Divine Element: Não é original, mas transparece sinceridade
Resenha - Divine Element - Divine Element
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 25 de janeiro de 2011
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Mais Heavy Metal made in Grécia! Tendo iniciado suas atividades na Atenas de 2002, as coisas parecem transcorrer lentamente para o Divine Element. Ao longo deste período o pessoal liberou somente uma mísera demo e nada mais, a não ser tocar onde pudessem e correr constantemente atrás de um selo que ajudasse a financiar o tão desejado álbum de estreia. Nada conseguiram de concreto, mas tantos obstáculos apenas servem para serem transpostos, não é mesmo?

Pois bem, então a alternativa foi arregaçar as mangas e fazer as coisas acontecerem de forma independente. Houve muita preocupação por parte do Divine Element para que seu debut auto-intitulado chegasse ao público da forma mais profissional possível, a começar pelo esmero de um bonito acabamento gráfico todo em digipak e seguindo a velha tradição das ilustrações contrastadas – a seção que retrata os músicos ficou magnífica! E tudo para embalar canções cujas gravações demoraram nada menos do que três anos para serem concluídas.
O resultado final provou que os esforços valeram a pena. "Divine Element" misturas vários dos subgêneros metálicos e, ainda que consideravelmente melódico, consegue manter toda uma atmosfera extrema. Seja com a propensão de passagens velozes ou pelos ritmos mais calmos e melódicos, tudo se mantém muito bem estruturado. O Thrash, Death e Black Metal são veias explodindo frequentemente, e ainda com alguns elementos acústicos espalhados para enriquecer corpo de algumas faixas.
O áudio é adequadamente forte e ríspido, com toda aquela testosterona nada polida e tipicamente underground. Não há espaço para vacilos, está tudo lá: guitarras, baixo e bateria, tudo aparecendo certinho. É meio complicado eleger destaques entre as seis canções propriamente ditas, mas por ora este escriba tem alguma predileção pelas espetaculares "Dawn Of Battle" e a longa "Crossing The Rubicon", que encerra os 45 minutos de audição com um forte sentimento épico.
Sem ser original, apenas sincero até o fundo do coração, o Divine Element provou se capaz de fazer um som muito interessante a ponto de, quem sabe, ser um degrau para alcançar o devido prestígio pelo underground grego. Esse é um dos 500 discos espalhados pelo planeta, mas o headbanger que curte Primordial, Bathory e o início da carreira do Amon Amarth poderá ter grande interesse em baixar essas canções em www.myspace.com/divineelement.
Formação:
Alchemist - voz e baixo
Nihilus Ayloss - guitarra e sintetizadores
Jahrold - guitarra
Loukas - bateria
Divine Element - Divine Element
(2010 / independente – importado)
01. Introitus
02. Of Darkness
03. A Day For The Hunter, A Day For The Prey
04. Dawn Of Battle
05. Ancient Pride (Necromantia Cover)
06. Fall Of Purity
07. Crossing The Rubicon
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Os oito discos essenciais do thrash alemão, segundo a Ultimate Guitar
Os 50 artistas de rock e metal mais ouvidos de todos os tempos no Spotify
O único membro do Metallica que saiu por conta própria, segundo Lars Ulrich
As 5 maiores bandas da história do heavy metal, em lista da Forbes
Neil Peart, David Gilmour e Sid Wilson não concordam sobre o maior baterista do mundo
O tempo que Lemmy Kilmister levou para escrever "Mama, I'm Coming Home"
O vocalista que deu cano em Slash, e o guitarrista descobriu que ele estava com medo
Skid Row anuncia seu novo vocalista, Justin Sargent
O pedido que Steve Harris negou a Nicko McBrain no primeiro show com o Maiden
Falta de dedicação teria afastado o baterista Nick Menza do Slayer, segundo Kerry King
O jovem guitarrista inovador que fez Eric Clapton lembrar da primeira vez que viu Prince
A mensagem que Ronnie James Dio quis passar em "Stand Up and Shout"
Isa Nielsen anuncia nova banda de death metal e toca Sarcófago com Aquiles Priester
Doro Pesch relembra quando foi salva da morte por uma força celestial
Humberto Gessinger e Andreas Kisser apontam o que faltou ao rock nacional dos anos 80
O hábito nojento que a fenomenal Lita Ford incentivava nos fãs em seus shows
As regras do Prog Metal
A música mais tocada e a menos tocada de cada álbum do Iron Maiden

"Gates of Twilight", a estreia certeira do Wings of Steel
"From The Dark"; "apenas" um disco solo de Tony Iommi que evoca o Black Sabbath com Dio
Nunslaughter retorna disparando blasfêmia de grosso calibre no ótimo "Satanic Chaos Legions"
Immolation mantém a extremidade intacta com "Descent"
The Hellacopters revê sua transformação em "Cream Of The Crap! Volume 3"
O ocultismo britânico ganhou novos contornos com "Woodland Rites" do Green Lung
Biohazard retorna afiado com "Divided We Fall"
Tyketto recupera o fôlego com "Closer to the Sun", seu primeiro disco em uma década



