Régis Tadeu explica o que está por trás da aposentadoria do Whitesnake
Por Eduardo David Krautz Chao
Postado em 05 de dezembro de 2025
Em um vídeo recente, o crítico musical Régis Tadeu ofereceu uma análise dura sobre a aposentadoria de David Coverdale. Para ele, a decisão do vocalista do Whitesnake está longe de ser apenas um gesto sereno de encerramento de carreira. Tadeu defende que o afastamento dos palcos tem raízes muito mais profundas e incômodas.
Segundo o crítico, problemas de saúde, incluindo infecções respiratórias, ajudaram a precipitar o anúncio. No entanto, ele ressalta que tais fatores seriam apenas parte do quadro. Em suas palavras, Coverdale vinha enfrentando péssimo desempenho nos palcos nos últimos anos, cantando mal, desafinando e comprometendo os shows do Whitesnake. Para Tadeu, o vocalista teria optado pela aposentadoria justamente para não envergonhar ainda mais o seu passado e para escapar das críticas unânimes sobre suas "performances vocais totalmente desastrosas e constrangedoras".

Régis chegou a afirmar que a decisão representa um raro momento de sensatez na carreira recente de Coverdale, classificando-a como "a melhor notícia que o hard rock poderia receber em muito tempo". O crítico rejeitou completamente a narrativa romântica de que o cantor seria um guerreiro cansado buscando apenas aproveitar a vida longe das turnês. Ele também destacou que, no fundo, a decisão se trata de um reconhecimento das próprias limitações e do desempenho ruim que ele vinha apresentando nos últimos anos. Segundo Régis, Coverdale não tinha mais condições de sustentar ao vivo o repertório que ajudou a criar e que será o centro de seu legado. "É sobre não profanar o que ele mesmo criou", afirmou.
Ao descrever o declínio técnico, Régis relembra que, nos últimos anos, os agudos de Coverdale se transformaram em gritos forçados e as notas longas já não eram sustentadas, resultando em uma performance que, em sua visão, manchava a própria história construída pelo vocalista. Segundo ele, a saída foi uma jogada de mestre para sair de cena com um pingo de dignidade, evitando cair no grupo de músicos que não sabem a hora de parar.
Régis resume a aposentadoria de Coverdale como uma retirada estratégica, motivada pela tentativa de se antecipar a críticas que seriam inevitáveis e cada vez mais severas, reforçando que esta é a atitude de alguém que prefere ser lembrado pelas glórias do passado, e não pela miséria vocal do presente.
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