Charm City Devils: Aposta segura (até demais) de Nikki Sixx

Resenha - Let's Rock-N-Roll - Charm City Devils

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Por Felipe Kahan Bonato
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Nota: 7

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Lançado via Eleven Seven Music pelo baixista do MOTLEY CRUE, Nikki Sixx, responsável também pelo nome da banda, os americanos do CHARM CITY DEVILS apresentam seu debut em 2009, trazendo uma boa coletânea de hard rock, reproduzindo quase que de maneira covarde o som do AC/DC, JET, SOUL DOCTOR, entre outros.
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Realmente, o som da banda resgata grandes ídolos do rock, como na faixa título que abre o disco e que lembra muito “Highway To Hell”, do AC/DC. A semelhança não se baseia somente nos vocais, mas na construção da faixa que inclui seu refrão. Em “House of Fire” o mesmo estilo persiste, mas em maior intensidade, bem marcada pela bateria. “10,000 Miles” carrega mais uma vez o mesmo vocal, porém mais rasgado e com guitarras mais sujas, remetendo mais ao SOUL DOCTOR. Em “Best Of The Worst”, outro single do conjunto, tem-se uma balada mais emocional e introspectiva, resultando em uma bela faixa.

“True Love”, por sua vez, recorta muito claramente o QUEEN em seu início, mas consegue se desprender com a voz de Allen e a guitarra solo ao final. “Money” investe em algo menos trabalhado e mais direto, soando como “My Devil's Song”, do POETS & PORNSTARS. “One Day” tem mais swing, é pegajosa e moderna, mas prossegue sem traço algum de originalidade, o qual surge na temática de outra faixa lenta, “Almost Home”, que versa sobre a doença da mãe do vocalista, mostrando como a banda lida de um modo diferente com as letras. Outra amostra disso é o conteúdo forte de “Night Is Dark”, que consegue ser lenta, pesada, mas sem se distanciar do que o BLACK SABBATH sempre fez, como fica evidente no solo vocal. “Pour Me” também segue com uma melodia mais suja, a exemplo de sua precedente e de “10,000 Miles”, porém mais grave. “Burn Baby Burn” retorna às influências punk, abusando de uma face sleaze ainda não evidenciada, mas que acaba fechando a retrospectiva trazida pela banda.

De fato, o grande pecado do CHARM CITY DEVILS é a descarada repetição, embora competente, de algo já existente. Sem criar e expor sua identidade pessoal, os americanos se posicionam em uma zona de conforto, na qual protegem a criatividade de suas composições. Não se trata de um CD entediante, mas de ideias excessivamente plagiadas de outras canções. No entanto, não sei se por coincidência, a segunda metade do disco começa a ter andamentos mais diferentes e que fogem um pouco da principal crítica exposta.

Dessa forma, a aposta pode ser justamente no futuro da banda, que certamente consegue fazer um hard rock de alto nível, com uma voz versátil ao seu dispor, um baixista a altura do líder de sua gravadora e um entrosamento de guitarras e bateria muito interessante. Assim, vale esperar pelo próximo álbum porque, pelo primeiro, pode-se afirmar que Nikki Sixx acabou errando, ainda mais com tantos lançamentos bons que chegaram ao mercado naquele ano.

Integrantes:
John Allen - vocais
Nick Kay - guitarra
Victor Karrera - guitarra
Anthony Arambula - baixo
Jason Heiser - bateria

Faixas:
1. "Let's Rock-N-Roll (Endless Road)"
2. "House Fire"
3. "10,000 Miles"
4. "Best Of the Worst"
5. "True Love (Hell Yeah)"
6. "Money"
7. "One Day"
8. "Almost Home"
9. "Night Is Dark"
10. "Pour Me"
11. "Burn Baby Burn"

Gravadora: Eleven Seven Music

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Sobre Felipe Kahan Bonato

Felipe Kahan Bonato: Nascido em 88, há mais de 10 anos - por enquanto - escuta praticamente qualquer subgênero de rock e metal, explorando principalmente bandas mais desconhecidas. Teve contato tardio com a guitarra, seu instrumento preferido, optando então em seguir a carreira de Engenheiro de Produção e em contribuir esporadicamente com resenhas no Whiplash.

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