Vhäldemar: Power rasgado digno de maior reconhecimento
Resenha - Metal To The World - Vhäldemar
Por Felipe Kahan Bonato
Postado em 11 de março de 2011
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Os espanhóis do VHÄLDEMAR continuam a consolidar sua bem sucedida carreira. Mesmo no saturado power metal, a banda consegue criar, novamente, verdadeiros hinos em guitarras realmente matadoras. Em seu terceiro álbum, "Metal To The World" (nova roupagem do auto intitulado de 2010, mas sob o selo de uma gravadora agora), os vocais permanecem inovando ao ser, em alguns momentos, mais ásperos do que o convencional, tendendo ao melodic death.

Na nova disposição do disco, que abre com as normais "Light And Darkness" e "Action", as quais ocupavam uma posição mais para o final no álbum lançado de forma independente em 2010, o VHÄLDEMAR parece apresentar primeiro seu power mais tradicional, sem esbanjar tanto em suas guitarras, que aparecem mais no solo ao final da segunda faixa. "My Nightmare" é mais sombria apesar de mais lenta e traz guitarras mais limpas e melódicas destoando um pouco das bases abafadas que sempre acometem o gênero que a banda explora. O refrão com o apoio de backings acaba engrandecendo a boa faixa, que flerta com um heavy metal mais tradicional apesar dos vocais bem marcados.
As guitarras roubam a cena de vez no hino "Metal Of The World", na qual Carlos Escudero mostra também toda sua competência como vocalista. "Wartime", por sua vez, apesar de explorar bases similares ao que fora apresentado, ainda começa com uma introdução de duelos de espada seguidas por guitarras soladas em alta velocidade, fugindo um pouco da ordem natural das demais faixas oferecidas.
É em "Saints Of Hell" que a veia mais guerreira do VHÄLDEMAR aparece, em um típico hino power metal, que cumpre bem seu papel dentro do álbum apenas por trazer o refrão mais lento com a sobreposição das vozes. "Arrows Flying High" é uma boa tentativa de fugir das bases um pouco já batidas (tão batidas quanto a repetição de tal comentário) e de tirar um pouco o foco da voz de Escudero. O andamento da segunda parte da música é muito interessante e introduz outro bom solo de guitarra, ligeiramente externo ao power.
"Bastards" traz guitarras mais uma vez empolgadas e um refrão um pouco hard rock, matendo o peso tradicional da banda. Na sequência, tem-se outro hit, "Rivers Of Blood", faixa que abria o disco lançado previamente. Não à toa, pois já mostrava a intensidade dos vocais e o bom entrosamento dos músicos. O refrão mescla a linha de "Bastards" com a de "Saints Of Hell", não mostrando tanta novidade. Dessa forma, preferia que estivesse localizada mais no começo do álbum. "Dusty Road" é outra que se enquadra no perfil das citadas anteriormente e, vibrante, acaba tendo o mesmo problema de deslocamento para o fim do álbum.
Por outro lado, "Wild Hearts" encerra bem o disco pois, apesar de ter a mesma atmosfera das demais, acaba tendo um clima mais de encerramento, com as guitarras mais contidas no refrão. O solo de guitarra mais introspectivo e o fechamento da faixa também colaboram com isso. Mas o que de fato encerra o álbum é uma boa releitura instrumental de um tema de Bach, que emenda em "Old King’s Visions (III)" que faz um bom apanhado da carreira do VHÄLDEMAR, sendo uma música complexa que deveria ter seus pares nesse bom "Metal To The World".
Aliás, pode-se dizer que "Metal To The World" é um disco para quem gosta de vocais mais rasgados, quase melodeath e de um power básico bem influenciado pelo heavy mais tradicional. De novidade, apenas as boas composições e o gás renovado dos espanhóis que realmente sabem aproveitar suas boas ideias. Merece destaque também o bom trabalho dos guitarristas, que sempre adicionam bons solos e dão toques diferentes às bases para fugir do lugar comum, sendo esse o grande diferencial do álbum. Recomendado a quem busca uma banda não tão tradicional do gênero, mas que merece um reconhecimento maior dentro do power metal. Sucesso aos espanhóis!
Integrantes:
Carlos Escudero – voz, guitarra
Pedro Monge – guitarra, teclados
Aitor López – guitarra
Óscar Cuadrado – baixo
Álex de Benito - Bateria
Faixas:
01. Light And Darkness
02. Action
03. My Nightmare
04. Metal Of The World
05. Wartime
06. Saints Of Hell
07. Arrows Flying High
08. Bastard
09. River Of Blood
10. Dusty Road
11. Wild Hearts
12. Bach's Invention (Instrumental)
13. Old King's Visions (III)
Gravadora: Arise
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As duas músicas do Metallica que Hetfield admite agora em 2026 que dão trabalho ao vivo
A música de Raul Seixas que faria ele ser "cancelado" nos dias de hoje
Festival SP From Hell confirma edição em abril com atrações nacionais e internacionais do metal
A música "mais idiota de todos os tempos" que foi eleita por revista como a melhor do século XXI
Marcello Pompeu lança tributo ao Slayer e abre agenda para shows em 2026
A banda de rock que lucra com a infantilização do público adulto, segundo Regis Tadeu
Cinco discos de heavy metal que são essenciais, segundo Prika Amaral
Como é a estrutura empresarial e societária do Iron Maiden, segundo Regis Tadeu
O clássico que é como o "Stairway to Heaven" do Van Halen, segundo Sammy Hagar
Derrick Green explica por que seu primeiro disco com o Sepultura se chama "Against"
Tony Iommi tem 70 guitarras - mas utiliza apenas algumas
Matt Sorum admite que esperava mais do Velvet Revolver
O cantor que Glenn Hughes chama de "o maior de todos"
O guitarrista que usava "pedal demais" para os Rolling Stones; "só toque a porra da guitarra!"
Derrick Green relembra rejeição às músicas novas do Sepultura na turnê de 1998 com o Slayer
Steve Harris diz que um dos melhores álbuns do Iron Maiden não tem Bruce Dickinson no vocal
O motivo que fez Clive Burr sair do Iron Maiden, segundo Steve Harris
Quem é melhor, Ringo Starr ou Charlie Watts? John Lennon tinha a resposta


Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Anguish Project mergulha no abismo do inconsciente com o técnico e visceral "Mischance Control"
Motorjesus pisa fundo no acelerador, engata a quinta e atropela tudo em "Streets Of Fire"
Nightwish: Anette faz com que não nos lembremos de Tarja
Megadeth: Mustaine conseguiu; temos o melhor disco em muito tempo



