Whitesnake: se não inovou, permaneceu fiel às raízes

Resenha - Good To Be Bad - Whitesnake

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Por Thiago El Cid Cardim
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Nota: 8

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Assim como um certo baixinho canadense dos quadrinhos, David Coverdale também é o melhor naquilo que faz. E aquilo que Coverdale faz de melhor são duas coisas: 1) rockões hard envenenados com refrões irresistíveis e 2) baladas açucaradas para fazer as garotas suspirarem durante os shows. Em “Good To Be Bad”, praticamente uma década depois de seu último disco de inéditas, Coverdale chega, à frente do Whitesnake, com 11 deliciosas faixas do mais honesto e sincero hard clássico. É a comemoração dos 30 anos de uma banda que, se não inovou, pelo menos permaneceu fiel às raízes que até hoje cativam uma legião de fãs.
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A bolacha abre em alta ebulição com “Best Years”, com uma efervescente dobradinha de guitarras entre Doug Aldrich e Reb Beach. Aliás, vamos combinar que, embora Coverdale seja o único remanescente da formação original do Whitesnake, o segredo do sucesso sempre foi manter-se cercado de músicos pra lá de competentes – e este é justamente o caso de “Good To Be Bad”.

Por exemplo: Aldrich e Beach, devidamente cobertos pelo baixo de Uriah Duffy e pela bateria de Chris Frazier, são os responsáveis pela ginga roqueira de “Call On Me”, uma daquelas canções típicas de grandes estádios e que só um compositor como Coverdale poderia conceber. A faixa-título é outro exemplar emblemático do quão bem resguardado instrumentalmente este frontman precisa estar para produzir uma música cheia de tamanha pegada. E que pegada! Por falar em pegada, aqueles que acham que a banda anda pegando leve nas produções recentes vão se ver quase batendo cabeça na poderosa “Got What You Need”. Um “cala a boca” de responsa.

Para a sua impressionante coleção de músicas que trazem “Love” no título, o Whitesnake traz três adições: “All For Love” e seu riff cantante, “Lay Down Your Love” e a interpretação vocal que deixa clara a obsessão de Coverdale pelo Led Zeppelin e a levada sensual das seis cordas em “A Fool in Love”. Há quem diga que esta, inclusive, deve ser a nova trilha-sonora das melhores casas de strip-tease.

Se tudo que você queria do Whitesnake eram aquelas baladas rasgadas, este disco também tem opções para você. Que tal “All I Want All I Need”, uma power ballad com aquelas interpretações de coração aberto que Coverdale faz tão bem? Ou a semi-acústica “Summer Rain”, que evoca o clima bucólico da música interiorana dos Estados Unidos? Para encerrar o disco, o vocalista mostra quem é a grande influência de todos os cantores de hair metal dos anos 80, misturando delicadeza e teatralidade na medida certa em “Til The End of the Time”, a declaração de amor de uma alma devastada, agora longe da pessoa amada. Perfeito.

“These are the best years / truly the best years / of my life”, canta Coverdale no refrão da música que dá início aos trabalhos. E nós não poderíamos concordar mais com ele.

Line-Up:
David Coverdale – Vocal
Doug Aldrich – Guitarra
Reb Beach – Guitarra
Uriah Duffy – Baixo
Chris Frazier – Bateria
Timothy Drury – Teclado

Tracklist:
1. Best Years
2. Can You Hear the Wind Blow
3. Call on Me
4. All I Want All I Need
5. Good to Be
6. All for Love
7. Summer Rain
8. Lay Down Your Love
9. A Fool in Love
10.Got What You Need
11.'Til the End of Time

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Sobre Thiago El Cid Cardim

Thiago Cardim é publicitário e jornalista. Nerd convicto, louco por cinema, séries de TV e histórias em quadrinhos. Vegetariano por opção, banger de coração, marvete de carteirinha. É apaixonado por Queen e Blind Guardian. Mas também adora Iron Maiden, Judas Priest, Aerosmith, Kiss, Anthrax, Stratovarius, Edguy, Kamelot, Manowar, Rhapsody, Mötley Crüe, Europe, Scorpions, Sebastian Bach, Michael Kiske, Jeff Scott Soto, System of a Down, The Darkness e mais uma porrada de coisas. Dentre os nacionais, curte Velhas Virgens, Ultraje a Rigor, Camisa de Vênus, Matanza, Sepultura, Tuatha de Danaan, Tubaína, Ira! e Premê. Escreve seus desatinos sobre música, cinema e quadrinhos no www.observatorionerd.com.br e no www.twitter.com/thiagocardim.

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