan Rijnen – Guitarra
Jord Otto – Guitarra
Jaap Melman – Baixo
Ruben Wijga – Teclados e sintetizadores
Mathias Landes – Bateria
Track List:
1. Here’s my Hell
2. Head up High
3. Sweet Curse
4. Million
5. In Sickness ‘Till Death Do Us(Part I: All Goodbys are Said)
6. Break
7. In Sickness ‘Till Death Do Us (Part II: Disdain)
8. In Sickness ‘Till Death Do Us (parti III: Disgraced)
9. Kill me with Silence
10. Fast Forward
11. The Trial of Monsters
12. Under my Skin
13. I Lost Myself
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O artista que é "a essência do rock", segundo James Hetfield do Metallica
58 shows internacionais de rock e metal para ver no Brasil em julho
A única banda em que Geddy Lee entraria "sem pensar duas vezes"
O melhor disco dos anos 80, segundo a Classic Rock
Savatage gravará show com orquestra no Anfiteatro da Pompeia
A banda clássica dos anos 70 que Noel Gallagher chamou de "uma merda"
Nergal anuncia que o Behemoth suspenderá atividades em 2027
Após quatro décadas, formação original do Slaughter se reúne
Como Black Sabbath teve dois cantores seguidos que interpretaram Jesus Cristo?
A infância cubana que transformou Dave Lombardo em baterista
Qual seria a melhor música de cada álbum do Iron Maiden?
A música do Black Sabbath que ganhou um novo significado para Geezer Butler
A música clássica do Pink Floyd que nasceu de uma trolagem feita com Rick Wright
A canção do Iron Maiden que arrepia Bruce Dickinson; "genial"
Black Swan - Quando a experiência se transforma em poder de fogo
Quem é melhor, Ringo Starr ou Charlie Watts? John Lennon tinha a resposta
O álbum do Pink Floyd que nunca envelhece, segundo Sammy Hagar
O disco do Metallica que James Hetfield acha "um tanto trabalhoso" de se ouvir


Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
"MI'RAJ" - quando Edu Falaschi troca a velocidade pela emoção e encerra trilogia com maturidade
A Lapidação da alma: O triunfo conceitual do Big Big Train em "Woodcut"
HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
"Betrayed By Obedience", do Infected Cells, é death metal bruto, técnico e direto
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos



