Bloody: Thrash Metal oitentista soando contemporâneo
Resenha - Engines Of Sins - Bloody
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 01 de dezembro de 2008
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Quem vem acompanhando os veículos especializados com certeza já percebeu o quanto o Bloody vem investindo na divulgação de seu segundo álbum, "Engines Of Sins". Mas o headbanger é conhecido por sua exigência implacável (e geralmente aquele temperamento forte...), então nada disso realmente funcionaria se os paulistas de Hortolândia não fossem competentes em sua proposta, certo?

Mas podem ter a certeza de que o Bloody sabe o que quer em termos de Thrash Metal! O pessoal trabalhou muito em todos os detalhes que envolveram este disco, tanto no sentido de elaborar boas composições, quanto em possibilitar que "Engines Of Sins" chegasse ao público com um preço que deve fazer com que aquele eterno chavão 'CD é muito caro!' seja sufocado.
Enturbinado pela ótima produção do renomado Ciero do estúdio paulistano DaTribo, o disco apresenta 11 faixas repletas de características vinculadas ao Thrash Metal oitentista, ainda que fatalmente consiga soar contemporâneo. E é algo realmente gratificante observar que o Bloody procura fugir de fórmulas prontas, conseguindo aplicar uma torção própria em suas influências nas mais diversas ocasiões.
Um vocalista com um estranho timbre que é perfeito para o Bloody, riffs galopantes matadores, muitas passagens criativas bem amarradas e uma seção rítmica pra lá de consistente tornam a audição um primor por sua linearidade. Tudo soa bastante compactado e há várias faixas espetaculares como "Invisible Faith", com vozes de fundo grudentas mesmo; "Forbidden Words" (ô guitarra invocada!!!), "Forsaken By The Gods" tem uma bateria que se destaca e ainda "Vírus", já famosa por ser uma homenagem à nossa eterna sociedade do oba-oba-verde-amarelo e, como tal, cantada no ‘portuguêis do zé-povão’.
Finalizando, vale mencionar que novamente o Bloody colocou a tradução de suas letras no próprio encarte do CD. Um exemplo que poderia (ou deveria?) ser seguido por outros artistas... "Engines Of Sins" é um produto honesto até o osso, feito de headbanger para headbanger. Se este é você, confira sem medo!
Contato:
http://www.bloody.com.br
Formação:
Paulo Tuckumantel - voz
Fábio Bloody - guitarra
André Tabaja - baixo
Luis Coser - bateria
Bloody - Engines Of Sins
(2008 / independente – nacional)
01. Bloody Machine
02. Invisible Faith
03. No Pay, No Gain
04. Kill The Order
05. Forbidden Words
06. Evil’s Science
07. Forsaken By The Gods
08. Vírus
09. The Outcome
10. Immortal Rage
11. Chaos Empire
Outras resenhas de Engines Of Sins - Bloody
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O gênero musical cujo nome não faz sentido algum, segundo Mikael Åkerfeldt do Opeth
O clássico do rock que mostra por que é importante ler a letra de uma música
O guitarrista favorito de todos os tempos de James Hetfield do Metallica
Os clássicos do rock que estão entre as músicas preferidas de Carlo Ancelotti
A importante lição que Steve Harris, do Iron Maiden, aprendeu com o Genesis
A banda em que membros do Iron Maiden e Dio disputaram para entrar e só um conseguiu
Isa Roddy, ex-vocalista do Dogma, ressignifica balada do Black Sabbath
Os 3 veteranos do rock que lançaram álbuns que humilham os atuais, segundo Regis Tadeu
A música do Guns N' Roses que Myles Kennedy acha mais difícil de cantar com Slash
Wolfgang Van Halen lidera lista do Loudwire com a melhor música de rock de 2025
O guitarrista que custou mil dólares por dia a David Gilmour; "eu queria bater nele"
A banda nacional com canções "mais fortes que o desempenho dos caras" conforme Regis Tadeu
200 shows internacionais de rock e metal confirmados no Brasil em 2026
Prestes a iniciar sua última turnê, Megadeth estampa nova capa da Metal Hammer
"Até quando esse cara vai aguentar?" O veterano que até hoje impressiona James Hetfield
A atitude teimosa de Erasmo Carlos no Rock in Rio 1985 que prejudicou sua carreira depois
Gilby Clarke: Axl Rose nem falava diretamente comigo
A banda gringa que gostou tanto do Angra que se virou para comprar álbum antes de todos

Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Anguish Project mergulha no abismo do inconsciente com o técnico e visceral "Mischance Control"
Motorjesus pisa fundo no acelerador, engata a quinta e atropela tudo em "Streets Of Fire"
Metallica: "Load" não é um álbum ruim e crucificável
Black Sabbath: Born Again é um álbum injustiçado?



