Dismember: mais um grande álbum desse ótimo grupo
Resenha - Dismember - Dismember
Por Ricardo Seelig
Fonte: Collector's Room
Postado em 31 de janeiro de 2009
Nota: 8 ![]()
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Indiscutivelmente, os suecos do Dismember vivem uma ótima fase. Depois do arregaço que foi "The God that Never Was", lançado em 2006, o grupo continua mostrando uma força impressionante em seu novo álbum, batizado apenas com o nome da banda.

Oitavo trabalho de sua carreira, iniciada em 1988 em Estocolmo, "Dismember", que chegou às lojas européias em 18 de fevereiro de 2008, mostra o conjunto executando o death metal pesadíssimo que fez a sua fama, mas também abre espaço para a inserção de algumas características de outros gêneros, agregando ainda mais qualidade ao seu som. É o caso de "Death Conquers All", com mudanças de andamento e riffs que são puro thrash metal. Já "Europa Burns" traz guitarras que, em alguns momentos, poderiam muito bem pertencer a uma banda de hard rock - e quando eu falo hard não estou me referindo ao estilo associado aos grupos norte-americanos do final dos anos oitenta, mas sim aos conjuntos da cena setentista.
O disco traz uma cacetada atrás da outra. A agressiva "Under a Blood Red Sky" é empolgante e faz a sua cabeça bater instantaneamente. "The Hills Have Eyes" parece saída dos primeiros álbuns do Motorhead. Influências do Slayer são escancaradas em "Legion", enquanto "Tide of Blood" traz as saudosas guitarras pedaladas e grandes doses de melodia nas seis cordas. Uma das melhores do álbum, fácil, fácil.
Os fãs das antigas irão pirar com "Combat Fatigue", rápida, suja e agressiva como os primeiros discos do grupo. A cadenciada "No Honor in Death" mostra que o quinteto andou ouvindo muito Black Sabbath, e os mais de seis minutos de "Black Sun" fecham o disco em uma muito bem azeitada união do peso do thrash com a agressividade e a rapidez do death metal.
Destaques para o vocal cavernoso de Matti Karki e para a dupla de guitarras formada por David Blomqvist e Martin Persson, dona de grande inspiração durante todo o CD.
Não posso encerrar essa resenha sem fazer menção ao belíssimo trabalho de Craig Rogers, responsável pela capa e pelo projeto gráfico do disco. Seu trabalho beira à perfeição.
Mais um grande álbum desse ótimo grupo, que merece, há tempos, muito mais reconhecimento do que possui. Torço para que, com esse novo disco, o Dismember ganhe ainda mais espaço entre os bangers de todo o mundo. Talento para isso eles já mostraram que não falta.
Faixas:
1. Death Conquers All - 3:48
2. Europa Burns - 3:33
3. Under a Blood Red Sky - 5:24
4. The Hills Have Eyes - 3:15
5. Legion - 3:22
6. Tide of Blood - 3:35
7. Combat Fatigue - 2:29
8. No Honor in Death - 3:07
9. To End it All - 3:51
10. Dark Depths - 3:48
11. Black Sun - 6:24
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