Queen + Paul Rodgers: tentando evitar mais comparações
Resenha - Cosmos Rocks - Queen + Paul Rodgers
Por Fábio Cavalcanti
Postado em 24 de dezembro de 2008
Nota: 7 ![]()
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O Queen está de volta? Muita gente se perguntou isso em meados de 2004, quando o guitarrista Brian May e o baterista Roger Taylor uniram forças com o vocalista Paul Rodgers (Free, Bad Company) e entraram em turnê. Mas, apenas os mais atentos notaram que tal banda na verdade se chamava Queen + Paul Rodgers, e não apenas Queen. De qualquer forma, muitos fãs do eternizado vocalista Freddie Mercury odiaram a idéia, especialmente quanto a banda em questão resolveu gravar um álbum de estúdio, o qual ganhou vida em 2008, sob o título de "The Cosmos Rocks".
Vale citar novamente que estamos falando do primeiro álbum de estúdio de uma nova banda chamada Queen + Paul Rodgers. Como as comparações são inevitáveis (devido às origens dos integrantes envolvidos no projeto), pode-se dizer que "The Cosmos Rocks" soa como um mix de Bad Company com o Queen de álbuns como "The Game" e "A Kind Of Magic", mas com um certo descompromisso que causa estranheza na primeira audição. Deixando de lado o aspecto "épico" do Queen original, e tentando evitar mais comparações, é possível ouvir e analisar o álbum de forma mais justa.
Apesar do título, são as baladas que dão o tom do álbum. Após uma abertura bem "rocker", com a dançante "Cosmos Rockin'", a melódica "Time to Shine" e e poderosa "Still Burnin'" (que peca apenas por trazer trechos instrumentais desnecessários de "We Will Rock You"), temos baladas como a simples e açucarada "Small", a "quase épica" "We Believe", a inusitada e simpática "Voodoo" (exemplo de mistura de pop/rock com blues rock que funciona), a linda "Some Things That Glitter", e a melancólica e pouco memorável "Through the Night", talvez a faixa mais fraca do álbum.
Porém, o destaque fica por conta da maravilhosa balada "Say It's Not True", faixa de Roger Taylor que foi regravada para este álbum, tendo seu single lançado em 2007. Como uma faixa antiga e regravada consegue ser melhor do que as novas, isso pode resultar em avaliações bem negativas de "The Cosmos Rocks", por parte de ouvintes mais exigentes.
Voltando aos rocks, temos mais petardos como a barulhenta "Warboys" (que traz todo um clima de caos e guerra na produção, para combinar com a temática), a alegre e acústica "Call Me" (que não deixa de ser um bom rock) e a ótima e criativa "C-lebrity", que poderá virar um dos destaques nos shows da banda. Como ponto fraco, entre os rocks, temos a faixa "Surf's Up... School's Out!", que apesar de divertida e "pra cima", não se mostra muito inspirada.
Apesar de todo o clima de simplicidade e descompromisso, não se pode negar que "The Cosmos Rocks" é uma coleção de boas músicas, o que é reforçado pela poderosa banda que as interpreta, sempre trazendo igual destaque entre os integrantes. Queen + Paul Rodgers está longe de ser como o Queen, mas mostra músicos ainda apaixonados pela arte de se fazer música, o que provavelmente levaria Freddie Mercury a aprovar este novo trabalho, caso tivesse a oportunidade de ouví-lo. Como o próprio disse, pouco antes de partir: "The Show Must Go On"...
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