Dismember: álbum coeso e sem encheção de lingüiça
Resenha - Dismember - Dismember
Por Glauco Silva
Postado em 20 de julho de 2009
Apesar de serem uma das mais incensadas bandas no meio death, o Dismember sempre teve um grave porém: a falta de alma. Vinte anos depois de começarem a carreira, é com enorme satisfação que vejo finalmente resolverem esse aspecto - o auto-intitulado álbum (que saiu por aqui via Hellion) é, possivelmente, o melhor que lançaram até hoje.

Veja bem: a característica que apontei acima nunca foi um demérito, sempre fui fã e possuo muitos CDs deles, mas como uma das bandas seminais do que veio a ser conhecido como death sueco, pra mim sempre ficaram atrás do Entombed. Porém, enquanto L-G Petrov e sua turma enveredaram por caminhos perigosos com o desenvolver da carreira, deixando aquele som cáustico para trás, estes "primos" mantiveram fidelidade absoluta ao death metal puro (tal qual o grande Unleashed), evoluindo mas nunca dando um passo em falso… e a epítome dessa evolução é o álbum que tenho em mãos: uma agressão madura, inteligente, melódica e - o mais importante - com muita personalidade.
São onze faixas relativamente curtas, mantendo a densidade no ponto e trazendo bem aquilo que o fã de barulho quer: pancadaria incessante, aqueles riffs hipnotizantes (com aquela leve e eventual puxada pro NWOBHM, que sempre funcionou) característicos, partes em que o peso convida instintivamente ao headbanging… mas não tem como não destacar o vocal do Matti: o cara está um ogro absurdamente raivoso, toda faixa é vociferada com um ódio incontido - ô coisa linda de se escutar! O resto do time mostra um entrosamento de idéias surpreendente, nem parece que só Mr. Karki e o guitar David são os membros originais remanescentes…
As que mais me chamaram a atenção - e isso desde a "aula" que deram em Sampa, outubro passado (link abaixo) foram a de abertura (que lembra bastante seu clássico debut), a porrada "Legion", o peso absurdo de "No Honour in Death" - capaz de causar enxaquecas brabas aos desavisados -, e principalmente a maravilhosa "Under a Blood Red Sky", que começa brutal e termina cem por cento Iron Maiden à la "Killers" (também, olha como começaram seu último show em São Paulo no vídeo abaixo).
Não há altos e baixos, "Dismember" apresenta-se como um álbum extremamente coeso e com zero encheção de lingüiça: é colocar o volume no talo, abrir uma cerveja e agitar… é só morbidez correndo solta e o death metal reinando. Se esse CD sobrar na sua frente, em alguma loja, não titubeie em levar pro caixa… e sabe o melhor de tudo? Esse álbum devolve o entusiasmo quanto a futuras produções destes mestres suecos… obrigatório!
Faixas:
1. Death Conquers All [3:48]
2. Europa Burns [3:33]
3. Under a Blood Red Sky [5:24]
4. The Hills Have Eyes [3:15]
5. Legion [3:22]
6. Tide of Blood [3:35]
7. Combat Fatigue [4:06]
8. No Honour in Death [2:29]
9. To End It All [3:51]
10. Dark Depths [3:47]
11. Black Sun [6:25]
Selo: Hellion, 2008 (BR)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O hit do rock nacional que boa parte do Brasil não sabe o que significa a gíria do título
Produtor de "Master of Puppets" diz que Kirk não gravou base no disco; "Tudo era o James"
O personagem invisível do Angra que merece mais destaque, segundo Rafael Bittencourt
A lendária banda inglesa de rock que fez mais de 70 shows no Brasil
Por que Geddy Lee achou que Anika Nilles não seria melhor opção para substituir Neil Peart?
A banda que foi "esmigalhada" pelo Metallica em 1988; "o baixo está baixo demais?"
Se Dave Murray sente tanta saudade da família, não seria lógico deixar o Iron Maiden?
O melhor riff da história do heavy metal, segundo Max Cavalera (ex-Sepultura)
A lenda da banda que foi batizada por suas músicas durarem menos do que 1 minuto
As cinco melhores músicas do Iron Maiden, segundo o Loudwire
As cinco piores músicas do Iron Maiden, segundo o Loudwire
Dave Mustaine afirma que não há motivos para não ser amigo dos integrantes do Metallica
Angra foi "várias vezes" atrás de Andre Matos, revela Felipe Andreoli
Dave Mustaine admite que pode não ter outra chance de falar com James Hetfield e Lars Ulrich
Mamonas Assassinas: a história das fotos dos músicos mortos, feitas para tabloide



"Ritual" e o espetáculo sensorial que marcou a história do metal nacional
Blasfemador entrega speed/black agressivo e rápido no bom "Malleus Maleficarum"
Tierramystica - Um panegírico a "Trinity"
GaiaBeta - uma grata revelação da cena nacional
Before The Dawn retorna com muito death metal melódico em "Cold Flare Eternal"
CPM 22: "Suor e Sacrifício", o álbum mais Hardcore da banda
Clássicos imortais: os 30 anos de Rust In Peace, uma das poucas unanimidades do metal


