Firecracker: em sua estreia, com um nome equivocado
Resenha - Born Of Fire - Firecracker
Por Felipe Kahan Bonato
Postado em 12 de agosto de 2010
Nota: 6 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
A título de curiosidade, FIRECRACKER pode simplesmente ser traduzido como um pequeno explosivo. Nessa mesma lógica, a banda lança, em 2010, "Born Of Fire", seu primeiro disco. Contudo, se a ideia do grupo era soar como seu nome, é melhor começar a pensar em outro.

Vinda da Suécia, a banda toca um rock progressivo com algumas influências de hard rock e de nomes como o seu conterrâneo YNGWIE MALMSTEEN, FATES WARNING e d o VINDICTIV, banda esta da qual provém seu guitarrista e tecladista. Conta também com o bom timbre de Tommy Kerevik, que por vezes remete a KISKE.
Partindo para o álbum em sim, a estreia da banda é razoável, com músicas vagas, sem muita força nas composições, que parecem incompletas. Relativamente repetitivo, tem solos, tanto de guitarras como de teclados, em sua maioria não inspirados, buscando apenas virtuosismo. Nas faixas instrumentais, "Instru(metal)" e "Speed Devil", tem-se exemplo do virtuosismo no qual a banda investe deslocadamente nas demais canções e que deveria justamente ser reservado principalmente às duas, dando mais espaço ao feeling, ausente em "Back Broken", que resume bem a principal crítica ao disco.
Apesar disso, a inicial e calma "Blind Date" parece dosar bem as influências da banda e os instrumentos, mesmo com guitarras relativamente simples e sem tanta profundidade. "Second Self" é uma das melhores composições, com muitas variações nos vocais e nos andamentos, flertando com um rock mais moderno. No entanto, é em "Gamekeepers song" que a banda parece admitir suas limitações e trabalha bem com elas, com seu vocalista em uma performance segura, além de explorar bem as flutuações de atmosfera, com ótima bateria e partes lentas muito bonitas. Em "The Refrain", tem-se uma bela faixa, porém com o mesmo deslize na repetição, no virtuosismo e no preenchimento, o qual podia contar com um baixo mais presente.
Em "Born Of Fire", tem-se uma banda tentando encontrar e definir suas influências e seu rumo. Um bom CD, ligeiramente heterogêneo, que mostra que há ainda um longo caminho a ser percorrido. Mas mesmo com seus pontos negativos, o FIRECRACKER conseguiu mostrar que tem um diferencial que deve ser aproveitado: a maestria em compor canções mais lentas e talvez mais acessíveis, que fundem bem seu lado prog com o leve hard rock apresentado. Assim sendo, é melhor para o grupo nos próximos álbuns não forçar seu virtuosismo e ressaltar essas suas virtudes. Portanto, vale a pena continuar acompanhando os trabalhos da banda. Boa sorte aos suecos!
Integrantes:
Fredrik Folkare – Baixo
Hasse Wazzel – Bateria
Pontus Larsson – Teclados
Stefan Lindholm – Guitarras
Tommy Kerevik – Vocais
Faixas:
1. Blind Date
2. Second Self
3. Gamekeepers Song
4. Speed Devil
5. Back Broken
6. The Refrain
7. A Place Called Behind
8. Instru(metal)
Gravadora: Escape Music
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



11 bandas de metal que são carregadas nas costas por um único integrante
Nightwish tem novas músicas, mas só volta em 2028, afirma Tuomas Holopainen
Soundgarden fará show do intervalo na abertura da temporada 2026/27 da NFL
A faixa do Guns N' Roses em que Axl Rose atingiu a nota mais alta de sua carreira
A melhor voz do pop de todos os tempos, segundo Keith Richards
Loudwire lista os 35 melhores discos de metal de 1991 e inclui brasileiro
O álbum de heavy metal preferido de Rob Halford, vocalista do Judas Priest
As três melhores músicas do Megadeth segundo Dave Mustaine
Astros do rock prestam homenagem a Dolly Parton
Mamonas Assassinas: a história das fotos dos músicos mortos, feitas para tabloide
Como a morte da mãe de Bono deu origem à música que o U2 mais tocou ao vivo
Paul McCartney elege os 3 maiores bateristas do rock de todos os tempos
Mark Osegueda nega que Kerry King seja uma pessoa difícil de lidar
O álbum que foi um fracasso e um sucesso ao mesmo tempo, e pirou a cabeça de seu autor
O lendário escritor brasileiro que não curte rock progressivo: "Chatérrima"
A energia masculina tóxica das turnês com o Metallica que o Linkin Park enterrou no seu passado
A música que vocalista não queria gravar e se tornou um clássico do rock brasileiro
Heavy Metal: os dez melhores álbuns lançados em 1989

Kinetic Orbital Strike despeja treze bombas punk/crust destruidoras
Ürütaü - Trabalho de estreia, qualidade de veteranos
A Magia Ancestral do Green Lung: O Impacto Monumental de "Woodland Rites"
Resenha - Skylab VI - Cadê Meu… Álbum?
Os 50 anos de "Journey To The Centre of The Earth", de Rick Wakeman
Guns N' Roses: o último grande álbum de rock feito a mão



